Carteira de pedidos da Embraer (EMBJ3) bate recorde (de novo) aos US$ 34,5 bilhões — e tranquiliza o investidor pela próxima década, diz XP
A carteira de pedidos da Embraer atingiu US$ 34,5 bilhões, impulsionada principalmente por contratos em defesa e segurança, garantindo receitas futuras sólidas, dizem analistas

Há cada vez mais aviões da Embraer (EMBJ3) nos céus — e os contratos já fechados para entregas futuras só estão crescendo.
A fabricante de aeronaves brasileira disse que sua carteira de pedidos (backlog) fechou o segundo trimestre do ano em US$ 34,5 bilhões, aumento de 16% em relação a junho do ano passado. O número também representa alta de 7% em relação ao recorde anterior, do primeiro trimestre.
Apesar da incerteza geopolítica e da volatilidade dos preços de combustíveis, o backlog continuou crescendo, declarou a XP. "No geral, vemos o backlog da Embraer proporcionando visibilidade de receitas até o fim da década, sustentando nossa recomendação de compra", escreveu em relatório.
Para o Citi, a carteira de pedidos recorde reforça a força do ciclo de crescimento da companhia, que já dura alguns anos.
Nesta manhã, as ações da companhia estão em alta. Os papéis EMBJ3 estão subindo 3,83% por volta das 11h.
O grande destaque da carteira de pedidos da Embraer
A maior parte dos pedidos está no segmento de aviação comercial, com uma carteira de US$ 15,1 bilhões. Foi um crescimento de 15% na comparação anual, impulsionado pela nova encomenda firme de 15 aeronaves E195-E2 pela Azorra.
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Em segundo lugar está a aviação executiva, que registrou uma carteira de pedidos de US$ 7,8 bilhões, aumento de 5% na comparação anual.
Mas o maior destaque veio do segmento de defesa e segurança. A carteira chegou a US$ 6,1 bilhões, crescimento de 42% na comparação anual.
E um único cliente foi responsável por parte relevante desse crescimento: a brasileira firmou um acordo histórico para fornecimento de 10 C-390 Millennium, com opção de compra de mais 10, para a Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos.
Esse projeto marcou a entrada da aeronave no Oriente Médio e é o maior contrato militar da história da fabricante até hoje. Segundo cálculos do Citi, o crescimento da carteira implica em um valor recorde para os KC-390 de US$ 170 milhões por aeronave.
Para o BTG Pactual, esse valor representa um bom impulso para as margens daqui para a frente.
Essa cifra ainda não inclui os pedidos mais recentes de 28 aeronaves comerciais, que podem adicionar mais US$ 1,2 bilhão na carteira no terceiro trimestre.
Ao todo, foram mais de 50 pedidos de aeronaves anunciados no evento de Farnborough Airshow na semana passada, "deixando espaço para m backlog ainda mais forte no terceiro trimestre, principalmente impulsionado pelo segmento de aviação comercial", diz o BTG.
Entregas
As entregas também aumentaram: a fabricante finalizou 65 aeronaves no período. Foram 20 no segmento comercial e 45 jatos executivos. Há um ano, o número de entregas foi de 61. Foi o melhor segundo trimestre em 16 anos.
No primeiro semestre, a empresa já entregou 42% de todas as aeronaves previstas para o ano. Historicamente, ela alcança apenas 32% das entregas na média histórica do período.
O Citi tem uma recomendação de compra e preço-alvo de US$ 76 para as ADRs da Embraer, o que representa um potencial de alta de 17% em relação ao último fechamento.
Já o BTG, também com recomendação de compra, tem preço-alvo de US$ 97 para as ADRs, o que representa potencial de alta de 49,4%.
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