🔴 ONDE INVESTIR EM MARÇO: ESPECIALISTAS TRAZEM INSIGHTS SOBRE MACRO, AÇÕES, RENDA FIXA, FIIS E CRIPTO – ASSISTA AGORA

Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos

Larissa Bernardes

Repórter no Seu Dinheiro, formada em Comunicação Social - Jornalismo pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP). Possui experiência na cobertura do mercado financeiro em tempo real, economia, política e cenário internacional. Passou por agências de notícias e redações, como Agência Estado, Safras News, DCM e Record TV.

SOB PRESSÃO

S&P Global tira grau de investimento da Raízen (RAIZ4) e alerta para risco crescente de calote em meio a dívida alta e queima de caixa

Mudança veio após a Raízen contratar assessores financeiros e legais para estudar saídas para o endividamento crescente e a falta de caixa; Fitch também cortou recomendação da companhia

Larissa Bernardes
9 de fevereiro de 2026
18:40 - atualizado às 18:14
Placa com o logo da Raízen (RAIZ4), subsidiária da Cosan que fez IPO em 2021
Raízen (RAIZ4) - Imagem: Divulgação/Raízen

A situação financeira da Raízen (RAIZ4) ficou ainda mais preocupante aos olhos do mercado. Duas das principais agências de classificação de risco do mundo, S&P Global e Fitch Ratings, rebaixaram a nota de crédito da empresa para nível especulativo, retirando seu grau de investimento.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na prática, isso significa que as duas agências veem mais risco de a companhia não conseguir pagar suas dívidas no futuro.

A perda do grau de investimento implica na saída de grandes investidores dos títulos de dívida e ações da empresa, uma vez que muitos fundos só podem investir em companhias com selo de bom pagador.

De fato, os títulos de dívida da Raízen, tanto no Brasil quanto no exterior, têm visto uma queda acentuada nos últimos dias, devido a uma grande força vendedora no mercado secundário de renda fixa.

No caso da S&P, a nota caiu de BBB- para CCC+ e ainda foi colocada em observação negativa. Traduzindo: a empresa já passou a ser vista como muito arriscada para credores e investidores, e a agência avisa que pode piorar ainda mais nos próximos meses.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O principal motivo para isso foi o anúncio de que a Raízen contratou assessores financeiros e jurídicos para estudar alternativas de reforçar o caixa e organizar suas dívidas.

Leia Também

Para o mercado, esse tipo de movimento costuma ser um sinal de que a empresa está com dificuldade para honrar seus compromissos e pode acabar tendo que renegociar dívidas com bancos e investidores.

A própria S&P diz no relatório que esse passo aumenta a chance de uma reestruturação da dívida. Em muitos casos, isso significa que quem emprestou dinheiro pode receber menos ou mais tarde, o que a agência trata como um tipo de calote.

Segundo a S&P, a administração e os acionistas chegaram a sinalizar que apresentariam planos para melhorar a situação, mas até agora nada concreto apareceu.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Enquanto isso, a empresa segue com dívida alta e gastando mais dinheiro do que consegue gerar no dia a dia — o que os analistas chamam de “queima de caixa”.

O problema não é só a dívida

Além da dívida elevada, o desempenho da empresa também preocupa. Recentemente, a Raízen divulgou uma prévia de resultados mostrando que uma parte importante do negócio, a área de Suprimentos e Energia, teve um desempenho mais fraco.

Por causa disso, a S&P espera que a empresa gere menos lucro operacional nos próximos anos do que o previsto anteriormente e que o peso da dívida fique ainda maior em relação ao que a companhia consegue ganhar.

Em números: para o ano fiscal que termina em março de 2026, a agência de rating estima que a Raízen deve gerar algo em torno de R$ 11 bilhões de resultado operacional, enquanto a relação entre a dívida e esse resultado deve ficar entre 5 e 5,5 vezes — um nível considerado alto e desconfortável para empresas do setor.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para 2027, o cenário pode piorar. A expectativa é de menos vendas em parte do negócio (inclusive porque a empresa vem vendendo ativos para fazer caixa) e de preços ainda baixos do açúcar no mercado internacional.

Mesmo com esforços para cortar custos e melhorar a eficiência, a S&P calcula que o resultado operacional da Raízen fique por volta de R$ 11,5 bilhões.

VEJA TAMBÉM: Ações e dividendos para 2026 — os papéis para surfar à queda da Selic e às eleições

Juros comem o caixa

O grande problema é que uma fatia enorme do dinheiro da empresa vai embora só para pagar juros da dívida. A estimativa da S&P é que a Raízen tenha de desembolsar cerca de R$ 9,5 bilhões por ano só com isso.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Mesmo reduzindo investimentos para algo perto do mínimo necessário para manter a operação funcionando, a empresa deve continuar gastando mais dinheiro do que entra. A projeção é de uma queima de caixa acima de R$ 6 bilhões em 2027.

Se nada mudar, a dívida pode chegar a um nível equivalente a seis vezes o que a empresa consegue gerar de resultado operacional.

O tamanho da crise da Raízen

Os números mais recentes mostram o tamanho do aperto: a dívida líquida da Raízen chegou a R$ 53,4 bilhões no segundo trimestre da safra 2025/26, um aumento de quase 50% em relação ao ano anterior.

Ao mesmo tempo, a empresa passou por mudanças no conselho de administração, com a saída de dois conselheiros nas últimas semanas e a indicação de novos nomes pela Shell, que é uma das acionistas controladoras.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Fitch também acende o alerta

A Fitch Ratings já havia seguido o mesmo caminho da S&P e rebaixado a nota de crédito da Raízen. A agência cortou a classificação dos títulos de longo prazo e manteve a empresa em observação negativa, o que significa que novos rebaixamentos ainda podem acontecer.

Além disso, a Fitch chama a atenção para um ponto crítico: a Raízen tem cerca de R$ 10,5 bilhões em dívidas que vencem nos próximos 18 meses.

Isso quer dizer que a empresa vai precisar arrumar dinheiro para pagar ou renegociar esses valores em um período curto — justamente num momento em que os juros estão altos e o mercado está mais exigente para emprestar dinheiro.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

10 de março de 2026 - 11:58

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

TENTATIVA DE RESPIRO

Após rombo bilionário do Master, Banco de Brasília (BRB) tenta captar R$ 8,9 bilhões para reforçar o caixa

10 de março de 2026 - 11:24

Os objetivos do BRB são reforçar a estrutura de capital, fortalecer os indicadores patrimoniais e ampliar a capacidade de crescimento das operações

DÍVIDAS BATENDO À PORTA

Grupo Pão de Açúcar (PCAR3) fecha acordo de recuperação extrajudicial com credores para negociar dívidas de R$ 4,5 bilhões; o que deu errado?

10 de março de 2026 - 9:08

A rede varejista afirmou que ficam de fora dessas negociações os débitos com fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas

BALANÇO DO 4T25

Conta da crise na Raízen (RAIZ4) chega à Cosan (CSAN3): prejuízo da holding de Ometto vai a R$ 5,8 bilhões no 4T25

10 de março de 2026 - 7:58

Apesar de bilionária, a cifra representa uma melhora de quase 40% em relação ao 4T24; veja os detaques do balanço

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

9 de março de 2026 - 20:07

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

CÂMBIO

Dólar mergulha no fechamento: como uma única declaração de Trump desarmou a tensão no mercado

9 de março de 2026 - 19:17

A moeda norte-americana terminou o pregão em baixa de 1,52%, a R$ 5,1641, menor valor de fechamento desde 27 de fevereiro

EFEITO DA GUERRA

Até quando a Petrobras (PETR4) vai aguentar? Petróleo acima de US$ 100 aumenta a pressão sobre o reajuste da gasolina

9 de março de 2026 - 19:00

Alta da commodity reacende questionamentos sobre defasagem nos combustíveis e coloca em dúvida a estratégia da estatal para segurar os preços no Brasil; veja o que dizem os analistas

QUERIDINHO DOS ANALISTAS

Ação deste banco “novato” na bolsa pode dobrar de valor — e quatro casas de análise já recomendam a compra

9 de março de 2026 - 17:15

Modelo híbrido que combina atendimento físico e banco digital para aposentados do INSS chama a atenção de analistas; descubra qual a ação

SOB PRESSÃO

Em busca de fôlego: por que a Oncoclínicas (ONCO3) está pedindo mais tempo para pagar suas dívidas

9 de março de 2026 - 13:19

Companhia chama credores e debenturistas para discutir extensão de prazos e possível waiver de alavancagem; entenda

NOVA PREFERIDA

Esqueça a Vivo (VIVT3): para o JP Morgan, há ações de telecom ainda mais interessantes na bolsa brasileira e no exterior

9 de março de 2026 - 11:49

Mesmo após melhorar as projeções para a Telefônica Brasil, banco diz que o preço da ação já reflete boa parte do cenário positivo e revela uma alternativa mais atraente

CONVERSAS AVANÇADAS

A joia da coroa: Chevron negocia compra de 30% da Ipiranga com a Ultrapar (UGPA3), diz jornal

9 de março de 2026 - 10:39

A Ipiranga não é apenas mais uma peça no portfólio da Ultrapar; é, de longe, o ativo que mais sustenta a geração de caixa do conglomerado.

REESTRUTURAÇÃO

Para não entrar pelo cano, a Dexco (DXCO3), dona da Deca e Duratex, reduz linhas de produtos e vende ativos

9 de março de 2026 - 10:02

O desafio de recolocar os negócios no prumo é ainda maior diante do desaquecimento do mercado de materiais de construção e dos juros altos, que elevaram bastante as despesas com empréstimos

RECOMENDAÇÃO

Investindo no agronegócio: Cosan (CSAN3) e Suzano (SUZB3) dominam as recomendações de analistas para março

8 de março de 2026 - 14:23

Com foco em desalavancagem e novos projetos, as gigantes do setor lideram a preferência dos especialistas

BOLSO CHEIO

Disparada no preço do petróleo pode aumentar os dividendos da Petrobras (PETR4); saiba o que esperar e o que já está no radar

8 de março de 2026 - 11:55

Estatal vai pagar R$ 8,1 bilhões aos acionistas e sinalizou que pode distribuir ainda mais dinheiro se o caixa continuar cheio

SINAL VERDE

Cade aprova transferência do controle da Braskem (BRKM5) para IG4; gestora se torna sócia da Petrobras (PETR4)

6 de março de 2026 - 19:41

Operação encerra anos de tentativas de venda da participação da Novonor e abre caminho para nova fase de gestão e reestruturação das dívidas da companhia

VENCEDORES X PERDEDORES

Petrobras (PETR4) rouba a cena e chega a R$ 580 bilhões em valor de mercado pela 1ª vez; Vale (VALE3) perde US$ 43 bilhões em uma semana

6 de março de 2026 - 19:21

Enquanto os papéis da petroleira disparam no pregão, a mineradora e os bancos perderam juntos R$ 131,4 bilhões em uma semana

PARA ALÉM DO ROE

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno

6 de março de 2026 - 19:10

Quem realmente cria valor nos bancos? Itaú e Nubank disparam na frente em novo ranking — enquanto Banco do Brasil perde terreno, diz Safra

CHORIPÁN NO PIX

Banco do Brasil (BBAS3) passa a oferecer Pix para brasileiros em viagem à Argentina — e nem precisa ser cliente do banco

6 de março de 2026 - 17:01

Brasileiros agora podem pagar compras em lojas físicas argentinas usando Pix; veja o mecanismo

DEPOIS DO BALANÇO

Dividendos extraordinários da Petrobras (PETR4)? Estatal responde se caixa com petróleo mais caro vai parar no bolso do acionista

6 de março de 2026 - 16:14

Com Brent acima de US$ 90 após tensão geopolítica, executivos da petroleira afirmam que foco é preservar caixa, manter investimentos e garantir resiliência

QUEM TEM CORAGEM?

Vai apostar contra a Petrobras (PETR4)? CEO diz que é melhor não. Ações da estatal chegam a subir 6% — e não é só pelo petróleo

6 de março de 2026 - 12:33

O Brent cotado acima de US$ 90 o barril ajuda no avanço dos papéis da companhia, mas o desempenho financeiro do quarto trimestre de 2025 agrada o mercado, que se debruça sobre o resultado

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar