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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

PLANOS DE EXPANSÃO

Pague Menos (PGMN3) volta ao mercado seis meses após follow-on — e mira até R$ 900 milhões com nova captação na B3

Parte dos recursos vai para o caixa da companhia, enquanto acionistas aproveitam a janela para vender participação; veja os destaques da oferta

Camille Lima
Camille Lima
3 de março de 2026
9:34 - atualizado às 12:45
Pague Menos
Pague Menos - Imagem: Divulgação

Seis meses depois de acessar o mercado de capitais pela última vez, a Pague Menos (PGMN3) decidiu preparar uma nova rodada de captação na bolsa brasileira — e, desta vez, o cheque pode ser bem mais robusto. 

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Na madrugada da última segunda-feira (2), a rede de farmácias anunciou uma oferta subsequente de ações (follow-on) na B3 com potencial para se aproximar de R$ 900 milhões, a depender da demanda.  

Segundo a empresa, o objetivo é reforçar capital de giro e financiar a expansão, ao mesmo passo em que abre espaço para acionistas relevantes venderem suas ações, levantarem recursos e quitarem determinadas dívidas. 

Novo follow-on da Pague Menos 

A operação começa com um lote base de 70 milhões de ações ordinárias PGMN3. Metade — 35 milhões de papéis — será emitida em oferta primária, ou seja, dinheiro novo que entra diretamente no caixa da companhia.  

A outra metade compõe uma distribuição secundária, quando acionistas relevantes vendem parte de suas participações. 

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A família Queirós, fundadora da rede, pretende colocar ações à venda. Entre os vendedores estão Francisco Deusmar de Queirós, Maria Auricélia Alves de Queirós, Josué Ubiranilson Alves, Mário Henrique Alves de Queirós, e Patriciana Maria de Queirós Rodrigues. 

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Considerando o fechamento de 26 de fevereiro, quando a ação PGMN3 era cotada a R$ 7,20, o lote inicial representaria uma captação de cerca de R$ 504 milhões.  

Mas esse número pode crescer. A empresa prevê a possibilidade de ampliar a oferta em até 78,6% do lote base, o que adicionaria aproximadamente 35 milhões de ações na parcela primária e 20 milhões na secundária, em caso de excesso de demanda. 

Se o lote adicional for totalmente exercido, a cifra total pode se aproximar de R$ 900 milhões

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A definição do preço por ação está marcada para 10 de março, e o início da negociação dos papéis, para o dia 12.  

Para onde vai o dinheiro?  

A fotografia chama atenção porque a Pague Menos já havia captado R$ 243,48 milhões em um follow-on realizado apenas seis meses atrás.  

Na ocasião, a demanda ficou ligeiramente aquém do esperado. Agora, a Pague Menos retorna ao mercado com uma ambição maior. 

Segundo o comunicado, 100% dos recursos da oferta primária serão destinados ao capital de giro, incluindo a abertura de novas unidades em regiões consideradas estratégicas para ampliar a capilaridade da rede.  

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Em um setor pulverizado e altamente competitivo, escala é peça-chave — e a expansão geográfica faz parte da estratégia para ganhar participação de mercado. 

Vale destacar que a Pague Menos já revelou que, para 2026, uma das prioridades será a otimização de sua malha logística. No balanço do quarto trimestre, a rede de varejo farmacêutico informou que iria dedicar quase um terço do investimento para a abertura de novo centro de distribuição na Paraíba.  

Já os recursos da oferta secundária não passam pelo caixa da empresa. Eles vão para o bolso dos acionistas vendedores, que poderão utilizar o dinheiro para quitar dívidas com a XP Inc e com empresas de seus respectivos conglomerados financeiros, segundo a companhia. 

Mais detalhes da oferta de ações da Pague Menos

follow-on será direcionado a investidores profissionais — pessoas físicas ou jurídicas com mais de R$ 10 milhões aplicados — além de investidores estrangeiros.  

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Ainda assim, os acionistas atuais terão direito de preferência para participar da operação. 

O limite proporcional será calculado com base na posição detida pelo investidor na data de corte, garantindo o direito de subscrever, no mínimo, 0,053030 nova ação para cada papel PGMN3, podendo chegar a 0,106060 ação por papel caso 100% das ações adicionais sejam emitidas no follow-on

Para quem optar por não exercer o direito de preferência, a consequência é a diluição da participação após a conclusão da oferta. 

A coordenação da operação ficará a cargo do BTG Pactual, ao lado de Itaú BBA, XP, Bradesco BBI e Santander. 

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Trava de 90 dias 

Para evitar turbulências adicionais no curto prazo, a Pague Menos, seus conselheiros, diretores e acionistas vendedores estarão sujeitos a um lock-up de 90 dias — uma trava que os impede de negociar as posições antes do prazo acordado.  

Durante esse período, não poderão vender ações, prometer vendas, estruturar operações de hedge ou realizar transações — como swaps e derivativos — que transfiram, direta ou indiretamente, os efeitos econômicos dos papéis.  

A lógica é dar previsibilidade ao mercado e reduzir o risco de pressão vendedora logo após a oferta. 

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