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Veja quais ações e setores para ficar de olho nos resultados trimestrais do 2T26, segundo analista da Empiricus Research, Ruy Hungria.

Nas próximas semanas, empresas divulgarão seus resultados do segundo trimestre (2T26). Assim, investidores acompanham de perto números como lucro, receita, EBITDA e dividendos em busca de sinais sobre a saúde das companhias e as perspectivas para suas ações.
Para Ruy Hungria, analista da Empiricus Research, o pano de fundo macroeconômico sugere uma temporada de desafios.
“Assim como no 1T26, será uma temporada onde as empresas com melhor qualidade, capacidade de execução, menor endividamento, menor dependência do macro e do crédito tendem a se sobressair”, comenta.
Entre os maiores destaques, o analista chama atenção para o setor de Óleo & Gás (O&G) e Distribuidoras de Combustíveis.
“Essas empresas conseguiram capturar a forte alta de petróleo e derivados no segundo trimestre. Em O&G, Petrobras (PETR4) e Prio (PRIO3) devem se beneficiar bastante, enquanto Vibra (VBBR3) e Ultrapar (UGPA3) devem apresentar margens elevadas em distribuição de combustíveis”, avalia Hungria.
Em paralelo, o analista destaca que as siderúrgicas também devem apresentar resultados positivos impulsionadas por três fatores: melhora do ambiente interno; maiores barreiras comerciais contra importação de aço; e aumento dos preços do petróleo com fretes e importações mais caras.
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“Temos recomendação de compra para a Gerdau (GGBR4), mas Usiminas (USIM5) também deve estar entre as beneficiadas”, indica Hungria.
Já as construtoras com foco em público de baixa renda também devem apresentar um balanço condizente com o bom momento do programa social do Minha Casa, Minha Vida.
Entre elas, a preferência da casa permanece sendo a Direcional (DIRR3), que na percepção do analista está bem-posicionada para capturar a demanda do segmento econômico, sustentada por disciplina operacional, crescimento consistente e fundamentos sólidos.
Por fim, entre as varejistas, o analista aponta que será possível ver alguns destaques positivos em segmentos específicos:
Ainda seguindo as tendências do mercado, Hungria também espera bons números das farmacêuticas, impulsionadas pelas vendas de remédios de emagrecimento.
Na ponta negativa do varejo, as companhias mais expostas ao consumo e dependentes de crédito podem puxar os dados para baixo. É o caso das varejistas de alimentação, como Assaí (ASAI3) e Grupo Mateus (GMAT3), além do setor de e-commerce no geral e até mesmo Vivara (VIVA3), que deve continuar sentindo um pouco a forte alta nos preços de ouro e prata.
Nesse cenário, uma exceção que Hungria destaca é o Mercado Livre (MELI34) que apresenta um crescimento contínuo forte.
O analista também aponta que os bancos devem enfrentar uma temporada difícil, com o resultado impactado pelos índices de inadimplência e juros altos. Nesse cenário, Santander (SANB11) e Banco do Brasil (BBAS3) devem ser os mais afetados, especialmente o último pela alta exposição ao agronegócio.
O aumento da inadimplência entre produtores rurais com linhas de crédito no banco e novas incertezas sobre um programa de renegociação de dívidas e piora de efeitos climáticos mantém o BB em um cenário instável.
Segundo Hungria, entretanto, Itaú (ITUB4) e BTG Pactual (BPAC11) são exceções que ainda podem apresentar resultados sólidos, devido à capacidade de execução, e Bradesco (BBDC4) pode se “salvar” com uma base de comparação fraca em relação aos trimestres anteriores.
Ainda olhando para o clima, companhias geradoras de energia vão enfrentar resultados relativos a um ambiente de preços de energia mais baixos pela melhora das condições hidrológicas.
Enquanto isso, as mineradoras, como Vale (VALE3) também passaram por cenário de custos mais altos no frete, puxados pela alta de combustíveis por conta da guerra.
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