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Jasmine Olga

Jasmine Olga

É repórter do Seu Dinheiro. Formada em jornalismo pela Universidade de São Paulo (ECA-USP), já passou pelo Centro de Cidadania Fiscal (CCiF) e o setor de comunicação da Secretaria da Educação do Estado de São Paulo

Esquenta dos mercados

Disseminação rápida do coronavírus assusta e doença continua pautando os negócios

Investidores seguem cautelosos com o vírus chinês. Além disso, temporada de balanços movimenta o Brasil e o exterior

Jasmine Olga
Jasmine Olga
27 de janeiro de 2020
7:53 - atualizado às 8:03
Vírus coronavírus China Ibovespa
Imagem: Shutterstock

A velocidade de disseminação do vírus que tomou conta da China assusta e causa preocupação por todo o mundo. Como reflexo, os mercados reagem com cautela.

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Na última semana, o mercado oscilou entre picos de queda e estabilidade seguindo o noticiário em torno da doença. E a tendência deve seguir nesta semana.

Na China, 2.761 casos já foram confirmados, com 80 mortos. 5.794 outros casos estão sob suspeiras.

O vírus também já se espalha para outros lugares do globo. Os Estados Unidos confirmaram mais um caso, indo a 5. Há também casos na Tailândia (7), Japão (3), Coreia do Sul (3), Vietnã (2), Cingapura (4), Malásia (3), Nepal (1), França (3) e Austrália (4).

Em meio ao bloqueio de diversas cidades na China, os Estados Unidos anunciaram a retirada dos cidadãos norte-americanos da cidade de Wuhan. Japão e frnaça também seguem a mesma estratégia.

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Cautela redobrada

Na sexta-feira, mercado de bolsa, bônus, câmbio e commodities reagiram mal ao desenrolar da epidemia do novo coronavírus.

Leia Também

Na Ásia, a bolsa de Tóquio fechou a sessão com a maior queda em cinco meses. As empresas que mais sofreram foram as ligadas ao turismo chinês, já que aChina suspendeu viagens ao exterior de grupo turísticos.
O feriado do Ano Novo Lunar deixa as bolsas em outras partes da Ásia fechadas.

Nesta segunda-feira, os índices futuros amanhecem em queda firme em Nova York e as bolsas europeias abrem em baixa com o temor de disseminação rápida do vírus.

Exportadoras caem

A bolsa brasileira também sofre com a tensão trazida pelo surto de coronavírus.

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Na semana passada, o Ibovespa ficou em leve baixa acumulada de 0,09%, aos 118.376,36 pontos. Confira as ações para ficar de olho nesta semana.

As empresas que mais sofrem o peso do vírus são as exportadoras à China ou dependentes de commodities. Além da Vale, as siderúrgicas Usiminas, Gerdau e Metalúrgica Gerdau recuaram.

Agenda

Os eventos internacionais devem continuar dando as cartas por aqui, mas o início da temporada de balanços pode balancear as coisas.

Ainda hoje temos a divulgação da prévia do IPC-Fipe. A semana também reserva o IGP-M de janeiro, superávit primário de dezembro e a Pnad contínua de dezembro.

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Nos Estados Unidos também é semana de decisão de juros pelo Federal Reserve (quarta-feira) e a divulgação do PIB do quarto trimestre (quinta-feira).

Na noite de quinta-feira a China divulga o PMI industrial de janeiro.

Temporada de balanços

Enquanto no exterior as empresas dão sequência à divulgação dos resultados, aqui no Brasil essa é a semana de estreia.

A semana começa com a divulgação dos dados do quarto trimestre da Cielo, após o fechamento. O Santander Brasil também anuncia os seus resultados na quarta-feira.

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Lá fora é a vez de Apple, Microsoft, Facebook, Amazon, Boeing e as petrolíferas Exxon e Chevron divulgarem os seus resultados.

Fique de olho

  • A Oi contratou o Bank of America para vender parte de sua operação móvel. A operadora espera arrecadas R$ 15 bilhões.
  • Vale elevou o nível de emergência para a Baragem Sul Inferior, em Barão dos Cocais (MG). Fortes chuvas na região já mataram 44 pessoas e causaram erosão no reservatório

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