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Fechamento dos mercados

Pressão pré-Fed pega Ibovespa e bolsa fecha no vermelho; dólar sobe ao maior patamar desde abril

Os olhares se voltam para a decisão de política monetária do Federal Reserve, que será divulgada amanhã

O mercado ainda monitora novos dados sobre a variante da covid-19 no mundo. Imagem: Montagem Andrei Morais / Shutterstock

Pelo segundo dia consecutivo, o Ibovespa tentou nadar contra a maré de cautela dos mercados internacionais, mas não conseguiu sustentar o fôlego. Enquanto o principal índice da bolsa brasileira fechou em queda de 0,59%, aos 106.760 pontos, o dólar à vista alcançou o maior patamar desde abril — R$ 5,6937, alta de 0,35%.

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Nos aproximamos da última decisão de política monetária dos Estados Unidos de 2021, talvez a mais importante do ano. A expectativa do mercado é que o Federal Reserve anuncie a aceleração do ritmo de retirada dos estímulos monetários e indique a possibilidade de mudanças na taxa de juros no curto prazo.

A véspera da decisão foi tensa para as bolsas globais, principalmente após o índice de inflação ao produtor americano apresentar um aquecimento acima do esperado, se juntando aos diversos indicadores recentes que confirmam que a inflação do país deixou de ter apenas características temporárias.

Diante da possibilidade de uma elevação de juros no horizonte, o dólar seguiu se valorizando, e o Nasdaq foi o índice em Wall Street que mais sofreu, com queda de 1,14%. O Dow Jones e o S&P 500 também fecharam no vermelho, em queda de 0,75% e 0,30%, respectivamente. O comportamento das bolsas americanas pressionou o Ibovespa principalmente na segunda etapa do pregão.

Com o Fed apagando o efeito da divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária do Banco Central na bolsa e no câmbio, restou ao mercado de juros repercutir o posicionamento mais duro do BC brasileiro contra a inflação e a queda do volume de serviços em outubro.

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Os dois pontos contribuem para a leitura de que a inflação por aqui deve continuar mostrando uma desaceleração. Apesar disso, as taxas de juros futuros reverteram parte da queda com o clima negativo em NY.

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Clima de decisão

A cautela dos mercados hoje foi intensificada pela proximidade da decisão de política monetária do Fomc, o Copom americano. De acordo com o portal Yahoo Finance, analistas já afirmam que o Federal Reserve pode estar “atrás da curva” da inflação, o que exige uma reação mais intensa do BC americano. 

E “reação mais intensa” significa essencialmente uma retirada maior dos estímulos da economia e que o movimento deve acontecer antes do esperado, juntamente com uma alta da taxa de juros ainda no primeiro semestre de 2022.

O presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, dispensou o discurso de inflação transitória nos EUA e já considera tomar medidas mais duras para conter a alta de preços.

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Ata do Copom

Mais cedo a ata do Copom confirmou o tom mais agressivo (hawkish, no jargão do mercado) contra a inflação e reiterou a alta de 150 pontos-base da Selic na próxima reunião do Comitê.

A publicação afirma que "o ritmo de ajuste é adequado para atingir um patamar suficientemente contracionista para não somente garantir a convergência da inflação ao longo do horizonte relevante mas também consolidar a ancoragem das expectativas de prazos mais longos".

Sobe e desce do Ibovespa

No Ibovespa, os frigoríficos tiveram um dia de alta expressiva, mesmo após o índice virar para o negativo. Segundo analistas, o movimento foi impulsionado por uma rotação setorial de fim de ano. Confira as maiores altas do dia:

CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
MRFG3Marfrig ONR$ 23,576,80%
JBSS3JBS ONR$ 37,285,34%
BRFS3BRF ONR$ 20,263,58%
RAIL3Rumo ONR$ 18,542,32%
BBDC4Bradesco PNR$ 20,141,51%

Confira também as maiores quedas do dia:

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CÓDIGONOMEVALORVARIAÇÃO
BPAN4Banco Pan PNR$ 10,82-12,18%
LWSA3Locaweb ONR$ 13,20-11,11%
CASH3Méliuz ONR$ 3,26-10,68%
BIDI11Banco Inter unitR$ 33,51-8,29%
BIDI4Banco Inter PNR$ 11,07-7,67%

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