🔴 ÚLTIMO DIA: FAÇA PARTE DA PRIMEIRA TURMA DA ESPECIALIZAÇÃO EXECUTIVA EM IA –  QUERO PARTICIPAR

Conteúdos exclusivos da Empiricus

Parceria Seu Dinheiro e Empiricus:

Salve suas matérias favoritas do Seu Dinheiro criando uma conta gratuita na Empiricus.

E tem mais: ao criar sua conta gratuita, você ganha acesso a um universo de conteúdos que vai muito além das notícias.

Relatórios, cursos, podcasts, newsletters e estratégias de investimento para transformar informação em melhores decisões.

MAUS BOCADOS

Citi perde a paciência com a Ânima (ANIM3) e corta recomendação após compra caríssima da FMU

O banco também reduziu as estimativas de lucro em 2026 e 2027 para a empresa

Ânima
Ânima - Imagem: Montagem Seu Dinheiro com imagem de divulgação e designs feitos por alexsl de Getty Images Signature via Canvas Pro

O mercado já não põe a mão no fogo pela Ânima (ANIM3) depois que a empresa decidiu queimar boa parte da confiança que vinha construindo nos últimos anos ao comprar a FMU. Agora, o Citi também perdeu a paciência com a empresa e rebaixou a recomendação dos papéis de neutra para venda, além de cortar o preço-alvo em R$ 3, para R$ 1,80 — potencial queda de cerca de 20%.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"A aquisição da FMU alterou fundamentalmente nossa tese de investimento", escreveram os analistas em relatório. Para eles, a Ânima deixou de ser uma história de desalavancagem e simplificação operacional para se tornar um caso de maior complexidade de integração e aumento da alavancagem, que deve atingir 2,7 vezes a relação entre dívida líquida e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização).

O banco também reduziu as estimativas de lucro em 2026 e 2027 para a empresa. Agora, o Citi projeta que a Ânima registre lucro líquido de R$ 172 milhões em 2026 e de R$ 236 milhões em 2027, queda de 7% e 24% nas projeções, respectivamente.

O banco também prevê resultados fracos neste segundo trimestre de 2026. projeção é de crescimento de apenas 4% da receita, expansão de margem de apenas 25 pontos-base na comparação anual e queima recorrente de caixa de R$ 38 milhões, refletindo tanto o aumento da evasão quanto a sazonalidade tradicionalmente desfavorável do período.

A companhia divulga os números dia 14 de agosto.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nem a boa fé dos controladores ajuda a Ânima

Para o banco, os riscos ainda superam os benefícios da operação, apesar do aumento da participação dos acionistas controladores, que sinaliza confiança no negócio. As sinergias da aquisição podem gerar valor no longo prazo, mas, por enquanto, não compensam.

Leia Também

DE OLHO NAS DÍVIDAS

Adeus, CSN Cimentos? Novo CEO da CSN (CSNA3) prepara venda de ativos bilionários, diz jornal

PODCAST TOUROS E URSOS

Por que tantas empresas estão quebrando no Brasil?

Isso porque o negócio principal da companhia já apresenta sinais de deterioração, com expectativa de aumento da evasão de alunos no segundo trimestre, ao mesmo tempo em que a integração da FMU adiciona riscos de execução e pressiona o balanço.

Mesmo após a forte queda das ações desde o anúncio da aquisição da FMU, os analistas afirmam que os papéis ainda não incorporam totalmente o impacto da operação.

Segundo as contas do Citi, a transação pode destruir cerca de R$ 387 milhões em valor, enquanto a perda de valor de mercado registrada até agora soma aproximadamente R$ 265 milhões. Para o banco, a menor visibilidade sobre os lucros e o risco de novas revisões negativas das estimativas devem continuar pesando sobre o desempenho das ações.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que o mercado não gostou da aquisição da FMU?

Na visão da Ânima, a aquisição fortalece sua presença em São Paulo por meio de uma das instituições de ensino mais tradicionais do estado, com cerca de 51 mil alunos, nota máxima no MEC e forte atuação nos cursos de Direito e Saúde.

A empresa afirma que a FMU chega após uma reestruturação financeira, com potencial para retomar o crescimento, e destaca que a operação ampliará sua base de estudantes em cerca de 15%, a receita líquida em 11% e reforçará sua presença no ensino a distância, com expansão de aproximadamente 60% na rede de polos e de 25% na base de alunos do EAD.

No entanto, o que o mercado viu (e não gostou) foi o valor pago pela faculdade: R$ 410 milhões, transação considerada "caríssima". Segundo analistas do BTG Pactual, ao considerar também a dívida de cerca de R$ 150 milhões da FMU, a aquisição passa a valer aproximadamente R$ 560 milhões.

A Ânima pagou um preço equivalente a cerca de 10 vezes o Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) anual da instituição, um múltiplo considerado elevado para um ativo que passa por recuperação judicial.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Isso representa um múltiplo elevado, bem acima das cerca de 3,3 vezes EV/Ebitdaem que a própria Ânima negocia atualmente", diz o relatório.

Segundo gestores de mercado com quem o Seu Dinheiro conversou, esse dinheiro poderia ter sido muito melhor alocado com uma recompra de ações ou até pagamentos de dividendos, dado que o ambiente de juros elevados também não ajuda.

Cabe lembrar que a Ânima passou por maus bocados após comprar, em 2021, a operação brasileira da Laureate, em uma transação bilionária durante um período em que os juros do Brasil estavam baixíssimos. As coisas começaram a piorar à medida que a taxa básica foi acelerando rapidamente logo depois, deixando a educadora em maus lençóis e uma dívida elevada.

Assim, ela vinha buscando reconquistar o apreço do mercado nos últimos anos com disciplina de capital e controle do endividamento, narrativa que se quebrou com a compra da FMU.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

"Agora, o que todo mundo quer saber é se a empresa vai conseguir fazer a FMU decolar, resposta que só teremos daqui a alguns anos", disse um gestor ao Seu Dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
Méliuz Bitcoin 4 de setembro de 2026 - 16:37
Montagem que traz ao fundo prédios da Casas Bahia, da Brakem, da Oi e do Pão de Açúcar. Ao centro, Tatiana Flores, advogada sócia do LDCM Advogados, e a frase: Epidemia de RJs na parte inferior da imagem 4 de setembro de 2026 - 15:33
Sede do IRB(Re) 4 de setembro de 2026 - 11:02
Sabesp pressão da água 4 de setembro de 2026 - 10:30
Revolut. 3 de setembro de 2026 - 16:24
Escritório do Banco Master. 3 de setembro de 2026 - 12:42
Maurício Viotti, diretor executivo da da Wiz Co (WIZC3). Foto Divulgação 3 de setembro de 2026 - 12:33
3 de setembro de 2026 - 9:08
Imagem gerada por inteligência artificial mostra uma mulher caminhando em direção a uma agência do Banco do Brasil, com o sol por trás 2 de setembro de 2026 - 15:08
Cachorro preto com mancha branca no peito sentado em sofá. 2 de setembro de 2026 - 13:20
Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro eleições 2 de setembro de 2026 - 11:22
Cena do filme História de um Casamento com o logo da Azzas 2154 no meio 2 de setembro de 2026 - 10:19
Ações de saúde na B3 2 de setembro de 2026 - 10:19
Imagem criada por inteligência artificial contendo a logo da Vale, objetos de mineração e a bandeira da China 2 de setembro de 2026 - 6:01
hector nunez ceo grupo ri happy e, ao fundo, fachada da loja do morumbi 1 de setembro de 2026 - 14:30
Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar