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Nos últimos 12 meses, a Lojas Americanas fechou 166 lojas, chegando a 1.448 no final de abril

A Lojas Americanas (AMER3) continua encolhendo sua estrutura, com vendas de ativos, demissões e leilões. Além de mais de 4 mil demissões, a companhia está se desfazendo de centros de distribuição, estruturas logísticas e até carros.
Em documento mensal sobre o andamento de sua recuperação judicial, referente a abril, a companhia detalha sua operação, andamento de seus processos de venda e a situação do caixa. O relatório foi divulgado ontem (2) à noite em fato relevante na Comissão de Valores Mobiliários (CVM).
Em um mês, a companhia teve 4.314 desligamentos, dos quais 1.069 foram pedidos de demissão por parte dos colaboradores. No período, também contratou 726 novos funcionários. Ao final de abril de 2026, o grupo possuía 22.797 funcionários CLT, além de 1.319 terceirizados.
Nos últimos 12 meses, a empresa fechou 166 lojas, chegando a 1.448 no final de abril. As lojas físicas continuam sendo o principal canal da companhia: representaram 91% da receita total no primeiro trimestre de 2026, com crescimento de 16,5% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O documento detalha vendas que já haviam sido anunciadas e declara quais processos ainda estão em curso, com aprovação da Justiça.
Em abril, vendeu a Uni.Co, dona das marcas Imaginarium e Puket, para a Fan Store Entretenimento (BandUP!) por R$ 152,9 milhões.
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Em maio, se desfez de 10 lojas deficitárias de sua subsidiária Hortifruti Natural da Terra para o grupo Oba Hortifruti, por R$ 69,3 milhões. Essa subsidiária foi separara em uma unidade independente, e continua sendo negociada para venda total.
A companhia também vendeu, em abril, o Centro de Distribuição (CD) de Belém pelo valor de R$ 350 mil.
Os ativos restantes da rede Vem Conveniência também estão à venda, assim como sua participação acionária.
A operação era tocada em parceria com a Vibra Energia S.A., em uma joint venture criada em 2022 e encerrada em agosto de 2023. Com a cisão, a gestão das lojas BR Mania voltou para a Vibra, e a rede Local ficou com a Lojas Americanas. Na ocasião do encerramento da parceria, havia sido negociado um pagamento de R$ 192 milhões da Vibra para a rede varejista.
Agora, a empresa busca compradores para esses bens ociosos, como equipamentos de tecnologia da informação e outros itens que integram lojas e centros de distribuição.
A Americanas está no processo de venda para uma estrutura de porta pallets para a Max Comércio, por R$ 3,1 milhões, e já recebeu autorização da Justiça para isso.
Também realizou leilões para venda de veículos nos modelos Tiguan, Passat e Volvo XC40. Os recursos vindos dessas vendas serão destinados prioritariamente ao pagamento de obrigações como salários.
A lista dos ativos à venda tinha até um avião: a aeronave modelo Embraer EMB-505 (Phenom 300), fabricada em 2014, recebeu uma proposta vinculante em 2023 para venda por R$ 9 milhões.
A empresa tinha R$ 185,7 milhões em caixa ao final de abril, ante R$ 217 milhões no início do mês, uma queima de R$ 31,3 milhões, ou 14%.
A compra de mercadorias representou 72% de tudo que foi desembolsado. A empresa também pagou R$ 13 milhões em gastos referentes à sua recuperação extrajudicial.
Em 12 meses, no entanto, o consumo de caixa é bem maior, de R$ 350 milhões. A maior parte desses gastos são financeiros. Do ponto de vista da operação, a queima foi de R$ 45 milhões.
Além do caixa, a empresa também tem aplicações, saldo bancário e títulos de valores mobiliários que correspondem a um total de R$ 441,1 milhões disponíveis.
Ao final do primeiro trimestre, sua dívida líquida era de R$ 347 milhões.
A empresa diz que melhorou seu ciclo de caixa, ou seja, o tempo que demora para que os estoques sejam convertidos em dinheiro no bolso. Em um ano, esse tempo caiu de 62 dias, em maio de 2025, para 19 dias, em abril deste ano.
IMPOSTO NO COPO
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