Resultados da CSN no 3º trimestre foram bons e podem ficar ainda melhores
Analistas avaliam que condições favoráveis resultaram no maior Ebitda trimestral da história da empresa

Bastante esperados pelo mercado, fazendo inclusive com que as ações fechassem o pregão de quinta-feira (15) com alta de 5,71%, os resultados da CSN no terceiro trimestre, divulgados ontem, não decepcionaram. Eles causaram tão boa impressão a ponto de ter analista afirmando que o melhor ainda está por vir.
Com a normalização do volume de produção e os preços elevados do minério de ferro, além da retomada da economia da China, a empresa fechou o período de julho a setembro com lucro líquido de R$ 1,2 bilhão, revertendo o prejuízo de R$ 871 milhões visto um ano antes.
Aas ações da siderúrgica subiram 0,10%, a R$ 19,50 no pregão desta sexta-feira. Acompanhe a cobertura de mercados do Seu Dinheiro.
Para os analistas Thiago Ojea, Lucas Canteras e Alex Nguyen, do Goldman Sachs, o ponto alto do balanço foi o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda, na sigla em inglês) de R$ 3,5 bilhões, o maior resultado trimestral da história da CSN.
Segundo eles, todos os segmentos de atuação foram bem no período, mas destacaram a divisão de mineração, com um crescimento de 90% do Ebitda, para R$ 2,7 bilhões. Foi esta divisão que mais se beneficiou do cenário positivo para as cotações do minério de ferro.
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O bom momento vivido pela CSN resultou em um fluxo de caixa livre de R$ 2,8 bilhões, o que ajudou a melhorar seu endividamento. “Como resultado, a relação entre dívida líquida e Ebitda recuou para 3,7 vezes, das 5,2 vezes do segundo trimestre, e nós esperamos que a companhia atinja facilmente a meta de ter uma alavancagem perto de 3,0 vezes ao final de 2020”, diz trecho do relatório do Goldman Sachs.
Ainda assim, o banco manteve a recomendação para as ações em neutro, com preço-alvo de R$ 18,00.
Mercado doméstico
Os analistas Caio Ribeiro e Gabriel Galvão, do Credit Suisse, também disseram que o setor de mineração da CSN foi o destaque positivo do terceiro trimestre, além do fluxo de caixa e o endividamento, mas também ressaltaram o resultado do segmento de aço.
A melhora da demanda no mercado interno e o elevado desconto na paridade dos preços de importação, que reduz a atratividade de compra de produto externo, permitiu um crescimento de 50% das vendas entre o segundo e o terceiro trimestre e de 23% ante o terceiro trimestre de 2019. O Ebitda terminou subindo 70% em base trimestral e 425% na anual, a R$ 551 milhões.
Afirmando que existem condições para novos ajustes nos preços dos produtos vendidos internamente, os analistas do Credit Suisse acreditam em resultados ainda melhores no quarto trimestre.
“Nós destacamos que nossos canais com terceiros indicam que um novo ajuste de 10% nos preços do aço plano foi anunciado para novembro, e combinado com uma robusta demanda doméstica, que continua melhorando, pode resultar em resultados ainda maiores indo adiante”, diz trecho do relatório.
O banco manteve a recomendação para as ações em compra, com preço-alvo de R$ 19,00.
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