Qual empresa brasileira enfrentou a Meta de Zuckerberg na Justiça e agora mira faturar R$ 1 bilhão?
Zuckerberg mudou sua empresa de nome, que, por acaso, já tinha registro no Brasil

As duas companhias têm mais em comum do que a atuação no setor de tecnologia: durante anos, compartilharam o mesmo nome.
A empresa brasileira de tecnologia Meta passou a se chamar Insi após encerrar uma disputa judicial de quatro anos com a gigante americana controladora do Facebook e do Instagram, a Meta Platforms, de Mark Zuckerberg.
O conflito começou em 2021, quando Zuckerberg anunciou a mudança de nome da holding do Facebook para Meta. O problema é que a Meta brasileira já existia havia mais de três décadas e possuía registro da marca no mercado nacional.
As empresas chegaram a um acordo cujos termos permanecem confidenciais. Segundo Telmo Costa, um dos fundadores da companhia brasileira, a mudança também faz parte de uma estratégia para consolidar uma identidade única e acelerar a expansão internacional do negócio.
Com o novo nome — derivado do latim e associado à ideia de “essência das coisas” — a Insi aposta agora na expansão na Ásia e estabeleceu a meta de alcançar R$ 1 bilhão em vendas até 2027. Atualmente, a empresa registra faturamento de R$ 712 milhões.
A disputa pelo nome Meta
Após a mudança promovida por Zuckerberg, a empresa brasileira passou a ser frequentemente confundida com a americana. Em alguns casos, chegou até mesmo a receber notificações judiciais destinadas à Meta Platforms.
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Diante desse cenário, a companhia brasileira entrou na Justiça para reivindicar exclusividade sobre a marca no Brasil. Em 2024, o Tribunal de Justiça de São Paulo deu ganho de causa à empresa e determinou que a Meta Platforms deixasse de utilizar o nome no país.
A decisão, porém, foi suspensa após recurso da empresa americana. Dois anos depois, a brasileira optou por encerrar o litígio e adotar uma nova identidade corporativa.
Quem é a Insi
Anteriormente conhecida como Meta, a Insi atua como consultoria de tecnologia e transformação digital. A empresa auxilia grandes corporações em processos de diagnóstico de maturidade digital, implementação de inteligência artificial e modernização de operações.
Fundada em 1990 no Rio Grande do Sul, antes mesmo da popularização da internet comercial no Brasil, a companhia acompanhou de perto a evolução tecnológica do país. Em entrevista à Exame, Telmo Costa afirmou que o crescimento da empresa ocorreu em paralelo à transformação digital do mercado brasileiro.
Com presença consolidada na América do Norte e na Europa, a Insi agora volta suas atenções ao mercado chinês, buscando ampliar parcerias e acelerar projetos relacionados à inteligência artificial.
Atualmente, a empresa conta com cerca de 2.700 funcionários distribuídos por dezenas de cidades, além de operações no Brasil e no exterior. Sua sede está localizada em São Paulo.
*Sob supervisão de Renan Dantas.
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