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Recomendação de compra foi mantida, mas com a classificação "alto risco"; banco prevê crescimento mais fraco de vendas e lucro líquido menor neste ano

De olho em possíveis ventos contrários para o setor de vestuário, o Citi cortou o preço-alvo das ações da C&A (CEAB3) de R$ 22 para R$ 18 nesta quinta-feira (15). O banco manteve a recomendação de compra para os papéis, mas incluiu a classificação "alto risco".
O novo preço-alvo implica em potencial de valorização de 81,1% sobre o preço de fechamento de hoje.
Na revisão, o Citi prevê um crescimento de vendas mesmas lojas (SSS, na sigla em inglês) mais fraco neste ano, com alta de 5% na base anual e ante a projeção anterior de avanço de 7%. Com isso, o banco reduziu a estimativa de lucro líquido em 12%, para R$ 492 milhões, em 2026.
“Neste estágio, parece cedo para projetar uma desaceleração mais ampla do setor, mas, ainda assim, estamos adotando uma postura mais conservadora para o ano cheio, especialmente para o primeiro semestre, que enfrenta comparações relativamente difíceis, com o efeito adicional (negativo) da Copa do Mundo da Fifa de 2026”, escreveram os analistas João Pedro Soares e Felipe Husein.
Em reação, as ações recuaram na B3. CEAB3 encerrou a sessão de hoje com baixa de 5,15%, a R$ 9,94, figurando como a terceira maior queda do Ibovespa.
No relatório, o Citi destaca que a administração da varejista realizou reuniões com analistas no início deste ano, sinalizando um trimestre mais fraco para as vendas de vestuário.
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Na visão dos analistas, isso decorreu do menor fluxo de consumidores nos shoppings, em linha com dados do Instituto Brasileiro de Varejo, combinado com rupturas de estoque “devido a uma demanda maior do que o esperado por P1 [produtos da base da pirâmide] e comparações mais difíceis”.
A C&A está programada para divulgar o balanço referente ao quarto trimestre de 2025 no dia 24 de fevereiro.
Apesar da revisão das estimativas para baixo, os analistas do Citi João Pedro Soares e Felipe Husein mantiveram a recomendação de compra para CEAB3. A dupla avalia que o potencial de alta das ações é “evidente sob qualquer ângulo”.
Nas contas dos analistas, mesmo no cenário pessimista do banco — de crescimento de 3% nas vendas e lucro líquido de cerca de R$ 400 milhões — a CEAB3 ainda negociaria a um múltiplo próximo a 8 vezes o preço sobre lucro (P/L).
Já o preço-alvo de R$ 18 implicaria em uma valorização maior, com a ação sendo negociada a aproximadamente 11 vezes o lucro.
Os analistas, porém, atribuíram a classificação “alto risco”, considerando a elevada volatilidade de resultados no curto prazo. Também não há catalisadores no curto prazo, na avaliação da dupla, pelo menos “até terem maior clareza de que essa tendência de enfraquecimento não irá persistir”.
*Com informações do Money Times
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