Disseminação rápida do coronavírus assusta e doença continua pautando os negócios
Investidores seguem cautelosos com o vírus chinês. Além disso, temporada de balanços movimenta o Brasil e o exterior

A velocidade de disseminação do vírus que tomou conta da China assusta e causa preocupação por todo o mundo. Como reflexo, os mercados reagem com cautela.
Na última semana, o mercado oscilou entre picos de queda e estabilidade seguindo o noticiário em torno da doença. E a tendência deve seguir nesta semana.
Na China, 2.761 casos já foram confirmados, com 80 mortos. 5.794 outros casos estão sob suspeiras.
O vírus também já se espalha para outros lugares do globo. Os Estados Unidos confirmaram mais um caso, indo a 5. Há também casos na Tailândia (7), Japão (3), Coreia do Sul (3), Vietnã (2), Cingapura (4), Malásia (3), Nepal (1), França (3) e Austrália (4).
Em meio ao bloqueio de diversas cidades na China, os Estados Unidos anunciaram a retirada dos cidadãos norte-americanos da cidade de Wuhan. Japão e frnaça também seguem a mesma estratégia.
Cautela redobrada
Na sexta-feira, mercado de bolsa, bônus, câmbio e commodities reagiram mal ao desenrolar da epidemia do novo coronavírus.
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Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou a sessão com a maior queda em cinco meses. As empresas que mais sofreram foram as ligadas ao turismo chinês, já que aChina suspendeu viagens ao exterior de grupo turísticos.
O feriado do Ano Novo Lunar deixa as bolsas em outras partes da Ásia fechadas.
Nesta segunda-feira, os índices futuros amanhecem em queda firme em Nova York e as bolsas europeias abrem em baixa com o temor de disseminação rápida do vírus.
Exportadoras caem
A bolsa brasileira também sofre com a tensão trazida pelo surto de coronavírus.
Na semana passada, o Ibovespa ficou em leve baixa acumulada de 0,09%, aos 118.376,36 pontos. Confira as ações para ficar de olho nesta semana.
As empresas que mais sofrem o peso do vírus são as exportadoras à China ou dependentes de commodities. Além da Vale, as siderúrgicas Usiminas, Gerdau e Metalúrgica Gerdau recuaram.
Agenda
Os eventos internacionais devem continuar dando as cartas por aqui, mas o início da temporada de balanços pode balancear as coisas.
Ainda hoje temos a divulgação da prévia do IPC-Fipe. A semana também reserva o IGP-M de janeiro, superávit primário de dezembro e a Pnad contínua de dezembro.
Nos Estados Unidos também é semana de decisão de juros pelo Federal Reserve (quarta-feira) e a divulgação do PIB do quarto trimestre (quinta-feira).
Na noite de quinta-feira a China divulga o PMI industrial de janeiro.
Temporada de balanços
Enquanto no exterior as empresas dão sequência à divulgação dos resultados, aqui no Brasil essa é a semana de estreia.
A semana começa com a divulgação dos dados do quarto trimestre da Cielo, após o fechamento. O Santander Brasil também anuncia os seus resultados na quarta-feira.
Lá fora é a vez de Apple, Microsoft, Facebook, Amazon, Boeing e as petrolíferas Exxon e Chevron divulgarem os seus resultados.
Fique de olho
- A Oi contratou o Bank of America para vender parte de sua operação móvel. A operadora espera arrecadas R$ 15 bilhões.
- Vale elevou o nível de emergência para a Baragem Sul Inferior, em Barão dos Cocais (MG). Fortes chuvas na região já mataram 44 pessoas e causaram erosão no reservatório
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