Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Victor Aguiar

Victor Aguiar

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero e com MBA em Informações Econômico-Financeiras e Mercado de Capitais pelo Instituto Educacional BM&FBovespa. Trabalhou nas principais redações de economia do país, como Bloomberg, Agência Estado/Broadcast e Valor Econômico. Em 2020, foi eleito pela Jornalistas & Cia como um dos 10 profissionais de imprensa mais admirados no segmento de economia, negócios e finanças.

Day after da CCJ

Dólar sobe a R$ 3,98, maior nível de fechamento em 2019; Ibovespa cai 0,92%

O mercado ligou o “modo cautela”, preocupado com as dificuldades que a tramitação da reforma da Previdência poderá enfrentar daqui para frente. No exterior, o dólar ganhou força ante as moedas globais e trouxe pressão extra ao real

Victor Aguiar
Victor Aguiar
24 de abril de 2019
10:27 - atualizado às 9:52
Selo marca a cobertura de mercados do Seu Dinheiro para o fechamento da Bolsa
O dólar se aproximou dos R$ 4,00, mas o Ibovespa reduziu as perdas e sustentou o nível dos 95 mil pontos - Imagem: Seu Dinheiro

A reforma da Previdência finalmente passou pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara. Portanto, o dia foi de comemoração no Ibovespa e no dólar, certo?

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É... não foi bem assim. Afinal, o mercado sempre pensa adiante para tomar suas decisões — e a tramitação da proposta no Congresso ainda tem um caminho longo e traiçoeiro pela frente, o que trouxe uma boa dose de cautela às negociações.

Além disso, a preocupação em relação ao estado da economia brasileira contribuiu para dar um viés defensivo à sessão. E, no exterior, o fortalecimento do dólar pressionou ainda mais o mercado de câmbio por aqui.

Nesse contexto, o dólar à vista terminou o dia em alta firme de 1,64%, a R$ 3,9864, um novo recorde de fechamento em 2019 — em termos intradiários, a moeda americana chegou a bater os R$ 4,0171, em 28 de março.

Já o Ibovespa conseguiu reduzir as perdas na última hora de pregão e terminou a quarta-feira em qued ade 0,92%, aos 95.045,43 pontos — na mínima, tocou os 94.163,33 pontos (-1,83%). Vale lembrar que o índice vinha de uma sequência de três altas consecutivas, fechando a sessão de ontem com ganho de 1,41%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Jogo duro

A aprovação da admissibilidade da reforma da Previdência na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara, na noite de ontem, foi bem recebida pelo mercado, sem dúvidas. Mas o evento já havia sido precificado em grande parte na sessão anterior, abrindo pouco espaço para eventuais novos ganhos hoje.

Leia Também

E a perspectiva de que o texto irá enfrentar dificuldades cada vez maiores para continuar avançando no Congresso foi motivo de apreensão nesta quarta-feira. "Pelo teor das brigas de ontem, a gente já viu que não vai ser fácil para o governo passar tudo como gostaria", diz Ari Santos, gerente da mesa de operações da H. Commcor. "O governo vai ter que se empenhar muito para ter apoio daqui para frente".

A Comissão Especial da Câmara, próximo colegiado a analisar o texto, já foi formalmente criada pelo presidente da casa, Rodrigo Maia, e deve ser instalada amanhã. No entanto, a primeira reunião deve ocorrer apenas em 7 de maio — o feriado de 1º de maio, na semana que vem, dificulta a obtenção de quórum para iniciar os trabalhos.

E é nessa etapa que a tramitação da reforma da Previdência pode sofrer os maiores atrasos e passar pelas alterações mais profundas, os dois maiores temores do mercado. "O governo teve uma vitória importante [na CCJ], mas isso não quer dizer que venceu a guerra", diz Jefferson Luiz Rugik, diretor da Correparti Corretora. "A guerra vai ser bem árdua, e isso deve continuar fazendo preço por aqui".

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o noticiário econômico local contribuiu para frear qualquer otimismo após o resultado de ontem na CCJ. Mais cedo, foram divulgados os dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) — e eles não foram nada animadores: o Brasil fechou 43 mil vagas de emprego formal em março.

"Os números do Caged, os dados de atividade econômica mais fraca... Isso tudo dá a impressão de que o PIB vai vir ainda mais fraco do que o mercado está projetando", diz Santos. O último boletim Focus estima avanço de 1,71% no PIB brasileiro neste ano — na semana passada, o crescimento esperado era de 1,95%.

Tempestade perfeita

O dólar ainda sofreu com um foco extra de pressão vinda do exterior: lá fora, a moeda americana ganhou terreno em relação a quase todas as divisas globais, incluindo as de países emergentes.

Rugik, da Correparti, destaca que a queda inesperada no índice IFO de sentimento das empresas da Alemanha em abril trouxe uma onda de cautela em relação aos ativos europeus. Esse dado, somado às incertezas em relação ao Brexit, derrubaram o euro e provocaram uma corrida ao dólar.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Como resultado, o índice DXY — que mede o desempenho da moeda americana ante uma cesta com as principais divisas do mundo — renovou novamente os recordes históricos. O dólar também teve alta firme em relação às moedas emergentes, como o rublo russo, peso mexicano, rand sul-africano, lira turca e peso chileno, entre outras.

"É uma tempestade perfeita para o câmbio", diz Rugik. "As moedas emergentes perderam feio para o dólar lá fora, e, aqui dentro, nós temos os nossos problemas".

As curvas de juros também passaram por ajustes intensos, acompanhando o dólar: os DIs com vencimento em janeiro de 2020 subiram de 6,425% para 6,46%, e os com vencimento em janeiro de 2021 avançaram de 6,96% para 7,04%. Entre as curvas longas, as para janeiro de 2023 tiveram alta de 8,12% para 8,22%, e as para janeiro de 2025 foram de 8,65% para 8,76%.

Sinal amarelo

O mercado reagiu negativamente ao balanço da Cielo no primeiro trimestre de 2019 — a empresa encerrou o período com lucro líquido de R$ 548,5 milhões, queda de 40,4% na base anual e abaixo dos R$ 588,4 milhões projetados por analistas.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

As ações ON da Cielo recuaram 4,43% e despontaram entre os piores desempenhos do Ibovespa. Em entrevista coletiva, o presidente da companhia, Paulo Caffarelli, disse que a empresa terá pagamento instantâneo e vai devolver o valor pago pelos lojistas em maquininhas, em reação ao movimento dos concorrentes.

WEG decepciona

As ações ON da WEG caíram 2,34%, também em meio à divulgação de seus resultados trimestrais. Entre janeiro e março deste ano, a empresa teve lucro líquido de R$ 306,849 milhões, alta de 7,7% ante os primeiros três meses de 2018 — o resultado, no entanto, frustrou a previsão dos analistas, que projetavam ganho de R$ 338 milhões no período.

Minério em queda

O minério de ferro terminou o dia em baixa de 1,04% na China — o que traz pressão às ações do setor de mineração e siderurgia. Também influenciadas pelo cenário de cautela local em relação à Previdência, CSN ON (-2,9%) e Vale ON (-3%) caíram forte e puxaram o Ibovespa como um todo para baixo.

Dentro do esperado

As ações ON da Via Varejo passaram boa parte do dia operando em queda, após a empresa registrar prejuízo líquido de R$ 43 milhões no primeiro trimestre de 2019 — há um ano, a companhia obteve lucro de R$ 64 milhões.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas os papéis se recuperaram perto do fechamento e encerraram o dia estáveis, a R$ 3,93. Analistas ponderaram que os resultados da Via Varejo no trimestre foram fracos, mas que, em linhas gerais, essa fragilidade já era esperada. Por um lado, a receita líquida e a margem bruta da empresa foram decepcionantes, mas, por outro, a redução nas despesas com vendas, gerais e administrativas surpreenderam positivamente.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
ESTRATÉGIA DE ELITE

Segredo de R$ 5 bilhões: a regra de ouro dos multimilionários para proteger o patrimônio (e como você pode copiar)

23 de abril de 2026 - 6:04

Quer investir como um magnata? O segredo está na diversificação inteligente e no patrimônio integrado; confira as lições da Ghia para preservar capital mesmo em tempos de guerra

O QUE COMPRAR AGORA

A mamata da bolsa acabou? Ibovespa pode chegar nos 210 mil pontos, segundo o BofA, mas as ações já não estão baratas

22 de abril de 2026 - 17:29

O Bank of America elevou o alvo para o Ibovespa em 2026, mas lembra que o rali é carregado por gigantes da bolsa brasileira e pelo fluxo aumentado de estrangeiros fazendo negócios por aqui

NA PONTA DO GIZ

Yduqs, Cogna, Ânima, Ser… empresas de educação devem sofrer no 1T26; veja quem ganha e quem perde, segundo o BofA

22 de abril de 2026 - 16:21

Em algumas empresas, os programas híbridos e presenciais devem absorver parte das quedas de matrículas do ensino à distância

O VAIVÉM DA TRÉGUA

Trump leva turbulência aos mercados, coloca bolsas em zona de perigo e faz o petróleo decolar

21 de abril de 2026 - 17:35

O temor de que o grande acordo prometido pelo presidente norte-americano não saia do papel — dando lugar à prontidão militar — fez os investidores apertarem o botão de venda

NO BALANÇO DAS HORAS

Do ouro e prata ao cobre e níquel, o tic-tac do cessar-fogo derruba commodities metálicas 

21 de abril de 2026 - 15:53

A notícia de que as conversas entre Washington e Teerã estariam suspensas chegou minutos antes do fechamento, funcionando como um gatilho para ampliar as perdas

INFLAÇÃO VIROU ALIADA?

O FII que paga IPCA + quase 10% ao ano: por que a XP segue comprada no KNIP11

21 de abril de 2026 - 12:00

Para analistas, fundo imobiliário de CRIs combina perfil defensivo, IPCA e gestão forte para entregar renda consistente em cenário incerto

FLUXO GLOBAL

Brasil é o emergente preferido dos estrangeiros na América Latina — mas a bolsa que mais dispara em 2026 fica do outro lado do mundo

20 de abril de 2026 - 13:05

Apesar do fluxo bilionário para o Ibovespa, uma bolsa na Ásia já disparou mais de 50% no ano e lidera o ranking global entre os emergentes

ATÉ MAIS TARDE

O bitcoin não dorme — e a B3 quer acompanhar: bolsa estende pregão de criptomoedas e ouro até 20h

20 de abril de 2026 - 9:54

Com cripto operando 24/7 lá fora, mudança busca aproximar o investidor local do ritmo global do mercado; veja o que muda na prática

MERCADOS HOJE

Petróleo salta com nova escalada no Oriente Médio e pressiona bolsas globais. Por que o mercado entrou em alerta?

20 de abril de 2026 - 9:21

Escalada das tensões reacende temor sobre oferta da commodity e pressiona ativos globais na abertura da semana; veja o que mexe com os mercados hoje

BULL MARKET

A tendência de alta do Ibovespa é consistente e o índice de ações pode ultrapassar os 225 mil pontos, segundo o Daycoval

18 de abril de 2026 - 10:45

A posição do Brasil no contexto geopolítico, de guerra e pressão inflacionária, favorece a entrada de mais investidores globais nos próximos meses

PATINHO FEIO

Ibovespa voa, mas Small Caps ficam para trás — e distância entre um índice e outro é a maior em 20 anos

17 de abril de 2026 - 19:01

O índice das ações medianas não entrou no apetite dos estrangeiros e, sem os locais, os papéis estão esquecidos na bolsa

NÃO É QUALIDADE

Fleury (FLRY3): os dois motivos que fizeram o BTG desistir da recomendação de compra — e quem é a queridinha do setor

17 de abril de 2026 - 18:18

Embora o banco veja bons resultados para a companhia, há outras duas ações do setor de saúde que são as preferidas para investir

OPERAÇÃO BILIONÁRIA

O mercado parou para ler: carta de Bill Ackman detalha a estratégia por trás do IPO duplo da Pershing Square

17 de abril de 2026 - 17:31

Conhecido como “discípulo de Warren Buffet”, ele reforça que o modelo da Pershing Square se baseia em investir no longo prazo em poucas empresas de alta qualidade, com forte geração de caixa e vantagens competitivas duráveis

MERCADOS

Petrobras (PETR4) no olho do furacão: a trégua que virou pesadelo para as petroleiras, drenou o Ibovespa e fez o dólar flertar com os R$ 5,00 

17 de abril de 2026 - 12:54

O cessar-fogo no Líbano e a abertura do Estreito de Ormuz pelo Irã derrubaram o petróleo, que já chegou a cair 14% nesta sexta-feira (17), e mexeu com as bolsas aqui e lá fora

ENCHEU O CARRINHO

Vai cair na conta? FII da XP compra 6 galpões logísticos por R$ 919 milhões; veja como ficam os dividendos

17 de abril de 2026 - 11:22

Com as aquisições, o XPLG11 passa a ter um patrimônio líquido de aproximadamente R$ 5,4 bilhões, distribuído em 31 empreendimentos

EXPANSÃO DO PORTFÓLIO

Patria Malls (PMLL11) abocanha fatias de 5 shoppings enquanto tenta destravar fusão com outro FII; entenda o que está em jogo

17 de abril de 2026 - 10:55

O fundo imobiliário está a caminho de aumentar ainda mais o portfólio. A gestora vem tentando aprovar a fusão do PML11 com o RBR Malls FII

FIIS HOJE

BTG Pactual Logística (BTLG11) aumenta dividendos em maior nível em 15 meses; confira quando o dinheiro cai na conta dos cotistas

16 de abril de 2026 - 14:41

O novo rendimento tem como referência os resultados apurados pelo fundo em março, que ainda não foram divulgados

UMA NOVA MARCA PARA A B3

Bolsa ‘quebra a banca’ com R$ 120 bilhões e bate recorde em cinco anos — e uma ação rouba a cena

16 de abril de 2026 - 12:44

O vencimento de Opções sobre o Ibovespa movimentou R$ 81 bilhões, funcionando como o grande motor que empurrou a bolsa para o um novo topo operacional

SD ENTREVISTA

Dólar a R$ 4,90? Os dois motivos que explicam a queda da moeda — e por que isso não deve durar, segundo gestor especialista em câmbio

16 de abril de 2026 - 6:30

Em entrevista ao Seu Dinheiro, Alfredo Menezes, CEO e CIO da Armor Capital, detalhou os motivos por trás da forte desvalorização do dólar e por que esse movimento pode estar perto do fim

NOVO TETO?

Ibovespa acima dos 220 mil pontos? O que dizem gestores com US$ 72 bilhões sob gestão

15 de abril de 2026 - 19:10

Gestores entrevistados pelo BofA seguem confiantes com a bolsa brasileira, porém alertam para riscos com petróleo e juros nos EUA

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia