O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
O acordo de controle compartilhado entre IG4 e Petrobras passa a vigorar de forma efetiva a partir de agora

A Braskem (BRKM5) entrou oficialmente em uma nova fase nesta quarta-feira (3), após anos de incerteza sobre seu futuro. A gestora de private equity IG4 e a Petrobras (PETR4) concluíram a operação que transforma as duas em co-controladoras da petroquímica, encerrando um processo que se arrastava desde as tentativas frustradas de venda pela antiga controladora, a Novonor.
O acordo, assinado em abril, foi formalizado agora, segundo comunicado da companhia.
Pela nova estrutura de controle, a IG4 — por meio do fundo Shine — passa a deter 50,1% das ações da Braskem com direito a voto. A Petrobras ficará com uma fatia de 47%, consolidando sua influência na companhia.
Já a Novonor, que até então comandava a petroquímica, permanecerá com cerca de 4% do capital, mas em ações sem direito a voto.
A mudança de controle vem acompanhada de uma reformulação na governança. Como parte da transição, a Braskem convocou uma assembleia de acionistas para o dia 8 de junho, quando serão eleitos novos membros para o conselho de administração.
Além disso, o acordo de controle compartilhado entre IG4 e Petrobras — já assinado anteriormente — passa a vigorar de forma efetiva a partir de agora.
Leia Também
A presidência do conselho já tem nome definido: Magda Chambriard, atual CEO da Petrobras, escolhida para liderar o colegiado em uma assembleia anterior.
O desfecho coloca um ponto final em uma longa novela corporativa. Nos últimos anos, a Novonor tentou diversas vezes se desfazer da participação na Braskem, sem sucesso, em meio a negociações frustradas com diferentes potenciais compradores.
Agora, com a entrada da IG4 e o reforço do papel da Petrobras, o mercado começa a olhar para a petroquímica sob uma nova perspectiva.
A Braskem continua pressionada por margens apertadas no setor petroquímico, além de carregar passivos importantes relacionados ao desastre geológico em Maceió, que segue impactando o caixa da companhia.
A nova estrutura de governança, portanto, é vista por investidores como um possível ponto de inflexão — mas não elimina, por si só, os riscos que ainda cercam a empresa.
A Braskem terminou o primeiro trimestre de 2026 com cerca de US$ 1,06 bilhão em caixa, mas tem US$ 1,46 bilhão em dívidas vencendo ainda este ano.
Sua subsidiária no México, a Braskem Idesa, já está negociando separadamente o processo de entrada em recuperação judicial nos Estados Unidos (o chamado Chapter 11). O objetivo agora é evitar a todo custo uma recuperação judicial completa no Brasil, que seria o último recurso caso as negociações extrajudiciais falhem.
*Com informações do Money Times.
GANHANDO MASSA
REAÇÃO AO BALANÇO
CRÉDITO PRIVADO
DESTAQUES DA BOLSA
ANDAMENTO DA RECUPERAÇÃO JUDICIAL
NOVA FRENTE DE NEGÓCIOS
SD ENTREVISTA
ALÍVIO PARA AS EMPRESAS?
IMPOSTO NO COPO
DÍVIDA NO RADAR
PROMESSA É DÍVIDA?
APOSTA NOS FUNDAMENTOS
VACAS MAGRAS
ROXO VIROU VERMELHO
O MERCADO NÃO GOSTOU?
SIDERURGIA E MINERAÇÃO
SEM TRÉGUA
CRISE DO AGRONEGÓCIO
FALECIMENTO