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O principal índice de ações do Brasil tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos; dólar avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045
Se ontem o Ibovespa conseguiu escapar ao medo generalizado que se espalhou pelos mercados com a guerra entre Irã e Estados Unidos, o pregão de hoje já mostra uma história bem diferente. O principal índice de ações da B3 tomba 4,64% por volta das 12h10, aos 180.518,33 pontos.
O dólar, por sua vez, avança mais de 3,18%, negociado aos R$ 5,3045 no mesmo horário. Mais cedo, o DXY, indicador que compara o dólar a uma cesta de seis divisas globais, atingiu a máxima intradia em quase sete semanas, aos 99,38 pontos.
Lá fora, o estrago também é relevante. Em Nova York, o Nasdaq caía mais de 2% no mesmo horário, enquanto S&P 500 e Dow Jones tinham quedas na mesma magnitude, perdendo 2,16% e 2%, respectivamente.
Na Europa, os principais mercados também sofrem nesta terça. O destaque negativo vai para o DAX, da Alemanha, que cai quase 4% no início desta tarde, seguido pelo CAC40, da França, com perdas de 3,5%.
Na linha de frente das tensões no Oriente Médio, o petróleo dispara novamente. Os futuros do Brent, referência internacional de negociação, saltavam mais de 7%, com o barril acima dos US$ 83 pela primeira vez desde meados de 2024. Já o WTI, padrão nos EUA, tinha avanço na mesma magnitude, a US$ 76,71 o barril.
O pano de fundo é que o mercado passou a precificar um conflito mais longo, riscos fiscais crescentes e potencial instabilidade regional mais ampla, aumentando a volatilidade e reduzindo o apetite por ativos de maior risco.
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Ontem, o presidente dos EUA, Donald Trump, chegou a afirmar que os ataques ao país persa devem durar entre quatro e cinco semanas, mas com “capacidade para se prolongarem por muito mais tempo”. Já hoje, o chefe da Casa Branca disse que Teerã quer dialogar, mas é “tarde demais”.
Os temores em torno do acesso ao estratégico Estreito de Ormuz ganharam força depois que um comandante iraniano ameaçou incendiar embarcações que tentassem atravessar a rota — por onde escoa cerca de um quinto do petróleo comercializado globalmente.
A retórica elevou o risco de interrupções no fluxo de energia e reacendeu o alerta sobre possíveis gargalos na oferta em um momento já sensível para o mercado.
Diante desse cenário, cresceu a preocupação de que uma disparada nos preços da energia possa contaminar a inflação global e dificultar o trabalho dos bancos centrais.
"A alta do petróleo e do gás natural, somada à abertura das taxas globais de juros, reforça o temor de choques de oferta e pressões inflacionárias adicionais, especialmente diante do risco de interrupção prolongada no fluxo de energia do Golfo", afirma Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.
Segundo analistas, o principal cenário de risco é o impacto da alta do petróleo na inflação — que está em processo de desaceleração com a Selic no maior nível desde meados de 2006, a 15% ao ano.
Ontem (2), o secretário do secretário do Tesouro Nacional, Rogério Ceron, disse que o conflito no Irã pode eventualmente antecipar a parada do ciclo de cortes de juros pelo Banco Central caso se intensifique um cenário de incerteza e de repasse para preços.
O estrategista-chefe da XP, Fernando Ferreira, também avalia que, “caso a alta no petróleo altere o ciclo de desinflação atual, isso poderia mudar a trajetória dos juros no Brasil”.
Na última decisão de política monetária, o Banco Central sinalizou um corte de 0,50 ponto percentual na Selic, o que reduziria a taxa de juros de 15% para 14,50% neste mês. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) está prevista para os dias 17 e 18.
Contudo, a escalada de tensão no Oriente Médio mudou o cenário, na visão do mercado. Hoje, a curva de juros futuros já precifica um corte menor na Selic: a aposta de uma redução de 0,25 ponto percentual em março se tornou majoritária, com a probabilidade de 52%. Já a chance de corte de 0,50 ponto percentual, a sinalizada pelo BC, é de 48%.
Na véspera, a curva a termo precifica 72% de chance de corte de 0,50 ponto percentual na taxa de juros e 28% de redução menor, de 0,25 ponto percentual. Já na semana passada, as apostas de redução da Selic para 14,50% atingiram quase 100%.
O mercado, por sua vez, ainda prevê corte de 300 pontos-base, ou três pontos percentuais, na taxa Selic neste ano, com a taxa básica de juros a 12% ao ano no final de 2026.
Israel entrou no quarto dia de confrontos no Oriente Médio com uma nova onda de bombardeios contra o Irã e o reforço de tropas no sul do Líbano. Do outro lado, Teerã manteve os disparos contra território israelense e ampliou o alcance dos ataques a alvos em países do Golfo.
A Arábia Saudita atribuiu ao Irã a responsabilidade por um ataque com drone à Embaixada dos EUA em Riad e advertiu que episódios dessa natureza tendem a ampliar ainda mais a escalada regional.
Trump afirmou que os EUA dispõem de um “suprimento praticamente ilimitado” da maioria dos armamentos, embora tenha admitido que o país “não está onde gostaria” no que diz respeito às armas mais avançadas.
Já o secretário de Estado, Marco Rubio, declarou que “os golpes mais duros das Forças Armadas dos EUA ainda estão por vir”.
Israel afirmou que atacou centros de comando do Hezbollah e depósitos de armas em Beirute, além de um complexo estratégico ligado à liderança iraniana em Teerã.
Até o momento, seis militares americanos morreram, e Trump alertou que novas baixas são prováveis. De acordo com o Crescente Vermelho, mais de 700 pessoas já morreram nos ataques conduzidos por EUA e Israel contra o Irã.
Rubio afirmou que o governo americano considerava o Irã uma ameaça iminente, diante do risco de que uma ação militar planejada por Israel pudesse desencadear ataques diretos contra forças dos EUA.
Com informações do Money Times
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