🔴 MASTERCLASS GRATUITA: INVISTA MELHOR USANDO O CLAUDE – FAÇA SUA INSCRIÇÃO AQUI

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

TENTATIVA DE FÔLEGO

Fim da aposta internacional: Oncoclínicas (ONCO3) vende empresa na Arábia Saudita; o que aconteceu?

A operação da Oncoclínicas fora do Brasil já era vista com incertezas pelo mercado; a venda terá um valor de US$ 6,55 milhões

Fachada da Oncoclínicas (ONCO3).
Fachada da Oncoclínicas (ONCO3) - Imagem: Divulgação

A Oncoclínicas (ONCO3) está tentando arrumar a casa. Depois de ativar o último recurso para resolver a dívida financeira estimada em cerca de R$ 5,1 bilhões com um pedido de recuperação extrajudicial, a empresa agora desiste da aposta internacional na Arábia Saudita. O negócio que nasceu como um sonho de crescimento e expansão fora do Brasil foi por água abaixo em menos de dois anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A história da rede de oncologia no exterior começou em agosto de 2024, quando a Oncoclínicas anunciou uma joint venture – que funciona como um empreendimento em conjunto – do outro lado do planeta: a SMTC, sigla para Specialized Medical Treatment Company.

O plano ambicioso era criar uma operação de tratamento oncológico na Arábia Saudita em parceria com a Advanced Drug Company for Pharmaceuticals, que faz parte do Al Fasaliah Group.

Na época, a negociação aconteceu pouco tempo depois da Oncoclínicas receber um aumento de capital de R$ 1,5 bilhão bancado pelo fundador e ex-CEO, Bruno Ferrari, e pelo polêmico Banco Master.

O objetivo com a rede na Arábia Saudita era investir entre US$ 10 milhões e US$ 20 milhões – cerca de R$ 101 milhões na cotação atual – em um período de três anos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mas nem deu tempo de chegar ao prazo que foi estipulado pela Oncoclínicas para o fim da aposta internacional aparecer.

Leia Também

BALANÇO

Santander Brasil (SANB11) frustra no 3T26: lucro tomba 28% e ROE cai a 11,9%; veja os destaques do balanço

POTENCIAL DE ALTA

Maré favorável? Citi inicia cobertura da OceanPact (OPCT3) e vê espaço para alta de 48%

A venda foi comunicada pela companhia na última quarta-feira (22). Segundo a empresa, a saída da joint venture foi motivada por uma simplificação do portfólio, desalavancagem e concentração de esforços nas operações do Brasil.

Além disso, a rede destacou que a venda elimina riscos operacionais e cambiais que a internacionalização gera.

A venda da participação de 51% na joint venture será realizada para a outra companhia do empreendimento, o grupo saudita Al Faisaliah, que já detinha 49%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O total da operação será US$ 6,55 milhões à vista, equivalente a cerca de R$ 33,37 milhões.

A operação no exterior já era vista com ceticismo

Em reportagem especial publicada pelo Seu Dinheiro ainda no início de 2025, a operação da Oncoclínicas no exterior já era vista pelo mercado com um pé atrás.

Um dos maiores obstáculos da empresa, na visão dos especialistas, é o foco maior em negócios externos – como a SMTC na Arábia Saudita – e menor atenção para as finanças.

A operação no exterior sempre foi bastante questionada pelo mercado por se tratar de um negócio que toma grandes investimentos e esforços, mas com muitos riscos de execução.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Quando a joint venture foi criada, a estimativa da Oncoclínicas era de uma receita potencial de US$ 550 milhões no quinto ano de operação, com um Ebitda (Lucros Antes de Juros, Impostos, Depreciação e Amortização, na sigla em inglês) da ordem de US$ 150 milhões.

A visão dos analistas já era bastante mista. De um lado, havia a oportunidade de atuar em um novo mercado. Já de outro existia o risco bastante elevado.

“Embora consideremos o investimento arriscado devido à nossa falta de conhecimento sobre o mercado-alvo, o desembolso do investimento é relativamente pequeno e não deve pressionar a alavancagem financeira. Além disso, com base nos valores fornecidos, o negócio é altamente agregador de valor, e o vemos como uma opcionalidade positiva”, avaliou a XP Investimentos na época.

O Safra fez uma avaliação semelhante. Para o banco, as operações ofereciam alguns benefícios potenciais, mas retornos altamente incertos.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Com a crise financeira da Oncoclínicas cada vez mais escalada, a companhia já sinalizava estar repensando a operação na Arábia Saudita.

Em que pé está a reestruturação da empresa

Na última semana (14), a Oncoclínicas entrou com um pedido de recuperação extrajudicial que poderá incluir uma série de medidas para tentar resolver a dívida bilionária da companhia. Entre elas estão:

  • Capitalização da empresa pelos acionistas;
  • Conversão de parte da dívida em ações;
  • Substituição de parte dos débitos por novas dívidas;
  • Alongamento do cronograma de amortização das obrigações financeiras.

A companhia afirmou que a recuperação extrajudicial não abrangerá as obrigações operacionais correntes com clientes, fornecedores e demais parceiros, que continuarão sendo pagas normalmente.

Como parte das medidas de reestruturação, a Oncoclínicas informou que rescindiu dois contratos de locação built-to-suit por meio de subsidiárias.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O primeiro envolve um imóvel localizado na Avenida Angélica, em São Paulo, que tem multa por rescisão estimada em R$ 76 milhões e foi incluída entre os créditos abrangidos pela recuperação extrajudicial.

O segundo refere-se a um projeto de hospital em Goiânia (GO). Nesse caso, a multa ainda está sendo apurada e permanece incerta e ilíquida.

Desde a entrada da ação ONCO3 na bolsa, em 2021, o papel derrete 96% e é cotado a R$ 0,61.

Nos últimos anos, o mercado passou a questionar a velocidade de consumo de caixa, a estrutura de capital e algumas decisões estratégicas adotadas pela empresa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A entrada de sócios controversos, como o Banco Master, o aumento da alavancagem e as mudanças recentes no alto escalão contribuíram para deteriorar a percepção de risco em torno da companhia. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Fachada de agência do Itaú Unibanco (ITUB4). 26 de outubro de 2026 - 9:12
Fusão de Cobasi com Petz. Montagem com dois cachorros felizes 23 de outubro de 2026 - 16:21
O CEO do Bradesco (BBDC4), Marcelo Noronha. 23 de outubro de 2026 - 11:46
Agência do Banco Bradesco (BBDC4) | Dividendos 22 de outubro de 2026 - 18:07
22 de outubro de 2026 - 17:58
weg ação wege3 22 de outubro de 2026 - 17:18
Prédio da JBS (JBSS3) 22 de outubro de 2026 - 14:22
Fachada da sede da Bradsaúde (SAUD3), na Avenida Paulista, em São Paulo. 22 de outubro de 2026 - 13:03
B3, bolsa de valores, ações, mercados. 21 de outubro de 2026 - 16:23
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar