🔴 TOUROS E URSOS: PETRÓLEO EM DISPUTA: VENEZUELA, IRÃ E OS RISCOS PARA A PETROBRAS – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Mercados

Otimismo local derruba o dólar para R$ 3,97 e Ibovespa fecha em alta de 0,18%

A animação dos mercados com o cenário doméstico trouxe alívio ao dólar à vista e colocou o Ibovespa novamente no campo positivo, destoando da cautela vista no exterior

Victor Aguiar
Victor Aguiar
29 de maio de 2019
10:30 - atualizado às 9:49
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
Dólar teve dia de alívio e apareceu na faixa de R$ 3,97; Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos, mas fechou no campo positivo. - Imagem: Seu Dinheiro

A tranquilidade no front político local seguiu influenciando os mercados brasileiros nesta quarta-feira (29). E, desta vez, o alívio foi sentido com mais intensidade no dólar à vista: a moeda americana fechou em queda firme de 1,18%, em R$ 3,9759.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Ibovespa também continuou surfando a onda do otimismo doméstico e resistiu ao tom negativo das bolsas americanas. O índice abriu o dia no campo negativo, mas ganhou força e fechou com ganho de 0,18%, aos 96.566 pontos.

Essa onda de calmaria está relacionada à despressurização do cenário político. A sinalização de assinatura de um pacto entre os Três Poderes para a retomada do crescimento do país já animou os agentes financeiros na sessão de ontem — e, hoje, o noticiário continuou trazendo elementos animadores para os mercados.

Em destaque, está a aprovação da MP da reforma administrativa pelo Senado. O texto retirou o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do ministério da Justiça, passando-o para o ministério da Economia, mas também reduziu de 29 para 22 o número de pastas com status ministerial — pauta considerada fundamental pelo governo.

Nesse contexto, o dólar à vista recuou. Já o Ibovespa, que chegou a cair aos 95.689,78 pontos logo após a abertura (-0,73%), logo se afastou das mínimas e, na máxima, bateu os 96.985,83 pontos (+0,62%).

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O noticiário de Brasília aumentou a percepção de que o relacionamento entre o governo e o Congresso está mais alinhado — o que, consequentemente, eleva o otimismo do mercado quanto à tramitação da reforma da Previdência.

Leia Também

"Vivemos uma certa continuação do movimento de ontem, há uma melhor imagem em relação à governabilidade", diz Raphael Figueredo, analista da Eleven Finacial Research. "O dólar, hoje, faz o que deveria ter feito ontem".

De fato, a moeda americana "ficou para trás" em relação ao rali do Ibovespa nos dois primeiros dias da semana. O principal índice da bolsa brasileira acumulou ganhos de 2,95% nas sessões de segunda (27) e terça-feira (28) — no mesmo período, o dólar teve alta de 0,21%.

Assim, a divisa dos EUA ainda encontra espaço para reagir de maneira mais intensa ao alívio visto no cenário doméstico, enquanto o Ibovespa apresenta um fôlego mais curto. E as curvas de juros, que também passaram por ajustes expressivos nesta semana, hoje apresentam comportamentos discretos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na ponta curta, os DIs com vencimento em janeiro de 2021 recuaram de 6,61% para 6,60%. Na ponta longa, o alívio foi mais intenso: as curvas para janeiro de 2023 caíram de 7,73% para 7,66%, e as com vencimento em janeiro de 2025 foram de 8,36% para 8,22%.

"A leitura é de continuidade dessa melhora de percepção interna", diz Cleber Alessie, operador da H. Commcor, ressaltando que o comportamento do dólar é, de certa maneira, surpreendente. "Lá fora o clima segue bem ruim, tanto nas bolsas quanto nas moedas".

Exterior ainda tenso

Lá fora, seguiu a dinâmica de cautela em relação à guerra comercial, sem maiores progressos nas negociações entre os governos dos Estados Unidos e China. Pelo contrário: o clima parece cada vez menos amistoso, com ambos os lados buscando se fortalecer para uma disputa mais intensa.

Nesse contexto, o Dow Jones fechou em queda de 0,88%, aos 25.125 pontos, o S&P 500 caiu 0,70%, fechando em 2.782 pontos, e o Nasdaq recuou 0,79%, aos 7.547 pontos. As principais bolsas da Europa também fecharam em baixa. E, no mercado global de câmbio, o dólar subiu ante as moedas fortes e ganhou terreno na comparação com algumas divisas de países emergentes, como o rublo russo e o rand sul-africano.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Assim, foi o cenário doméstico que sustentou o bom desempenho dos ativos brasileiros, já que, no exterior, a aversão ao risco ainda deu o tom às negociações.

"O mercado por aqui diluiu as posições mais defensivas", diz Alessie. "Tinha azedado bem, com uma conjunção de fatores internos e externos. Lá fora segue ruim, mas aqui melhorou — e isso vem sendo suficiente para dar algum alívio ao dólar e à bolsa".

Local x global

As boas perspectivas do mercado em relação ao cenário local e o fechamento da curva de juros fizeram com que as ações de empresas mais expostas ao mercado doméstico apresentassem desempenhos positivos do Ibovespa nesta quarta-feira.

É o caso do setor bancário: as units do Santander Brasil (SANB11) subiram 0,90%, Bradesco PN (BBDC4) teve alta de 1,99% e Bradesco ON (BBDC3) teve ganho de 1,84%. Itaú Unibanco PN (ITUB4), por sua vez, exibiu valorização de 1,88%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As varejistas também tiveram ganhos. É o caso de Via Varejo ON (VVAR3) (+3,85%), Magazine Luiza ON (MGLU3) (+0,14%) e Lojas Americanas PN (LAME4) (+3,12%).

Por outro lado, papéis de companhias mais expostas ao mercado externo e que não se beneficiam do dólar mais fraco estiveram entre as maiores perdas do Ibovespa.

As ações da Petrobras, por exemplo, apareceram no campo negativo, tanto as PNs (PETR4) quanto as ONs (PETR3), em queda de 1,12% e 0,79%, respectivamente. O tom negativo do petróleo no exterior, com o WTI (-0,55%) e o Brent (-0,94%), afeta negativamente os ativos da estatal.

As mineradoras e siderúrgicas também sofreram: Vale ON (VALE3) caiu 1,09%, CSN ON (CSNA3) recuou 4,07% e Gerdau PN (GGBR4) teve perda de 0,64%. Ainda entre as exportadoras, também fecharam em queda:

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quem vai levar?

A disputa pela Netshoes segue quente: a Centauro elevou sua proposta para US$ 108,7 milhões, o que equivale a US$ 3,50 por ação do site de artigos esportivos. O novo lance superou a oferta do Magazine Luiza, que colocou na mesa US$ 3,00 por papel da empresa.

Como resultado, as ações ON da Centauro (CNTO3), que não fazem parte do Ibovespa, fecharam em alta de 1,56%. Em Nova York, os papéis da Netshoes (NETS) subiram 21,31%, a US$ 3,70.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ENTENDA

Lojas Renner: combo de dividendos e despesas ‘na rédea’ fazem Citi elevar recomendação para LREN3 para compra

14 de janeiro de 2026 - 12:40

Banco elevou a recomendação para compra ao enxergar ganho de eficiência, expansão de margens e dividend yield em torno de 8%, mesmo no caso de um cenário de crescimento mais moderado das vendas

MAIOR ALTA DO IBOVESPA

MRV (MRVE3): caixa volta a respirar na prévia operacional do 4T25 e BTG vê mais sinais positivos do que negativos. Hora de comprar?

14 de janeiro de 2026 - 10:52

No começo das negociações, os papéis tinham a maior alta do Ibovespa. A prévia operacional do quarto trimestre mostra geração de caixa acima do esperado pelo BTG, desempenho sólido no Brasil e avanços operacionais, enquanto a trajetória da Resia segue como principal desafio para a companhia

BYE-BYE, AZUL4

AZUL4 já era: por que a Azul acabou com essas ações, e o que muda para o acionista

13 de janeiro de 2026 - 12:01

A companhia aérea conseguiu maioria em assembleias simultâneas para acabar com as suas ações preferenciais, em um movimento que faz parte do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

ESTRATÉGIA DO GESTOR

Fundo Verde, de Luis Stuhlberger, zera posição em cripto e começa o ano apostando em real e ações brasileiras

12 de janeiro de 2026 - 17:03

O fundo multimercado superou o CDI no acumulado de 2025, com destaque para os ganhos em bolsa local e no real

PERSPECTIVAS PARA O ANO

FIIs de galpões logísticos têm rentabilidade de quase 30% em 2025, mas o que vem depois da alta? Veja o que esperar para o setor em 2026 

12 de janeiro de 2026 - 6:04

Para entender as projeções para este ano, o Seu Dinheiro conversou com a analistas da EQI Research e da Empiricus Research, além de gestores de fundos imobiliários da Daycoval Asset e da TRX

MERCADOS

De olho na carteira: confira o que promete sacudir o Ibovespa, as bolsas lá fora e o dólar na semana 

11 de janeiro de 2026 - 13:00

Uma nova rodada de indicadores tanto no Brasil como nos Estados Unidos deve concentrar a atenção dos investidores, entre eles, os dados da inflação norte-americana

INVESTIDORES EM ALERTA

Irã na berlinda: como um novo conflito com Israel e EUA pode mexer com o preço do petróleo, com as ações e com a bolsa

11 de janeiro de 2026 - 11:55

Depois dos recentes eventos ligados à Venezuela, uma nova fonte de tensão promete colocar mais lenha na fogueira das commodities; entenda como isso mexe com o seu bolso

DESTAQUES DA BOLSA

Cogna (COGN3) fez bem a lição de casa: ação é a maior alta do Ibovespa na semana e C&A (CEAB3) é a que mais caiu. Veja destaques

10 de janeiro de 2026 - 17:03

A bolsa brasileira avançou apesar de ruídos políticos e incertezas globais, mas a semana foi marcada por forte seletividade: Cogna subiu embalada por revisões positivas, enquanto C&A sentiu o peso de um cenário mais desafiador para o varejo

DISPAROU

Azul (AZUL54) sobe 200%: o que explica a ação ter triplicado na bolsa em um dia?

9 de janeiro de 2026 - 18:15

Após um tombo histórico e uma diluição bilionária, os papéis dam um salto em um movimento técnico, enquanto o mercado segue avaliando os efeitos do aumento de capital e da reestruturação da companhia

POR QUE É TÃO RUIM?

Maior queda do Ibovespa: saída de CFO do Pão de Açúcar (PCAR3) deixa CEO novato com “bombas” na mão

9 de janeiro de 2026 - 17:21

A saída do executivo que liderava a desalavancagem e as negociações fiscais aumentou a percepção de risco do mercado e pressionou as ações da varejista

SUBINDO NA BOLSA

Alívio para Minerva (BEEF3): Sinal verde para acordo entre UE e Mercosul abre portas depois de a China cortar asinhas do Brasil

9 de janeiro de 2026 - 12:49

Analistas veem impacto positivo para a cadeia de carnes com a abertura do mercado europeu, mas alertam que o acordo não é suficiente para substituir a China no curto prazo

UM PORTO-SEGURO NA BOLSA?

Banco revela um dos setores mais promissores da bolsa em 2026; descubra as ações preferidas dos analistas

8 de janeiro de 2026 - 19:02

Em meio a incertezas políticas e sobre juros, BTG Pactual vê utilities como o melhor setor e lista empresas de saneamento e energia com potencial

NO CORAÇÃO DO BRASIL

Fundo imobiliário anuncia compra bilionária em um dos maiores empreendimentos do país

8 de janeiro de 2026 - 10:13

O imóvel ainda está em fase de construção e será composto por quatro torres comerciais de padrão classe “A”

EM BUSCA DE CAPITAL

PicPay, Agibank e Abra querem IPO nos EUA. Por que Wall Street está mais atraente para abrir capital do que o mercado brasileiro?

7 de janeiro de 2026 - 6:16

Uma fila parece ter começado a se formar em direção ao mercado norte-americano. PicPay, Agibank e Abra sinalizaram planos para ofertas de ações por lá, enquanto a B3 segue em jejum de IPOs há quatro anos

GIGANTE VERDE

SNEL11 se torna o maior FII de energia renovável da B3 após captar mais de R$ 620 milhões; entenda a operação

6 de janeiro de 2026 - 13:00

A emissão de cotas do FII segue uma tendência do mercado, que encontrou no pagamento em cotas uma solução para adquirir ativos de peso em meio às altas taxas de juros

FII DO MÊS

BTLG11 (de novo) no topo: FII de galpões logísticos volta a ser o favorito em janeiro com expectativa de corte de juros; veja o ranking completo

6 de janeiro de 2026 - 6:07

Embora já tenha registrado alta de 8,95% em 2025, o fundo contou com três recomendações entre os nove bancos e corretoras consultados pelo Seu Dinheiro

FRIGORÍFICOS

Minerva (BEEF3): existe um atalho para escapar das tarifas chinesas, mas o buraco é mais embaixo. O que esperar?

5 de janeiro de 2026 - 17:35

Com forte exposição ao mercado chinês, o frigorífico pode apelar para operação no resto do continente para enviar carne bovina ao gigante asiático, mas essa não é a bala de prata

DE OLHO NA SEGURANÇA

Nem Petrobras (PETR4) nem PRIO: veja qual ação brasileira está em alta após invasão da Venezuela pelos EUA

5 de janeiro de 2026 - 17:29

Tradicional ativo de proteção, o ouro sobe em meio ao aumento das tensões globais, intensificadas pela invasão da Venezuela, e uma ação pode ganhar com esse movimento

VAI CAIR?

Com invasão dos EUA na Venezuela, como fica o preço do petróleo e o que pode acontecer com a Petrobras (PETR3) e junior oils

5 de janeiro de 2026 - 16:09

Empresas petroleiras brasileiras menores, como Brava (BRAV3) e PetroRio (PRIO3), sofrem mais. Mas a causa não é a queda do preço do petróleo; entenda

HORA DE BOTAR A MÃO NA MASSA?

Pão de Açúcar (PCAR3) tem novo CEO depois de meses com cargo ‘vago’. Ele vai lidar com o elefante na sala?

5 de janeiro de 2026 - 11:15

Alexandre Santoro assume o comando do Grupo Pão de Açúcar em meio à disputa por controle e a uma dívida de R$ 2,7 bilhões

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar