Nem Ozempic, nem Mounjaro: UBS aposta na Hypera (HYPE3) para surfar o mercado bilionário de medicamentos para obesidade
Banco acredita que a farmacêutica entrou em uma nova fase de crescimento, com melhora da geração de caixa, redução da alavancagem e oportunidades no mercado de medicamentos emagrecedores

Depois de um período marcado por ajustes operacionais, a Hypera (HYPE3) pode estar prestes a colher os frutos da arrumação da casa. É essa a avaliação do UBS BB, que elevou a recomendação das ações de neutra para compra e vê espaço para uma valorização de quase 30% nos próximos meses.
Segundo o banco, a farmacêutica concluiu o processo de reorganização do capital de giro iniciado em 2024 e agora entra em uma nova fase, caracterizada por maior geração de caixa, melhora da rentabilidade e redução da alavancagem financeira.
Na visão dos analistas, a Hypera deve seguir crescendo acima do mercado farmacêutico nas categorias em que atua. A projeção é de uma expansão de cerca de 8% nas vendas ao consumidor final (sell-out) em 2026, impulsionada por inovação, renovação do portfólio e avanços nos níveis de serviço.
Diante desse cenário, o UBS estabeleceu preço-alvo de R$ 28 para HYPE3, o que representa um potencial de valorização de cerca de 29,5% em relação aos níveis atuais.
Por que o UBS está mais otimista com a Hypera
Os lançamentos realizados nos últimos 12 meses já tiveram papel importante no desempenho recente da companhia. Para os próximos anos, novos produtos voltados aos segmentos de diabetes, hormônios e sistema nervoso central devem sustentar o ritmo de crescimento.
Um dos principais gatilhos apontados pelo UBS é a entrada da Hypera no mercado de medicamentos à base de GLP-1, utilizados no tratamento de diabetes e obesidade.
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O banco espera que a empresa lance sua versão da semaglutida em 2026, aproveitando o vencimento de patentes em um mercado que pode superar R$ 16 bilhões no Brasil.
Além disso, os analistas destacam um ciclo mais amplo de expiração de patentes, que deve abrir espaço para novos produtos e ampliar o mercado potencial da companhia em aproximadamente R$ 5 bilhões.
As estimativas do UBS apontam para lucro líquido de R$ 1,9 bilhão em 2026 e de R$ 2,3 bilhões em 2027. Pelos cálculos do banco, as ações negociam a cerca de oito vezes o lucro projetado para 2026 e sete vezes o esperado para 2027.
Para os analistas, o mercado ainda subestima tanto o potencial de crescimento da Hypera quanto os benefícios da normalização operacional e da melhora na geração de caixa.
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