Com disseminação do coronavírus pelo mundo, volta do feriado deve ser de ajustes na bolsa brasileira
Enquanto a bolsa brasileira estava fechada, a rápida disseminação do coronavírus pelo mundo fez os mercados globais amargarem perdas. No Brasil, a doença teve o seu primeiro caso confirmado.

Após dois dias fechado para a celebração do carnaval, o mercado acionário brasileiro volta a funcionar e deve enfrentar um dia de fortes ajustes. Hoje a bolsa brasileira opera com horário diferenciado, a partir das 13h.
Durante o recesso, a aversão ao risco tomou conta das bolsas globais . E o motivo foi a rápida disseminação do coronavírus para outros países.
O crescimento no número de contaminações acontece de forma expressiva e acelerada. No radar dos investidores está o avanço dos casos na Coreia do Sul (1.261 casos, com 11 mortes), Itália (323 casos, com 11 mortes) e Irã (139 casos de infecção, com 19 mortes). O maior número de infectados segue na China, com mais de 78 mil casos confirmados.
O Brasil também passou a figurar na lista de localidades com casos da doença e se junta a outros 30 países.
Com o crescente número de localidades impactadas, os investidores reavaliam o impacto que a epidemia pode ter na economia global.
Durante o recesso, o EWZ iShares MSCI Brazil Capped, principal ETF brasileiro negociado nos Estados Unidos, acumulou grandes perdas, com queda de cerca de 12% desde o início da semana.
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A manifestação do Centro de Controle de Doenças e Prevenção dos Estados Unidos, que disse haver riscos reais de uma pandemia, ajudou a azedar o humor dos mercados globais.
As preocupações com a disseminação do vírus para outros lugares fora da China fizeram as bolsas asiáticas fecharem em baixa. Na China, as fábricas continuam a retomada das operações.
Nos Estados Unidos, as bolsas tiveram a maior queda em dois dias da história - entre segunda e terça-feira o S&P 500 caiu mais de 6%. Os índices futuros em Wall Street amanhecem no vermelho.
As bolsas europeias também abrem nesta quarta-feira pressionadas pelos avanços da doença. Além disso, uma série de balanços corporativos embalam o pregão na região.
De onde parou
Na última sexta-feira, antes da pausa para o feriado, a bolsa brasileira fechou a sessão com queda de 0,79%, aos 113.681,42 pontos.
O dólar ganhou um empurrãozinho da aversão ao risco no exterior e da cautela com o cenário político doméstico, fechando em alta todos os dias da semana.
A moeda americana rompeu o nível dos R$ 4,40, chegando a R$ 4,4066 após alta de 0,03%.
Brilhando em tempos de crise
O ouro é um dos ativos de proteção mais procurados em tempos de crise e aversão ao risco como o de agora. A preocupação com o surto de coronavírus nos últimos dias fez o principal ETF lastreado em ouro, o PDR Gold Trust (GLD), atingir a sua maior cotação desde fevereiro de 2013.
Porto seguro para os investidores, o ETF já acumula alta de 8,25% em 2020.
Agenda
O dia é de agenda fraca, tanto no Brasil quanto no exterior.
O Banco Central divulga o relatório Focus mais tarde do que o habitual, às 12h.
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