🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Seu Dinheiro

Seu Dinheiro

No Seu Dinheiro você encontra as melhores dicas, notícias e análises de investimentos para a pessoa física. Nossos jornalistas mergulham nos fatos e dizem o que acham que você deve (e não deve) fazer para multiplicar seu patrimônio. E claro, sem nada daquele economês que ninguém mais aguenta.

SOB TENSÃO

Petróleo a US$ 100? O que a escalada das tensões no Oriente Médio significa para o mercado — e para a Petrobras (PETR4)

Se o risco virar escassez real, o barril pode mudar de patamar; entenda os três fatores que o mercado monitora e o possível efeito sobre a Petrobras

Seu Dinheiro
Seu Dinheiro
28 de fevereiro de 2026
13:21 - atualizado às 12:35
Barril de petróleo sobre dólares
Imagem: DALL-E/ChatGPT

petróleo ainda está abaixo dos US$ 100 o barril. Mas o caminho até lá pode ter ficado mais curto. Com as novas ofensivas entre Irã, Israel e Estados Unidos, a commodity ainda não cruzou essa linha — mas já pode começar a caminhar nesta direção.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os ataques deixaram os países árabes produtores de petróleo do Golfo em alerta, à medida que escalam os temores de uma escalada do conflito, e o Irã respondeu lançando mísseis em direção a Israel.

Não porque faltem barris agora, mas porque a possibilidade de interrupção na oferta começa a ganhar peso nos cálculos dos investidores. 

Se o conflito ficar restrito, o susto pode ser temporário. Mas qualquer impacto direto sobre a produção iraniana ou sobre rotas como o Estreito de Ormuz pode transformar volatilidade em choque estrutural — e levar o barril de volta aos três dígitos. 

O que esperar do petróleo agora? 

A escalada das tensões no Oriente Médio deve pesar sobre o humor dos mercados nos próximos dias. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão de especialistas do setor, a reabertura dos mercados na próxima segunda-feira (02) deve ser marcada por volatilidade intensa, com movimentos mais agudos nas primeiras horas de negociação. 

Leia Também

Na prática, isso significa que o Brent — referência global — e o WTI, parâmetro nos Estados Unidos, tendem a oscilar com força.  

Historicamente, quando conflitos não atingem infraestrutura de produção ou exportação, o petróleo dispara no primeiro momento e depois devolve parte da alta à medida que a oferta global continua fluindo. 

Mas, se o conflito ganhar escala e afetar diretamente o fluxo de exportações, o mercado deixa de negociar medo e passa a negociar escassez.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

E é nesse ponto que os preços podem encontrar um novo patamar, sustentado por semanas ou até meses. 

Segundo a Reuters, algumas das principais empresas petrolíferas e grandes empresas de comercialização suspenderam os embarques de petróleo bruto e combustível pelo Estreito de Ormuz devido aos ataques.

Vishnu Varathan, chefe de pesquisa macro para a Ásia (ex-Japão) no Mizuho Securities, em Singapura, afirmou que "um cenário mais amplo de focos de ataques/instabilidade regional pode ser o esperado".

"Os preços do petróleo provavelmente permanecerão elevados, já que a produção e a navegação continuam vulneráveis ​​a ataques e interrupções. A Opep pode estar sob pressão para aumentar a produção na tentativa de compensar essa situação. Mas um prêmio de 10 a 25% no preço do petróleo não é absurdo, mesmo sem um bloqueio do Estreito de Ormuz, que facilmente representaria um risco de prêmio de 50%", disse Varathan.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Já Christopher Wong, estrategista de câmbio do OCBC, avalia que a greve aumenta os prêmios de risco geopolítico no início da segunda-feira, quando os mercados se preparam para a abertura.

"A reação imediata é bastante previsível: ativos considerados seguros, como o ouro, provavelmente apresentarão alta, enquanto os preços do petróleo também podem se fortalecer devido a preocupações com a interrupção do fornecimento. Ativos de risco e moedas de alta volatilidade… podem enfrentar uma onda inicial de volatilidade, principalmente se as notícias sugerirem possíveis retaliações ou repercussões regionais", afirma Wong.

Na leitura de Marcus D’Elia, sócio diretor da Leggio Consultoria, o preço do petróleo não deve variar tão rapidamente quanto aconteceu em meio à guerra na Ucrânia.

"O preço deve subir até em torno de US$ 80, mas não veremos um crescimento tão rápido quanto o visto na guerra da Ucrânia, quando rapidamente o petróleo atingiu os US$ 100. Não é essa a expectativa. A commodity vai subir, deve começar a girar em torno de US$ 80 dólares, mas deve se estabilizar".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Os três termômetros que podem levar o petróleo aos US$ 100  

Para avaliar se o petróleo está diante de um pico passageiro ou do início de uma escalada mais duradoura, Daniel Toledo, especialista em negócios internacionais e geopolítica do petróleo, aponta três variáveis centrais. 

1. O risco logístico no Estreito de Ormuz 

O primeiro é o Estreito de Ormuz, por onde transita cerca de 20% do petróleo comercializado por via marítima no mundo.  

O Irã, membro fundador da Opep+, é um grande produtor de petróleo e está localizado no coração do estreito. 

Qualquer ameaça à navegação na região é suficiente para elevar o prêmio de risco. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Não é preciso que o estreito seja fechado. Basta a sinalização de risco para que contratos futuros sejam ajustados. O mercado opera com antecipação — e, nesse caso, antecipação significa proteção e especulação. 

2. A capacidade ociosa da OPEP+ 

O segundo fator é a margem de manobra dos grandes produtores. Se houver interrupção real na produção, a pergunta imediata será: Arábia Saudita e demais membros da OPEP+ conseguem compensar? 

Se houver capacidade ociosa disponível para aumentar rapidamente a produção, a alta tende a ser limitada. Caso contrário, o prêmio de risco pode se sustentar por semanas. 

3. As reservas estratégicas dos EUA 

O terceiro elemento é político. Os Estados Unidos dispõem de estoques estratégicos que podem ser utilizados para suavizar disparadas de preços — instrumento já acionado em crises anteriores. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Esse mecanismo funciona como amortecedor. Não elimina a volatilidade, mas pode evitar uma escalada prolongada. 

O efeito dominó na economia global 

Para a empresa de macroeconomia Capital Economics, as consequências econômicas dos ataques dos EUA e de Israel contra o Irã hoje dependerão da duração do conflito, da escala da retaliação iraniana e dos impactos no mercado de petróleo.  

Uma série limitada de ataques poderia plausivelmente levar o petróleo a cerca de US$ 80 por barril, enquanto um conflito mais longo que cause interrupções no fornecimento poderia elevar os preços muito além. 

"Nossas estimativas sugerem que o prêmio de risco político embutido no preço do petróleo já aumentou substancialmente em meio ao aumento da presença militar americana na região", disse a Capital Economics, em relatório.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Mesmo que os ataques permaneçam limitados, acreditamos que os preços do petróleo Brent podem subir para cerca de US$ 80 por barril (próximo ao pico durante a guerra de 12 dias), ante US$ 73 por barril ontem." 

Se o petróleo romper de forma consistente a barreira dos US$ 80 e caminhar em direção aos US$ 100, o impacto vai muito além das bombas de combustível. 

A Capital Economics estima que um aumento de 5% no preço do petróleo adiciona, em média, 0,1 ponto percentual à inflação nas principais economias.  

Com o Brent a US$ 100, o acréscimo poderia variar entre 0,6 e 0,7 ponto percentual — com provável contágio também para o gás natural. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Inflação mais alta pressiona bancos centrais, sobretudo em mercados emergentes, onde a política monetária tende a reagir com maior sensibilidade a choques de commodities.  

Por sua vez, juros elevados por mais tempo afetam crescimento, crédito e apetite por risco. 

Como fica o Brasil nessa equação? 

A consultoria VPricing, especializada na gestão de preços de combustíveis no Brasil, avalia que a crise atinge diretamente os fundamentos do mercado justamente pelo papel estratégico do Irã no Estreito de Ormuz.  

Segundo a empresa, já na próxima segunda-feira (02) pode haver um salto relevante nas cotações, com o barril testando a casa de US$ 80 em um primeiro movimento.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em caso de escalada prolongada e ausência de acordo diplomático, a marca de US$ 100 nas próximas semanas não é descartada. 

Nesse cenário, a defasagem dos preços internos da Petrobras (PETR4) poderia voltar a se ampliar, especialmente no diesel, reacendendo discussões sobre política de preços e impactos inflacionários. 

Nas contas da VPricing, a defasagem da petroleira brasileira poderia superar os 30% sobre o diesel nos atuais níveis cambiais. 

“Será importante acompanhar nos próximos dias o desenrolar dessa guerra, que definitivamente pode ter impactos sensíveis para a economia brasileira e para mercados emergentes”, avalia Marcelo Mello, CEO da SulAmérica Vida, Previdência e Investimentos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Teremos um impacto direto no preço do petróleo, uma alta importante que deve seguir nos próximos dias. Como esse conflito possui sensibilidade geopolítica, ele pode fazer também com que o dólar se aprecie e faça com que investidores busquem os títulos públicos norte-americanos", acrescentou. 

Na bolsa brasileira, a expectativa do executivo é que as companhias aéreas fiquem pressionadas nos próximos dias, devido à sensibilidade maior aos preços do petróleo. Já as petroleiras poderiam se beneficiar da alta da commodity no exterior.  

No fim das contas, o mercado vive um equilíbrio delicado. No curtíssimo prazo, a palavra é volatilidade. No médio, tudo dependerá da extensão do conflito e da capacidade de resposta dos grandes produtores. 

*Com informações da Reuters.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FATIA MAIOR

Vale (VALE3) cancela quase 100 milhões de ações mantidas em tesouraria; entenda a vantagem para o acionista

13 de março de 2026 - 11:15

Quando a companhia decide cancelar as ações em tesouraria, o acionista acaba, proporcionalmente, com uma fatia maior da empresa, uma vez que parte dos papéis não existe mais

O MOTIVO DA QUEDA

Ouro naufraga na tempestade do Oriente Médio. É o fim da linha para o porto seguro dos investidores?

12 de março de 2026 - 16:14

O metal precioso fechou em baixa de 1% e levou com ele a prata, que recuou menos, mas acompanhou o movimento de perdas

MERCADOS

Sem colete à prova de balas, Ibovespa cai mais de 2% e dólar vai às máximas do dia; bolsa sangra com Irã-EUA e fogo amigo do IPCA 

12 de março de 2026 - 12:47

Bolsas ao redor do mundo sentiram os efeitos do novo capítulo do conflito no Oriente Médio, enquanto o barril do Brent voltou a ser cotado aos US$ 100

PEGOU UM SHAPE

Smart Fit (SMFT3) dá salto de 6% na bolsa. Para o BTG, a era fitness pode gerar lucro de 56% aos investidores

11 de março de 2026 - 16:41

A rede teve um salto de quase 20% no lucro líquido recorrente do 4º trimestre de 2025 e planeja abrir até 350 de academias neste ano

INVESTIMENTOS

Recuperação extrajudicial do GPA (PCAR3) acende alerta em fundo imobiliário; varejista responde por 22% da receita do FII

11 de março de 2026 - 14:15

GPA afirma estar adimplente com o FII; acordos firmados entre fundos imobiliários e grandes empresas costumam incluir mecanismos de proteção para os proprietários dos imóveis

CRESCIMENTO FRACO

Dividendos da Telefônica (VIVT3) vão minguar? UBS alerta que sim. Entenda por que o banco agora recomenda venda das ações

11 de março de 2026 - 11:30

Relatório aponta desaceleração na geração de caixa da dona da Vivo e avalia que dividendos e valuation já não compensam o menor crescimento esperado

O FLUXO NÃO PAROU

R$ 42,5 bilhões em dinheiro gringo na B3: guerra não afasta o estrangeiro da bolsa brasileira

10 de março de 2026 - 19:35

O montante considera o período de janeiro até a primeira semana de março e é quase o dobro do observado em 2025, quando os gringos injetaram R$ 25,5 bilhões na B3

MOMENTO DE DECISÃO

Depois do rali do petróleo, vem a dúvida: manter posição ou realizar lucros? Aqui está a resposta

10 de março de 2026 - 19:00

A alta do petróleo animou o mercado, mas um alerta de analistas está chamando atenção; confira o que diz a Genial Investimentos

CONFLITO COM OS DIAS CONTADOS?

A guerra vai acabar? Verde diz o que pode parar Trump no Irã — e não é a disparada do petróleo

10 de março de 2026 - 12:35

Na carta de fevereiro, o fundo de Stuhlberger avalia o conflito no Oriente Médio e diz quais as peças do tabuleiro foram mexidas — o lendário investidor deu tchau para o euro

O CÉU É O LIMITE

Até onde o petróleo pode chegar após atingir o maior nível desde 2022?

9 de março de 2026 - 18:29

Segundo analistas, os preços da commodity só vão se acomodar se ficar claro para o mercado quanto tempo o conflito no Oriente Médio vai durar

EM BUSCA DE ABRIGO

Brasil vira porto seguro do UBS: por que o banco suíço está comprado em câmbio, juros e ações brasileiras?

9 de março de 2026 - 18:00

Enquanto o Oriente Médio ferve, o UBS vê o Brasil como um dos emergentes menos expostos ao conflito

AO LADO DA PRIO

O que o gringo vê na Petrobras (PETR4)? Saiba por que a estatal é uma das preferidas entre os investidores estrangeiros

9 de março de 2026 - 15:04

Embora o risco político da Petrobras afete a inclinação dos investidores brasileiros em investir na ação, os estrangeiros são mais otimistas com a ação

REAÇÃO AOS RESULTADOS

O calcanhar de Aquiles da MRV (MRVE3) ainda é o mesmo: o que está por trás da queda forte nas ações após balanço do quarto trimestre?

9 de março de 2026 - 14:19

Resultado do quarto trimestre mostra avanço nas operações de incorporação, mas perdas da Resia continuam pressionando o balanço e preocupando analistas

MERCADOS HOJE

Petróleo dispara com guerra no Oriente Médio, volta aos US$ 100 e coloca mercados em alerta; Focus prevê Selic mais alta no Brasil

9 de março de 2026 - 9:37

Alta da commodity chegou a superar 25% durante a madrugada, empurrou investidores para ativos de proteção e reacendeu temores de inflação e juros altos — inclusive no Brasil

VALE ENTRAR?

Compass, Aegea, BRK: quais são as empresas na fila do IPO e como elas podem não repetir os erros de 2021

9 de março de 2026 - 6:03

A possibilidade de reabertura da janela de IPOs atrai empresas dispostas a abrir o capital, mas movimento nessa direção ainda é tímido

ATENÇÃO, INVESTIDORES

Novos horários da B3: confira a programação da bolsa do Brasil a partir de segunda-feira, 9 de março

8 de março de 2026 - 17:01

Com o início do horário de verão nos Estados Unidos e na Europa, a bolsa brasileira encurta o tempo de negociação para manter a sincronia com os mercados globais

DESTAQUES DA SEMANA

Braskem (BRKM5), Prio (PRIO3) e Petrobras (PETR3) lideram as maiores altas do Ibovespa na semana

7 de março de 2026 - 14:50

Escalada da guerra no Oriente Médio e disparada do petróleo marcaram a semana na bolsa brasileira; veja as ações com maiores altas e quedas

DECEPCIONOU O MERCADO

Tarifaço de Trump afeta lucro da Embraer (EMBJ3) no 4º trimestre de 2025, mesmo com receita recorde; ações caem mais de 5%

6 de março de 2026 - 12:00

A fabricante de aeronaves registrou resultados abaixo do esperado pelo mercado e ações reagem em queda: o que aconteceu com a Embraer?

FII DO MÊS

Fundo imobiliário defensivo para lucrar com juros ainda altos domina as recomendações de analistas para março; saiba qual é 

6 de março de 2026 - 6:04

Veja quais são os fundos imobiliários favoritos dos analistas neste mês e como posicionar sua carteira de FIIs agora

O MAPA DO TESOURO

Onde apostar na bolsa agora? Itaú BBA revela 26 ações que podem brilhar em meio ao caos de mercado em 2026

5 de março de 2026 - 18:10

Mesmo com juros altos e volatilidade global, analistas veem um grupo seleto de empresas capaz de atravessar a turbulência e se valorizar na bolsa neste ano

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar