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Linx argumenta que no dia 10 de agosto, quando o conselho de administração aprovou a oferta da Stone, “não havia qualquer expectativa ou elemento concreto a respeito de uma eventual proposta da Totvs”
Na disputa de versões que se transformou a venda da empresa de software para o varejo Linx, a companhia negou que tenha se recusado a ouvir uma oferta da Totvs ao aceitar fechar negócio com a Stone.
Em comunicado, a Linx informa que houve contatos preliminares entre os dias 31 de julho e 4 de agosto entre o diretor presidente da companhia, Alberto Menache e Laércio Cosentino, fundador e presidente do conselho da Totvs, além de um representante do banco Itaú BBA.
“Em tais contatos, a Totvs e o Itaú BBA informaram que qualquer proposta do lado da Totvs ainda estaria em estudos preliminares e demoraria semanas para ser apresentada”, acrescentou a Linx.
A informação de que a Linx não quis tomar conhecimento da oferta foi divulgada pela Totvs ao tornar pública a sua proposta na sexta-feira.
Mas a Linx argumenta que no dia 10 de agosto, quando o conselho de administração aprovou a oferta da Stone, “não havia qualquer expectativa ou elemento concreto a respeito de uma eventual proposta da Totvs”.
A Linx informou ainda que os conselheiros independentes da empresa irão avaliar a proposta da companhia. Mas em um claro sinal de que o negócio será tratado como uma oferta hostil, a empresa notificou a Totvs para que “interrompa imediatamente a utilização sem autorização da marca da Linx em suas divulgações”.
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A oferta da Totvs, no valor total de R$ 6,1 bilhões, representa um prêmio de 30,3% sobre a ação da Linx no dia 10 de agosto e supera os R$ 6,04 bilhões oferecidos pela Stone. Mais importante, porém, é que o negócio prevê que todos os acionistas receberão o mesmo valor.
A diferenciação é importante porque a oferta da Stone estipulou um prêmio disfarçado a três membros do conselho de administração da Linx — Alberto Menache, Nércio Fernandes e Alon Dayan — no valor de R$ 315 milhões.
O alerta foi feito pela Fama Investimentos. Nos cálculos da gestora, a proposta feita pela Stone fará com que os executivos recebam no total R$ 46 por ação, valor 35% maior que o estipulado para os minoritários.
As ações da Linx (LINX3) dispararam 12,60% na sexta-feira em reação à proposta da Totvs. Na manhã de hoje, os papéis eram negociados em queda de 2,14%. Leia também nossa cobertura de mercados.
A oferta da Totvs é considerada melhor que a da Stone não apenas pela questão da governança como também por envolver um maior pagamento em ações.
Desta forma, os acionistas minoritários da Linx conseguiriam se beneficiar das sinergias esperadas da combinação entre as duas companhias, o que não ocorrerá caso a proposta da Stone seja a vencedora.
O problema é que o acordo assinado na semana passada com a Stone prevê o pagamento de uma multa de R$ 605 milhões caso a Linx decida por uma oferta concorrente, ou 25% desse valor caso os acionistas não aprovem o negócio.
Na sexta-feira, a Totvs informou que tomará medidas para questionar o pagamento da multa “abusiva” caso sua oferta seja aprovada.
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