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As indicações de continuidade no ciclo de cortes da Selic, mesmo após a baixa de 0,75 ponto promovida ontem, pressionam o dólar e o levam a novas máximas
O dólar à vista cravou um novo recorde na sessão passada, encerrando pela primeira vez acima de R$ 5,70. Pois essa máxima já ficou para trás: a moeda americana abriu essa quinta-feira (7) sob intensa pressão e chegou a R$ 5,8768 na máxima (+3,06%), ajustando-se às sinalizações emitidas ontem pelo Copom.
Por volta de 16h10, o dólar à vista avançava 2,69%, a R$ 5,8559. Com o desempenho do momento, a divisa americana já acumula ganhos de mais de 7% nesta semana — em 2020, o salto já supera os 45%.
E boa parte dessa nova onda de estresse no câmbio se deve às surpresas do mercado com a decisão de juros do Banco Central. A autoridade monetária cortou a Selic em 0,75 ponto, ao nível de 3% ao ano — a maioria dos investidores apostava numa redução mais branda, de 0,50 ponto.
Mas essa não foi a única novidade: no comunicado, o Copom deixou claro que poderá promover mais um corte de até 0,75 ponto na próxima reunião, o que levaria a taxa básica de juros a 2,25% ao ano — e, considerando a baixa inflação e a contração no PIB por causa do coronavírus, esse passou a ser o cenário-base de muitos analistas.
Essa disposição indicada pelo Banco Central, dando a entender que não vê problemas numa Selic cada vez mais baixa mostrando-se despreocupado com eventuais pressões da alta do dólar sobre a inflação, contribui para dar ainda mais força a escalada da moeda americana ante o real.
Em linhas gerais, cortes na Selic acabam reduzindo o chamado diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos — a subtração entre os juros dos dois países. Com a baixa de ontem, esse gap ficou ainda menor.
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Isso mexe com o câmbio porque, quanto menor o diferencial, menor é o apelo do Brasil para os investidores que buscam apenas a rentabilidade fácil dos juros. Claro, trata-se de um capital especulativo e que pouco contribui para o desenvolvimento econômico.
Ainda assim, a ausência desse tipo de agente financeiro diminui a entrada de dólares no país, pressionando o câmbio.
Na bolsa, o dia até começou tranquilo: o Ibovespa chegou a subir 1,17% logo depois da abertura, aos 79.989,25 pontos, mas rapidamente mergulhou aos 78.061,44 pontos na mínima (-1,27%). Agora, opera em baixa de 0,59%, aos 78.601,15 pontos.
Com isso, o Ibovespa vai vai ficando aquém das bolsas globais: na Europa, as principais praças avançaram mais de 1% nesta quinta-feira, tom semelhante ao visto nos EUA, com o Dow Jones (+1,07%), o S&P 500 (+1,40%) e o Nasdaq (+1,60%) também subindo.
Esse bom humor externo se deve, em grande parte, aos dados mais fortes da balança comercial chinesa: as exportações subiram 3,5% em abril, enquanto as importações recuaram 14,2% — ambos os resultados superaram as expectativas dos analistas.
Os números vindos da China aumentam a esperança de que a retomada econômica na Europa e nos EUA após a fase mais crítica do surto de coronavírus poderá ocorrer de maneira mais intensa que o inicialmente planejado — vale lembrar que, no país asiático, o pico dos casos ocorreu em janeiro e fevereiro.
O otimismo em relação às perspectivas de retomada da atividade se sobrepõe aos dados mais preocupantes vistos nos Estados Unidos, onde os dados de desemprego continuam crescendo. E mesmo os recentes atritos entre os governos americano e chinês não trazem maiores preocupações aos investidores.
Mas, apesar dessa tranquilidade externa, no Brasil o clima ainda é de cautela e apreensão. Por aqui, os investidores seguem atentos ao cenário político: ontem, a Câmara aprovou o pacote de auxílio financeiro emergencial a Estados e municípios, não cedendo às contrapartidas solicitadas pelo ministro da Economia, Paulo Guedes.
Além disso, as movimentações do governo e do Congresso continuam sendo monitoradas de perto, considerando a forte deterioração nas relações entre as partes. Declarações dos principais atores da cena política, assim, podem mexer com o humor dos investidores ao longo do dia.
Após o corte mais agressivo da Selic e as indicações de que o ciclo de ajustes negativos tende a continuar, o mercado de juros futuros opera em queda na ponta curta, ajustando-se às sinalizações emitidas ontem:
No front corporativo, os investidores reagem de maneira contida ao balanço do Banco do Brasil no primeiro trimestre deste ano: a instituição fez provisões de R$ 2 bilhões para se preparar para o impacto do coronavírus e, como resultado, fechou o período com queda de 20% no lucro, para R$ 3,39 bilhões — os papéis ON (BBAS3) têm baixa de 2,30%.
Ainda no lado dos resultados trimestrais, Ambev ON (ABEV3) cai 2,79%, Totvs ON (TOTS3) tem baixa de 6,15% e NotreDame Intermédica ON (GNDI3) avança 3,67% — veja aqui o resumo dos balanços das três empresas.
Em termos de desempenho no Ibovespa, destaque para as exportadoras Suzano ON (SUZB3) e Klabin units (KLBN11), com ganhos de 9,89% e 11,19%, nesta ordem — empresas que vendem ao exterior se beneficiam com o nível mais elevado do dólar.
Veja abaixo as cinco ações de melhor desempenho do Ibovespa no momento:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| KLBN11 | Klabin units | 20,66 | +11,19% |
| SUZB3 | Suzano ON | 46,01 | +9,89% |
| MRFG3 | Marfrig ON | 13,80 | +8,75% |
| GGBR4 | Gerdau PN | 12,40 | +6,53% |
| GOAU4 | Metalúrgica Gerdau PN | 5,52 | +6,15% |
Confira também as maiores quedas do índice:
| CÓDIGO | NOME | PREÇO (R$) | VARIAÇÃO |
| RENT3 | Localiza ON | 30,27 | -6,86% |
| IGTA3 | Iguatemi ON | 27,84 | -6,86% |
| ECOR3 | Ecorodovias ON | 9,75 | -6,79% |
| QUAL3 | Qualicorp ON | 22,57 | -6,62% |
| AZUL4 | Azul PN | 13,86 | -6,16% |
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