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Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por agências de notícias e redações, como Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

EFEITO DOMINÓ

S&P acende sinal amarelo após rebaixamentos da Raízen (RAIZ4) e muda perspectiva da Cosan (CSAN3) para negativa

Com a Raízen afundando para a faixa de alto risco, a S&P passou a ver mais incertezas e riscos financeiros para a controladora

Larissa Bernardes
12 de fevereiro de 2026
17:50 - atualizado às 17:48
Raízen cosan
Cosan e Raízen - Imagem: CanvaPro/Divulgação

A novela dos ratings da Raízen (RAIZ4) começou a respingar oficialmente na controladora. A S&P Global Ratings revisou nesta quinta-feira (12) a perspectiva da Cosan (CSAN3) de estável para negativa, citando os efeitos adversos da possível reestruturação da dívida da Raízen, joint venture com a Shell. A agência, porém, manteve o rating da Cosan em "BB".

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A mudança vem na esteira de uma sequência de rebaixamentos sofridos pela Raízen nos últimos dias. Na segunda-feira (9), a própria S&P cortou a nota da companhia para "CCC+" e colocou as classificações em observação com implicações negativas.

No mesmo dia, a Fitch Ratings foi ainda mais dura: rebaixou o rating duas vezes em menos de sete horas, levando a empresa para a faixa de alto risco "CCC".

Ontem, foi a vez da Moody’s Local Brasil entrar no jogo. A agência rebaixou o rating corporativo da Raízen de "AAA.Br" para "CCC+.Br" e ainda mudou a perspectiva de negativa para “em revisão para rebaixamento”.

Para as agências, o recado é claro: cresce a probabilidade de uma reestruturação da dívida da Raízen depois que a companhia anunciou a contratação de assessores financeiros e jurídicos para avaliar alternativas de otimização da estrutura de capital e da liquidez.

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Impactos na Cosan

Na visão da S&P, o risco para a Cosan existe. “Embora não antecipemos aceleração imediata de vencimento cruzado de dívidas ou impacto de caixa para a Cosan, acreditamos que riscos relacionados à reestruturação da dívida de sua joint venture podem surgir, potencialmente enfraquecendo a flexibilidade financeira da Cosan”, afirmaram os analistas.

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A perspectiva negativa, segundo a agência, reflete principalmente as incertezas em torno da estrutura de capital da Raízen e o possível impacto sobre a Cosan, especialmente do ponto de vista de percepção e confiança do mercado.

Também pesa a avaliação de padrões de governança mais fracos, associados a políticas consideradas pouco claras na Raízen.

Ainda assim, a S&P tenta colocar um freio no pessimismo de curto prazo: “Acreditamos que os impactos imediatos na Cosan decorrentes da potencial reestruturação da dívida da Raízen são limitados”, dizem os analistas.

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Por volta das 17h15 (de Brasília), as ações da Cosan caíam 3,29% no Ibovespa, cotadas a R$ 6,16. Já os papéis da Raízen despencavam 9,09% no mesmo horário, a R$ 0,70.

A situação na Raízen

O pano de fundo dessa história é o alto nível de endividamento da Raízen. No segundo trimestre da safra 2025/26, a dívida líquida alcançou R$ 53,4 bilhões — um salto de 48,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Diante da piora no perfil de crédito, a companhia anunciou nesta semana a contratação da Rothschild & Co como assessora financeira e dos escritórios Pinheiro Neto Advogados e Cleary Gottlieb Steen & Hamilton LLP como assessores legais.

“Os referidos assessores, em conjunto com a administração da companhia, iniciaram a avaliação de alternativas econômico-financeiras preliminares, em caráter exploratório, em linha com as melhores práticas de governança e de mercado”, afirmou a empresa em fato relevante.

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Ainda nesta quinta-feira, a Raízen divulga os resultados do terceiro trimestre da safra 2025/26 (3T26).

*Com informações do Money Times

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