Ibovespa fecha em alta e bate novo recorde, na contramão do exterior
Bolsa brasileira continuou animada pelas perspectivas para a reforma da Previdência, mas lá fora pesou a expectativa de cortes menores de juros pelo Fed

A bolsa brasileira terminou o pregão em alta novamente nesta segunda-feira (08), batendo novo recorde de fechamento, apesar do dia negativo no exterior. O Ibovespa avançou 0,42%, aos 104.530 pontos. O dólar à vista fechou em queda de 0,26%, em R$ 3,8081, e os juros futuros seguiram o mesmo movimento.
O DI para janeiro de 2020 recuou de 5,83% para 5,795%; o DI para janeiro de 2023 caiu de 6,48% para 6,40%; e o DI para janeiro de 2025 teve queda de 7,03% para 6,94%.
Os indicadores continuaram embalados pelo otimismo em torno da aprovação da reforma da Previdência na Comissão Especial da Câmara dos Deputados na semana passada e da possível aprovação pelo Plenário da Casa em dois turnos antes do recesso parlamentar de 18 de julho, o que tem parecido factível.
Neste fim de semana, o presidente da Câmara, Rodrigo Maia, se mostrou otimista após reunião com líderes partidários e indicou que já tem os votos suficientes para a aprovação. Levantamento do jornal "O Estado de S. Paulo" mostra que faltariam apenas 61 votos para se atingir os 308 necessários para a aprovação.
Algumas lideranças chegaram a informar números maiores, indicando que a proposta pode ser aprovada com folga.
Leia Também
Vencida a votação na Comissão Especial, a reforma da Previdência será debatida no plenário na Câmara dos Deputados. Segundo Maia, ainda hoje acontecerá uma reunião de líderes. Amanhã, se inicia o debate em torno da proposta e na noite de terça, o presidente da Casa espera construir o processo de votação. Há sessões convocadas para quarta e quinta-feira. Em análise, meu colega Eduardo Campos fala dos próximos passos da tramitação da reforma.
O pregão desta segunda-feira registrou volumes de negociação reduzidos, em torno de R$ 12,5 bilhões, em razão do feriado em São Paulo amanhã. Nesta terça, não haverá pregão na B3, e os negócios com câmbio ficam restritos a outras praças do país.
Bolsas americanas em queda
No exterior, porém, o clima foi menos animado. Em Nova York, o índice Dow Jones fechou em queda de 0,43%, aos 26.806 pontos; o S&P500 fechou com perdas de 0,48%, aos 2.976 pontos; e o Nasdaq recuou 0,78%, aos 8.098 pontos.
O pano de fundo ainda foram os dados fortes de emprego nos EUA, divulgados na última sexta, que reduziram a perspectiva do mercado para cortes de juros pelo Federal Reserve, o banco central americano. A aposta agora é num corte de 0,25 ponto percentual, contra uma aposta de 0,50 ponto percentual anteriormente.
Os mercados globais estão de olho nos pronunciamentos do presidente do Fed, Jerome Powell, ao longo desta semana, o primeiro dos quais já nesta terça. Na quarta e na quinta, Powell passa por sabatinas no Congresso americano, onde pode dar pistas sobre a trajetória das taxas de juros. Ainda na quarta, sai a ata da reunião do Fed de junho.
Outro fator que pesou em Nova York nesta segunda-feira é o relatório do Morgan Stanley divulgado no fim de semana que alerta para a fraqueza do crescimento econômico mundial e recomenda a venda de ações globais.
Mais cedo, as bolsas de Xangai e de Seul, na Ásia, fecharam com quedas expressivas de mais de 2% cada uma. As principais bolsas da Europa também fecharam em baixa nesta segunda-feira, seguindo o mesmo movimento de cautela visto nos Estados Unidos, que foi agravado pelo anúncio de profunda reestruturação no Deutsche Bank. O índice pan-europeu Stoxx 600 caiu 0,05%, aos 389 pontos.
Destaques
Via Varejo em alta
A ação da Via Varejo (VVAR3) liderou os ganhos do Ibovespa nesta segunda, fechando com alta de 6,30%. O ânimo ainda reflete o bom humor dos investidores com as mudanças promovidas pelo novo controlador da empresa, Michael Klein, na semana passada.
Otimismo com a Gol
Os papéis da Gol também apresentaram forte alta nesta segunda. A ação preferencial companhia (GOLL4) subiu 1,26%.
A companhia divulgou estimativas preliminares para o seu resultado no segundo trimestre e agradou. A empresa espera uma margem Ebitda entre 22% e 24%, acima dos 16,4% estimados anteriormente.
Além disso, a receita unitária de passageiro (PRASK) esperada para o segundo trimestre é maior em cerca de 24% frente ao mesmo período do ano passado, enquanto que a alavancagem financeira (Dívida líquida/Ebitda) deve ficar próxima de 3,2 vezes.
Também contribuiu para a alta do papel a expectativa pelo leilão de slots da Avianca, em recuperação judicial, marcado para a próxima quarta-feira (10).
Tecnisa disparou
Fora do Ibovespa, as ações da construtora Tecnisa (TCSA3) começaram o dia com avanço de 10%, após a companhia informar, no fim de semana, que fará oferta pública primária de 300 milhões de ações para promover o crescimento das suas operações, incluindo a aquisição de novos terrenos, além de melhorar sua estrutura de capital, por meio do pagamento de dívidas e reforço no capital de giro. Os investidores entendem que o aumento de capital contribui para a redução do endividamento da empresa.
Com a forte alta, as ações da empresa entraram em saíram de leilão mais de uma vez no pregão hoje. A ação fechou com valorização de quase 30%.
Petrobras, Vale e CSN
As ações da Petrobras foram beneficiadas pelo anúncio de que o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) firmou acordo com a estatal para a venda de ativos no mercado de gás. Os detalhes ainda não foram divulgados. As ações ordinárias (PETR3) fecharam com ganho de 1,93%, enquanto as preferenciais (PETR4) fecharam em alta de 0,91%.
Já as ações da Vale e da CSN foram puxadas para cima pela alta do preço do minério de ferro, que fechou negociado com alta de 3,11% no porto de Qingdao, na China, nesta segunda, a US$ 118,38 a tonelada. Os papéis da Vale (VALE3) avançaram 1,17%. Já os papéis da CSN (CSNA3) tiveram ganho de 3,23%, a quinta maior alta do Ibovespa.
IRB lidera as perdas
As ações do IRB estiveram entre as maiores quedas do Ibovespa hoje, com recuo de 1,79%. As perdas do papel repercutiram a circular da Superintendência de Seguros Privados (Susep) publicada hoje, no Diário Oficial da União (DOU), que abre caminho para que Banco do Brasil e a União, sócios da resseguradora, se desfaçam das suas participações.
Basicamente, a circular permite que seguradoras e resseguradoras se tornem "corporations", isto é, empresas de controle pulverizado, sem um único dono, o que antes não era possível. O mercado receia que os maiores acionistas - BB, União, Bradesco ou Itaú - decidam se desfazer das suas posições, o que abriria espaço para a entrada de novos acionistas que não necessariamente teriam conhecimento para tocar o negócio.
*Com Estadão Conteúdo
OPORTUNIDADE NO RADAR
A janela dos fundos imobiliários está fechando, e o BTG Pactual revela os FIIs para surfar a onda enquanto há tempo
9 de outubro de 2026 - 16:35UM OLHO NA URNA E OUTRO NA BOLSA
Ibovespa renova máxima no dia e dólar cai abaixo de R$ 5, mas IPCA lembra: a conta dos juros ainda não fechou
9 de outubro de 2026 - 12:43RADAR DE FIIS
BTLG11 quer levantar até R$ 1,2 bilhão com nova emissão de cotas; veja quem pode participar
8 de outubro de 2026 - 10:47MERCADOS
A explosão da renda fixa nos EUA: Treasury de dez anos bate máxima em 24 anos, ações caem e Ibovespa acompanha
7 de outubro de 2026 - 17:57MUDANÇAS NA CARTEIRA
Os juros vão cair? Estes são os FIIs que os analistas indicam para aproveitar a virada da Selic
7 de outubro de 2026 - 6:03EM REFORMULAÇÃO
TRBL11 quer deixar Braskem e Correios para trás? FII abre terreno para uma nova estratégia; entenda o que está em jogo
6 de outubro de 2026 - 18:01ONDE INVESTIR APÓS O RALI
Nem todas surfaram o ‘trade Flávio’: Rede D’Or (RDOR3) e outras 5 ações são as favoritas para juros menores
6 de outubro de 2026 - 13:08TRADE ELEITORAL
Flávio Bolsonaro pode levar o Ibovespa aos 250 mil pontos? Morgan Stanley indica quais ações investir em cada cenário de 2º turno
5 de outubro de 2026 - 19:20DO NEUTRO À COMPRA
O efeito Flávio Bolsonaro na bolsa: JP Morgan vira a mão com Brasil após 1º turno das eleições — e vê alta de até 20%
5 de outubro de 2026 - 15:21ELEIÇÕES 2026
Flávio Bolsonaro à frente de Lula deve gerar alta de até 45% no Ibovespa e beneficiar estas ações, segundo BTG e Citi
5 de outubro de 2026 - 14:39MERCADOS
Ibovespa dispara 7,7% e supera 206 mil pontos na máxima histórica após vantagem de Flávio Bolsonaro sobre Lula
5 de outubro de 2026 - 10:39NOVO RECORDE
Petrobras (PETR4) supera R$ 700 bilhões em valor de mercado, o maior da história. O que impulsionou a ação?
3 de outubro de 2026 - 15:15BOM HUMOR NA BOLSA
Às vésperas das eleições, só 8 ações do Ibovespa caíram na semana. Hapvida (HAPV3) e outras 6 têm alta de dois dígitos
3 de outubro de 2026 - 11:45MAIS OTIMISMO COM O PAPEL
Bank of America vê potencial de alta de 64% para a JBS (JBSS32) e calcula a renda extra para o investidor
2 de outubro de 2026 - 19:32TOUROS E URSOS #290
Ibovespa a 200 mil pontos? Gestor diz o que pode acontecer com seus investimentos se Lula ou Flávio vencerem
2 de outubro de 2026 - 18:30FECHAMENTO DOS MERCADOS
No último pregão antes das eleições, Ibovespa dispara, chega nos 192 mil pontos e sobe 2,63%
2 de outubro de 2026 - 17:36POR QUE É TÃO IMPORTANTE?
Mais petróleo na Margem Equatorial: Petrobras (PETR4) anuncia nova descoberta e confirma boa qualidade do óleo encontrado em agosto
2 de outubro de 2026 - 10:50Conteúdo BTG Pactual
Fundo multimercado que já rendeu CDI + 4,36% desde sua criação segue na ‘contramão’ das tendências; conheça
1 de outubro de 2026 - 14:00PODCAST TOUROS E URSOS
Eleições podem levar o Ibovespa acima de 200 mil pontos? A visão de Rodrigo Glatt, sócio da gestora GTI
1 de outubro de 2026 - 11:32BALANÇO DO MÊS