Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

O RITMO DA RECUPERAÇÃO

“Não temos medo de desafio”, afirma CEO do Bradesco (BBDC4) enquanto ação cai na bolsa — e avisa: guidance para 2026 não mudará

Marcelo Noronha sustenta a estratégia step by step e afirma que acelerar agora pode custar caro no futuro. Veja o que disse o executivo.

Camille Lima
Camille Lima
6 de fevereiro de 2026
11:44
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco (BBDC4).
Marcelo Noronha, CEO do Bradesco (BBDC4). - Imagem: Divulgação

Bradesco (BBDC4) voltou a crescer, recuperou rentabilidade e atravessou o custo de capital — mas, mesmo assim, o mercado torceu o nariz. Após a divulgação do balanço do quarto trimestre de 2025, as ações caíram forte, pressionadas pela leitura de que o banco foi cauteloso demais no guidance para 2026. Do outro lado da mesa, o CEO Marcelo Noronha reforça: “a gente não tem medo de desafio”. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em entrevista com jornalistas na sede do Bradesco, na Cidade de Deus, em Osaco (SP), o executivo afirmou que já esperava um dia difícil na bolsa. Por volta de 11h40, as ações BBDC4 recuavam 3,97%, cotadas a R$ 20,31.

Ainda assim, fez questão de sustentar o discurso: o plano está em execução, segue consistente — e não será ajustado ou acelerado só para agradar expectativas de curto prazo. 

“Não diria que somos conservadores. Estamos dentro de uma banda. Se atingirmos o topo dessa banda, chegamos exatamente aonde o mercado espera”, afirmou. “À medida que o período avança, o grau de convicção aumenta e podemos estreitar as projeções.” 

A lógica por trás do discurso é a mesma reforçada ao longo dos últimos dois anos: o Bradesco prefere avançar passo a passo, consolidando cada etapa da recuperação antes de prometer números mais agressivos.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

É o famoso “step by step” repetido à exaustão pela administração — e que, segundo o CEO, os investidores já entenderam. O problema é que sempre querem mais. 

Leia Também

“Se seguirmos apenas a onda do mercado, não entregamos o resultado e ainda perdemos o sono”, disse Noronha, em uma alfinetada direta à régua elevada de expectativas. “A gente não promete. A gente entrega.” 

ROE não se promete — ele acontece, diz CEO do Bradesco 

Na visão do CEO, a rentabilidade é o melhor exemplo dessa filosofia. No quarto trimestre de 2025, o Bradesco entregou um ROE de 15,2%, acima do custo de capital — um marco importante dentro do processo de reconstrução. 

“ROE não se promete. Ele vem”, afirmou o executivo. “Não entregaremos nada menor do que isso. Será disso para cima.” 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nas palavras de Noronha, o banco venceu uma etapa fundamental ao voltar a gerar retorno acima do custo de capital, mas esse não é o ponto final da jornada. O próximo step, segundo ele, é crescer ainda mais.  

Investimentos em transformação

E investimentos, deixou claro, não vão faltar. O Bradesco seguirá colocando dinheiro em tecnologia, modernização de sistemas e transformação operacional, de acordo com o CEO.  

A leitura interna é que esses gastos pressionam o curto prazo, mas são essenciais para sustentar crescimento de faturamento e competitividade no médio e longo prazo. 

“Temos penetração, base de clientes, time engajado e processos. Crescemos em todas as frentes da carteira de crédito. Isso não acontece por acaso”, disse o CEO. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Onde o Bradesco pretende crescer agora? 

Para 2026, o banco projeta crescimento da carteira de crédito entre 8,5% e 10,5%. Mas as alavancas variam de acordo com o segmento. 

No público de alta renda — Principal e Prime —, o foco está em aprofundar o relacionamento e aumentar o share of wallet, isto é, a participação na carteira do cliente. Já no universo de pequenas e médias empresas (PMEs), a ambição é ganhar mercado. 

“O Bradesco não só reforçou a liderança como continuou crescendo”, afirmou Noronha. “Isso não é obra divina. Deus ajuda quem trabalha.” 

Segundo o CEO, o crescimento só foi possível porque o banco construiu uma unidade de crédito robusta, com modelos mais modernos e uma carteira de qualidade superior. Sem isso, diz ele, a expansão simplesmente não teria ocorrido. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Outro vetor relevante está no crédito consignado — especialmente no novo consignado privado. Embora o Bradesco já seja o maior banco privado nesse segmento, sua participação no consignado do setor privado ainda é de apenas 6%. 

“É uma grande oportunidade. Não temos nada a perder e tudo para ganhar”, disse Noronha. 

A cautela, porém, segue como orientação no Bradesco. O banco prefere avançar gradualmente a se expor a públicos de risco elevado.  

“Preferimos o step-by-step a arriscar em públicos de altíssimo risco. Não vejo um surto de inadimplência no mercado, exceto para quem operou em segmentos de maior risco sem bons modelos”, acrescentou. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O foco em clientes de renda mais alta também permanece. A expectativa é encerrar 2026 com mais de 800 mil clientes no segmento Principal, enquanto o banco digital deve alcançar a marca de 40 milhões de clientes. 

No lado das receitas, as principais apostas estão em cartões — especialmente para clientes de média e alta renda —, consórcios e mercado de capitais. 

Mercado de capitais: sem IPOs, por enquanto 

Apesar do recente fluxo estrangeiro para a bolsa brasileira, Noronha não enxerga uma reabertura consistente da janela de aberturas de capitais (IPOs) na B3 no curto prazo. “O espaço para IPO é pequeno. Tudo depende de preço”, afirmou. “Vejo espaço para follow-ons.” 

Na avaliação do CEO, há apetite do investidor estrangeiro por ativos brasileiros, desde que exista preço atrativo e consistência na entrega dos resultados. Um cenário macroeconômico mais favorável no segundo semestre — especialmente com o olhar já voltado para 2027 e o ciclo eleitoral — poderia melhorar o ambiente. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para isso, porém, o Brasil precisaria avançar em um ponto estrutural: o fiscal. Segundo Noronha, uma perspectiva de estabilização da dívida pública para 2027 ou 2028 “mudaria completamente o humor do mercado”. 

Enquanto isso não acontece, a palavra de ordem é cautela. A administração reconhece que 2026 tende a ser um ano de maior volatilidade e, por isso, evita apostar todas as fichas. Ainda assim, vê espaço para “surpresas positivas” em áreas como o mercado de dívida (DCM) e o de ações (ECM). 

Riscos no radar: Master e eleições

O tema de riscos também esteve na pauta. Questionado sobre os impactos da crise do Banco Master e a recomposição do caixa do Fundo Garantidor de Crédito (FGC), Noronha preferiu não entrar em detalhes.  

Disse apenas que o assunto ainda está sendo discutido no Banco Central e no próprio FGC, sem definições claras sobre eventuais contribuições adicionais dos grandes bancos. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

No campo político, o CEO reconhece que o ciclo eleitoral pode aumentar a volatilidade e pressionar temporariamente o mercado de capitais. Ainda assim, não vê como cenário-base um desarranjo fiscal extremo capaz de afetar estruturalmente os resultados do Bradesco. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia