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2020-02-25T14:38:22-03:00
Bruna Furlani
Bruna Furlani
Jornalista formada pela Universidade de Brasília (UnB). Fez curso de jornalismo econômico oferecido pela Fundação Getúlio Vargas (FGV). Tem passagem pelas editorias de economia, política e negócios de veículos como O Estado de S.Paulo, SBT e Correio Braziliense.
EM BUSCA DE PROTEÇÃO

Temor global com coronavírus faz ouro alcançar maior cotação desde 2013

Apenas neste ano, o ETF acumula alta de 8,25%. A razão para a valorização é uma só: ele é considerado porto seguro de quem investe quando o cenário externo parece mais incerto

25 de fevereiro de 2020
14:38
Ouro
Imagem: Shutterstock

A preocupação do mundo com o surto de coronavírus em países fora da China, especialmente na Itália, fez com que os investidores fossem atrás de ativos de proteção. Ontem (24), o principal ETF lastreado em ouro negociado em Nova York, o SPDR Gold Trust (GLD), atingiu sua maior cotação em sete anos. Ele é uma das formas de analisar a valorização da commodity.

O ativo fechou o pregão da segunda-feira (24) com alta de 0,90%, cotado em US$ 156,09. Porém, na máxima intradiária chegou a bater os US$ 158,51. A última vez em que o ativo tinha ido além dos US$ 158 tinha sido em fevereiro de 2013.

Apenas neste ano, o ETF acumula alta de 8,25%. A razão para a valorização é uma só: ele é considerado porto seguro de quem investe quando o cenário externo parece mais incerto.

Apesar da alta dos últimos dias, hoje o ETF começou o pregão em leve queda. Por volta das 14h30 (horário de Brasília), o ativo caía 0,84%, cotado em US$ 154,85.

Em busca de proteção

Além de funcionar como salvaguarda quando o dinheiro fica curto, o ouro é o refúgio de alguns investidores em momentos de incertezas. Quem investe na commodity busca, antes de mais nada, proteção para o seu patrimônio.

Para entender melhor como funciona a formação do preço do ouro e como ele costuma se beneficiar em momentos de incerteza, o investidor deve olhar para três variáveis.

Em primeiro lugar está a taxa de juros norte-americana. Isso porque quanto maior a taxa de juros dos EUA, menos atrativo é investimento na commodity.

A razão é que a moeda americana ganha valor e fica mais interessante investir nos Estados Unidos do que buscar ativos de maior risco em outros mercados, como os emergentes, por exemplo.

O segundo ponto está ligado ao dólar. Se a moeda americana se valorizar frente a outras cestas de moedas como o real, os preços das commodities tendem a cair. Mas, se o dólar perder fôlego, as commodities, como ouro e petróleo, costumam ganhar força.

Na sequência, está a demanda direta. Nesse caso, o destaque vai para China e Índia, que são grandes compradores diretos de joias. Logo, quanto maior for o crescimento de ambos os países, maior será a demanda por esse tipo de mercadoria.

Além da questão da própria oferta e demanda do ativo, outro fator que pode ajudar são as incertezas externas. No ano passado, o ouro apresentou forte valorização por conta da intensificação da guerra comercial entre Estados Unidos e China.

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