Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
SEM TRÉGUA

Inadimplência no agronegócio avança, recuperações judiciais disparam no campo — e os bancos estão sentindo a conta, revela Serasa

Levantamento da Serasa Experian revela que dívidas já somam R$ 54 bilhões, enquanto pedidos de recuperação judicial disparam entre produtores rurais

Fiagro da Itaú Asset (RURA11), agronegócio, CRA, dividendos.
Imagem: Canva Pro/Montagem Seu Dinheiro

A crise de crédito no agronegócio continua avançando — e os bancos seguem concentrando a maior parte da conta. Um levantamento da Serasa Experian mostra que a população rural brasileira acumulou R$ 54 bilhões em dívidas negativadas no quarto trimestre de 2025.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Embora as instituições financeiras representem menos da metade da quantidade de novas negativações, elas concentram praticamente todo o valor devido: 93,9% do estoque de inadimplência.

Os dados reforçam a fotografia de um setor que ainda tenta absorver os efeitos de margens comprimidas, custos elevados, preços agrícolas voláteis e condições de crédito mais restritivas.  

No entanto, mais do que um problema restrito ao campo, a deterioração financeira de parte dos produtores rurais permanece no radar de bancos, cooperativas de crédito e investidores expostos ao financiamento do agronegócio. 

Vale lembrar que a escalada da inadimplência no campo se tornou uma das principais dores de cabeça dos bancos nos últimos trimestres, especialmente para aqueles com maior exposição ao agronegócio.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O Banco do Brasil (BBAS3), que lidera o financiamento rural no país, vem convivendo com pressão crescente sobre seus resultados por causa da piora da carteira agro. Mais recentemente, o tema também passou a acender alertas no Santander Brasil (SANB11)

Leia Também

CRISE DO AGRONEGÓCIO

Citi rebaixa recomendação de empresa centenária do agro para venda e cita 3 motivos; entenda a situação da Kepler Weber (KEPL3)

FALECIMENTO

Morre Carlos Moacyr Gomes de Almeida, fundador da Gafisa (GFSA3); conheça a história por trás da incorporadora

Inadimplência segue em alta no agronegócio

A taxa de inadimplência do agronegócio — que considera atrasos superiores a 180 dias, período considerado crítico para a transição entre safras — encerrou o quarto trimestre de 2025 em 8,2%. 

O percentual representa avanço de 1 ponto percentual (p.p) em relação ao mesmo período do ano anterior, mantendo a trajetória de deterioração observada desde 2022, quando os índices giravam em torno de 6%. 

Apesar disso, a Serasa observa sinais de desaceleração no ritmo de piora. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, o aumento foi de apenas 0,2 ponto percentual. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Apesar de sinais de estabilização em alguns segmentos, a inadimplência no agronegócio segue em alta gradual, com produtores ainda enfrentando margens apertadas e fluxo de caixa pressionado, diante de custos elevados, preços voláteis e crédito mais seletivo”, afirma Marcelo Pimenta, head de agronegócio da Serasa Experian, em nota. 

A deterioração dos indicadores também não se concentra em um único perfil de produtor. As maiores taxas de inadimplência aparecem entre os grandes proprietários rurais, com 9,8%, e na chamada população sem registro rural — grupo que pode incluir arrendatários e integrantes de estruturas familiares ou econômicas ligadas ao agronegócio —, que alcançou 9,9%.  

Na sequência, aparecem os produtores de médio porte, com inadimplência de 8,3%, e os pequenos produtores, com 7,8%. 

Recuperação judicial vira rota mais frequente 

Enquanto os números de inadimplência seguem avançando, os pedidos de recuperação judicial ajudam a dimensionar o tamanho das dificuldades enfrentadas no campo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em 2025, foram registrados 853 pedidos de recuperação judicial por pessoas físicas ligadas ao agronegócio, alta de 51% em relação aos 566 casos contabilizados em 2024. 

Produtores do Mato Grosso, Goiás e Paraná concentram mais da metade dos pedidos, reflexo das dificuldades enfrentadas em algumas das principais regiões produtoras do país. 

O crescimento das recuperações judiciais ocorre em paralelo ao aumento das restrições de crédito e à deterioração gradual dos indicadores financeiros de parte dos produtores. 

Crédito encolhe e muda de perfil 

Com o risco mais elevado, o mercado financeiro também passou a ajustar sua postura. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a Serasa, a quantidade de novos contratos de crédito rural e agroindustrial caiu quase 4% em relação ao ano anterior. Mais do que a redução no volume de operações, chama atenção a diminuição dos valores concedidos. 

O ticket médio por CPF recuou 21% na comparação anual, indicando maior cautela das instituições financeiras diante do aumento da inadimplência. 

Ao mesmo tempo, os produtores passaram a buscar mais prazo para reorganizar o fluxo de caixa.  

Os financiamentos com vencimento superior a dois anos cresceram 7,2%, enquanto as operações de curto prazo — normalmente utilizadas para custeio de safra — registraram queda de 19,5%. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O perfil do crédito rural, marcado por tickets mais altos, prazos mais longos e maior exposição financeira, faz com que poucos inadimplentes concentrem montantes expressivos de dívida, ampliando o risco mesmo em um cenário de taxa relativamente controlada”, diz Pimenta. 

O alerta que aparece antes da crise no agronegócio

Outro indicador monitorado pela Serasa aponta deterioração gradual da qualidade de crédito no campo. O Agro Score médio da população rural caiu para 600 pontos, redução de 16 pontos em relação ao ano anterior. 

Segundo a empresa, produtores que posteriormente recorrem à RJ costumam apresentar sinais de enfraquecimento do score até 18 meses antes do pedido formal. 

Onde a inadimplência mais preocupa 

A distribuição do problema no agro pelo país também revela diferenças. O Sul continua apresentando os indicadores mais saudáveis, com taxa de inadimplência de 5,7% e os melhores níveis de score de crédito da população rural. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na direção oposta, o Norte Agro concentra o cenário mais apertado do levantamento. A região registrou taxa de inadimplência de 12,9%, mais que o dobro da observada no Sul.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Alexandre Birman (à esquerda) e Roberto Jatahy, principais acionistas e gestores da Azzas 2154 30 de maio de 2026 - 14:30
Fachada de agência Select do Santander Brasil (SANB11). 29 de maio de 2026 - 11:02
Fachada de agência do Itaú Unibanco (ITUB4). 28 de maio de 2026 - 20:00
Montagem com logo da incorporadora Gafisa (GFSA3) 28 de maio de 2026 - 12:03
28 de maio de 2026 - 11:12
Fachada da unidade Vamos Seminovos, com estrutura moderna em vermelho e cinza, dedicada à venda de caminhões e máquinas usadas do Grupo Vamos, sob céu azul e dia ensolarado. 28 de maio de 2026 - 10:20
Logo do Banco BRB 27 de maio de 2026 - 19:55
Imagem de uma tela de computador com o Facebook aberto e símbolo da Meta no canto inferior direito 27 de maio de 2026 - 15:55
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar