Weg (WEGE3) provou que subiu de patamar, e as ações estão em alta; por que reação foi tão positiva, mesmo com queda na receita e no lucro?
A WEG manteve a rentabilidade e ampliou o retorno sobre capital, superando expectativas apesar da queda na receita e desafios no mercado doméstico

A receita caiu, a margem foi menor e até o lucro encolheu. Por que, então, as ações da WEG (WEGE3), líder mundial na fabricação de equipamentos elétricos, estão em alta na bolsa?
Para o Citi, ainda falta brilho nas receitas da empresa de motores e geradores elétricos, principalmente por causa de um ambiente doméstico mais duro.
Mas, na verdade, o mercado esperava uma queda maior. E a manutenção da rentabilidade e do retorno sobre o capital investido, mesmo sem grandes projetos de energia solar no Brasil, saltaram aos olhos dos investidores.
A resiliência da margem Ebitda chamou a atenção do BTG Pactual, que acredita que a empresa entrou em um novo patamar de rentabilidade.
Por volta das 13h, as ações lideravam a ponta positiva do Ibovespa, principal índice da bolsa brasileira, com alta de 9,89%.
Como foi o resultado da Weg?
A WEG (WEGE3) reportou lucro líquido de R$ 1,55 bilhão no segundo trimestre, um recuo de 2,1% ante o mesmo período do ano anterior e avanço de 7% sobre o último trimestre.
Leia Também
A receita operacional líquida da WEG recuou 0,6% no ano, para R$ 10,14 bilhões no segundo trimestre de 2026. Na comparação trimestral, no entanto, houve avanço de 7,1%.
Mesmo assim, o mercado esperava uma queda maior. Os números vieram 1,5% acima do Citi e 3% acima das estimativas do BTG. Mais que um resultado acima das expectativas, foi um número "limpo", diz o BTG: não houve receitas não-recorrentes, como no primeiro trimestre, ou ajuda de grandes projetos de longo prazo.
O cenário não é o mesmo para as diferentes regiões em que a companhia opera. Enquanto as vendas domésticas caíram 4,9%, o mercado externo cresceu 2,3%, ou 14,7% em dólar.
A divisão que mais sofreu foi a de Geração, Transmissão e Distribuição (GTD), principalmente no Brasil. Por aqui, as receitas caíram 23% em relação ao ano anterior, pela falta de grandes projetos de energia solar no trimestre. Essa queda já era amplamente esperada e os analistas esperam que, para o próximo trimestre, a situação esteja normalizada.
Já no mercado externo, essa divisão está em alta: as receitas cresceram 5,8% no trimestre.
Para o Citi, o mercado externo continua sendo o destaque, "com demandas saudáveis tanto por produtos de ciclos mais curtos quanto os mais longos". O banco também menciona o negócio de transmissão e distribuição de energia elétrica dos Estados Unidos.
Por outro lado, as tarifas de importação norte-americanas afetaram negativamente o negócio nos Estados Unidos. Exportadora, a companhia é uma das mais prejudicadas pelo tarifaço, e continuará sendo prejudicada pelo início do novo tarifaço hoje (22).
Além da fraqueza na receita, a empresa também enfrentou um custo mais alto do minério de cobre. O metal condutor é uma matéria-prima essencial para a fabricação de motores elétricos, transformadores e geradores, transformadores e geradores, onde o metal atua como o principal condutor e foi um dos principais destaques do balanço da Vale, por exemplo.
O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que mede o desempenho operacional, somou R$ 2,21 bilhões no período de abril a junho, um recuo também de 2,1% na comparação anual. Quando comparado com o último trimestre, há um avanço de 5,2%.
A margem foi a grande estrela do trimestre
Depois de alguns trimestres de resultados mistos, o segundo trimestre de 2026 foi um sucesso, diz o BTG Pactual em relatório. Não um sucesso de grandes proporções, mas que investidores a acreditarem novamente na história de crescimento da Weg.
"Acreditamos que investidores podem voltar a apreciar a combinação poderosa de crescimento e expansão de margem que a Weg entrega historicamente", diz o relatório.
Apesar de todos os percalços, a margem Ebitda veio mais forte que o esperado, de 21,8%, com queda de 0,3 ponto percentual. Mesmo assim, veio 0,7 ponto percentual acima das estimativas do Citi e 0,5 acima do esperado pelo BTG.
A margem Ebitda registrou recuo de 0,3 ponto percentual, a 21,8% no segundo trimestre deste ano.
O retorno sobre o capital investido (ROIC) também foi maior, de 33,6%, alta de 0,7 ponto percentual, "demonstrando uma forte execução operacional e gerenciamento de custos", diz o Citi em relatório.
"Mais do que isso, a nova margem é uma declaração de um novo patamar de margem para a Weg, mais perto de 22%, em função de um melhor mix de produtos e uma dinâmica de setor mais benéfica", escrevem os analistas do BTG em relatório.
Mas isso não significa que, a partir de agora, não restam mais dúvidas sobre o crescimento da empresa. "A principal questão que resta é avaliar se essa margem se mantem com as novas tarifas implementadas pelos Estados Unidos", declara o banco.
Para o Citi, a recomendação é neutra para a ação, com preço-alvo de R$ 49. Já para o BTG, a recomendação é de compra, com preço-alvo de R$ 65 para os próximos 12 meses.
NOVA FASE
Tem ações da Braskem? Nova oferta da controladora permite venda dos papéis, mas nem todo acionista pode participar; entenda
17 de outubro de 2026 - 11:01FIQUE POR DENTRO
A noite na bolsa: os anúncios de Cosan (CSAN3), Rede D´Or (RDOR3), XP(XPBR31) e mais
16 de outubro de 2026 - 19:51APOSTA RENOVADA
O Itaú (ITUB4) quer mais energia: bancão injeta mais R$ 1,77 bilhão em subsidiária da Eneva (ENEV3)
16 de outubro de 2026 - 11:09FORA DE CIRCULAÇÃO
Banco Central decreta liquidação da cooperativa de crédito Credipaiva após “grave violação” de regras
16 de outubro de 2026 - 9:26MERCADO EM EXPANSÃO
Rival da B3 quer estrear em 2027 e promete reduzir custos e ampliar opções para quem investe em ações, ETFs e FIIs
15 de outubro de 2026 - 17:10DOS MIMOS ÀS PROTEÍNAS
Black Friday 60% maior: como o iFood quer provar de vez que não é mais um aplicativo de entregas de refeições
15 de outubro de 2026 - 16:35ATENÇÃO, INVESTIDOR
INBR32 dá adeus à B3: prazo para decidir o destino dos BDRs do Inter termina nesta sexta-feira; veja as opções
15 de outubro de 2026 - 10:50ESTRUTURAS INTACTAS
O negócio caiu, mas a ação subiu: por que a disparada dos distratos não assusta os investidores de Tenda (TEND3) e Cury (CURY3)
15 de outubro de 2026 - 6:06ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: dona da Vivo (VIVT3) vai distribuir R$ 450 milhões em proventos; confira os prazos
14 de outubro de 2026 - 19:14EM MEIO À EUFORIA
O Bradesco saiu de moda na bolsa? O rali eleitoral tem seus queridinhos — e BBDC4 ficou de escanteio
14 de outubro de 2026 - 19:03PARA ALÉM DAS ACADEMIAS
Juros são o maior desafio da Smart Fit (SMFT3), segundo o CEO. Como a líder do setor fitness tem crescido nesse cenário?
14 de outubro de 2026 - 17:45SAÚDE NA BOLSA
Ações de saúde pegaram carona na eleição; agora, UBS BB revela o que pode vir pela frente para Rede D’Or, Hapvida e outras
13 de outubro de 2026 - 19:51DE QUE LADO VOCÊ ESTÁ?
Vencedores e vencidos pelos juros: o mapa do BTG para a sua carteira com a Selic menor
13 de outubro de 2026 - 19:21ESPAÇO PARA FATURAR BILHÕES
O jogo virou para o Magazine Luiza (MGLU3)? Itaú BBA eleva recomendação para compra com alívio nos juros e crise na Casas Bahia (BHIA3)
13 de outubro de 2026 - 12:45DESALAVANCAGEM EM FOCO
CSN (CSNA3) põe siderúrgica alemã à venda; negócio de R$ 3,1 bilhões vai resolver sua dor de cabeça bilionária?
12 de outubro de 2026 - 10:59ESTRATÉGIA DE EXPANSÃO
Bradseg quer crescer sem entrar na guerra de preços dos seguros, diz CEO; veja onde está a aposta da companhia
12 de outubro de 2026 - 10:03NA ERA DA IA
Seu próximo gerente pode ser uma IA: veja como Bradesco e Santander estão se preparando e se os apps de banco vão acabar
12 de outubro de 2026 - 7:02O QUE ESTÁ EM JOGO?
Raízen (RAIZ4) quer listar subsidiária na B3 em meio a plano bilionário de reorganização
10 de outubro de 2026 - 9:08ATENÇÃO, ACIONISTA!
Dividendos e JCP: Santander (SANB11) distribuirá R$ 1,5 bilhão aos acionistas; saiba quem mais paga
9 de outubro de 2026 - 19:34Conteúdo Market Makers