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Notícia de que Trump teria planos de acelerar a aprovação de uma vacina contra o coronavírus estimula apetite por risco nos mercados financeiros como um todo
O Ibovespa opera em alta desde a abertura da sessão desta segunda-feira acompanhando a melhora do apetite por risco nos principais mercados de ações pelo mundo, mas o movimento é limitado por certa cautela no cenário local.
Os índices de ações reagem à notícia de que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, teria planos de antecipar para antes das eleições de novembro a aprovação de uma vacina contra o coronavírus atualmente em desenvolvimento no Reino Unido.
Analistas de mercado observam que, ainda que se trate de uma medida escancaradamente eleitoreira, a notícia anima os investidores na busca por ativos de risco.
Com isso, as bolsas de valores iniciaram a semana em alta na Ásia e na Europa e apresentam avanço consistente nos Estados Unidos. Por volta das 16h40, o Ibovespa operava em alta de 0,74%, aos 102.271 pontos.
Na cena local, ao contrário da volatilidade que marcou a semana passada, a expectativa é de que os próximos dias na B3 sejam menos erráticos em meio a uma agenda repleta de indicadores econômicos e fatos políticos relevantes, avalia Jason Vieira, economista-chefe da Infinity Asset.
Entre os componentes do Ibovespa, o setor de aviação registra desempenho acima da média na esteira das perspectivas abertas da notícia sobre a vacina, com destaque para os papéis da Embraer (EMBR3), da Gol (GOLL4) e da Azul (AZUL4).
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O principal entrave ao apetite por risco envolvendo ativos brasileiros é a expectativa em torno do anúncio dos detalhes do 'Big Bang', programa do que deve fazer parte o chamado Renda Brasil.
Na sexta-feira, o ministro da Economia, Paulo Guedes, antecipou que os detalhes do novo programa de renda mínima projetado para expandir o Bolsa Família e substituir o auxílio emergencial deveriam ser revelados amanhã.
No meio da tarde de hoje, porém, passou a circular a informação de que o anúncio de amanhã poderia ser adiado. Fontes citadas pelo jornal O Globo alegaram que parte das medidas a serem adotadas ainda estão sem texto final. A ideia seria manter o anúncio para esta semana, mas sem garantias de que isto venha realmente a ocorrer.
Antes de buscarem posições mais ousadas nos mercados financeiros, os investidores aguardam com expectativa o anúncio do plano, principalmente para entender como o governo pretende combinar as ações sociais com a manutenção do equilíbrio fiscal e sem rachar o teto de gastos.
Na avaliação do economista-chefe da Necton Corretora, André Perfeito, o Renda Brasil será um dos eixos de uma versão recauchutada do Pró-Brasil, programa originalmente formulado em abril, mas deixado de lado em meio a desentendimentos entre as alas liberal e desenvolvimentista do governo.
A expectativa, segundo ele, é de que haja “medidas que garantam a manutenção do teto de gastos, um conjunto de obras e promessas de mais empregos”.
Também é esperada pelos investidores uma compilação de ações regulatórias prioritárias, o que incluiria desde as reformas tributária e administrativa a um pacto federativo e marcos do setor de infraestrutura.
Até o momento, porém, o governo ainda não se pronunciou quanto aos rumores de que o lançamento do programa seria adiado.
O dólar opera em queda nesta segunda-feira depois de ter visitado na semana passada os níveis mais elevados ante o real desde o fim de maio, mas segue sob pressão.
A moeda norte-americana tenta acompanhar o cenário externo de bolsas em alta e valorização de divisas emergentes e ligadas a commodities, mas segue encostado na faixa dos R$ 5,60 em meio à expectativa com o anúncio de um novo programa de recuperação econômica pelo governo.
Por volta das 16h40, a moeda norte-americana caía 0,17%, cotada a R$ 5,5968.
Já os contratos de juros futuros fecharam em queda. Da mesma forma que aconteceu no dólar, no entanto, a queda nos juros hoje foi limitada pelo o turbulento cenário político nebuloso e pelas perspectivas fiscais para o Brasil.
Confira as taxas negociadas de alguns dos principais contratos negociados na B3:
A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista
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