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Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos
O Nubank (NU; ROXO34) irá investir R$ 45 bilhões no Brasil apenas neste ano, mais que o dobro do anunciado nos últimos dois anos. Parte será aplicado para expandir sua área de crédito, com modelos de concessão baseados em inteligência artificial e fortalecimento da base financeira.
O país segue como o principal mercado da dona do cartão roxinho: são 113 milhões de clientes, mais de 60% da população adulta.
Esse valor abrange o "conjunto das atividades econômicas da companhia no país", como reinvestimento dos resultados gerados pela operação brasileira, investimentos em infraestrutura tecnológica, além de despesas operacionais e tributos recolhidos, segundo o comunicado.
Entre os focos da instituição financeira, estão:
A empresa já havia anunciado investimentos de R$ 2,5 bilhões em escritórios no Brasil com o fim de sua política home office.
Além do Brasil, a companhia planeja expandir sua atuação no México, onde já atende 15 milhões de pessoas, e na Colômbia, com mais de 4 milhões de clientes e um ritmo acelerado de crescimento.
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A companhia também avança para obter uma licença bancária no Brasil em 2026 e, como parte desse processo, associou-se à Federação Brasileira de Bancos (Febraban) no último mês.
Enquanto o Nubank avança em seus investimentos, o mercado aguarda os resultados para entender se essa expansão virá acompanhada de mais riscos.
Em relatório, o Safra coloca Nubank (ROXO34) e Banco Inter (INBR32) sob uma lente mais exigente — e deixa claro que, agora, o lucro isolado já não basta para sustentar a tese.
O primeiro trimestre quase sempre traz uma pressão adicional sobre a qualidade do crédito. É um movimento conhecido, quase automático, ligado ao aperto no orçamento das famílias após o fim de ano.
Mas, desta vez, o Safra vê algo além do padrão sazonal. Segundo os analistas, há sinais de uma deterioração mais disseminada nos atrasos dentro do sistema financeiro — o que muda o peso da análise. Não se trata apenas de saber se a inadimplência subiu, mas por que ela subiu.
“A próxima rodada de resultados deve ajudar a diferenciar o que é efeito sazonal do que pode indicar uma deterioração mais estrutural”, avaliam os analistas.
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