Banco Pine (PINE4) acelera, entrega ROE de 36% e passa a flertar com oferta de ações milionária na B3
Depois de um balanço forte no 4T25, o banco avalia captar recursos na B3; entenda os planos do Pine

O Banco Pine (PINE4) começou a semana sob os holofotes do mercado. De um lado, um balanço forte que dá luz à virada operacional do banco no quarto trimestre de 2025 (4T25). De outro, a crescente especulação sobre uma possível oferta subsequente de ações (follow-on) na B3.
Os números ajudam a explicar por que o Pine voltou ao radar dos investidores. No quarto trimestre, o banco registrou um lucro 173,5% maior do que no mesmo período de 2024, alcançando R$ 183,5 milhões.
No acumulado de 2025, o lucro avançou 72% em relação ao ano anterior, para R$ 443,6 milhões — uma performance que consolida o melhor momento da instituição desde a abertura de capital, há quase duas décadas.
Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio recorrente (ROE) do banco disparou para 36% no trimestre, uma expansão de 14,4 pontos percentuais em um ano. No fechamento de 2025, o ROE ficou em 33,4%.
"2025 marca o início de um novo ciclo de elevada rentabilidade, sustentado pela execução disciplinada da estratégia, pela consolidação de um modelo diversificado em múltiplas esteiras de crédito e por uma alocação de capital cada vez mais eficiente", escreveu o Pine, no balanço.
Veja outros números do Pine no 4T25:
- Carteira de crédito expandida: R$ 17,7 bilhões (+23,9% a/a);
- Receita total: R$ 496,4 milhões (+240% a/a);
- Margem financeira bruta: R$ 442,2 milhões (+332,7% a/a);
- Índice de inadimplência acima de 90 dias: 1,9% (+1,1 ponto percentual a/a);
- Provisão para perdas esperadas (PDD): R$ 180 milhões (-11% t/t).
- Despesas administrativas e de pessoal: R$ 86 milhões (+32,7% a/a).
Oferta de ações no radar
Com resultados mais robustos e ações em trajetória de forte alta, não demorou para o mercado começar a discutir o próximo movimento do Pine. Nos últimas dias, ganhou força a especulação sobre uma possível oferta de ações na bolsa, após reportagem do Valor Econômico.
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Em comunicado, o Pine afirmou que “avalia de forma recorrente alternativas que possam contribuir para o fortalecimento de sua base acionária e para a ampliação da liquidez”.
Isso inclui a avaliação de um follow-on de pelo menos R$ 275 milhões, com possibilidade de lote adicional.
Para analisar as alternativas, o banco contratou o Itaú BBA e o BTG Pactual como assessores financeiros.
No entanto, o banco ressaltou que ainda não há qualquer decisão ou aprovação formal para a realização de uma oferta.
Segundo a instituição, qualquer eventual operação dependerá das condições do mercado de capitais, do cenário macroeconômico, das aprovações regulatórias e, sobretudo, do apetite dos investidores.
Caso a oferta avance, os acionistas atuais terão direito de preferência. Isso inclui o controlador do banco, o banqueiro Norberto Nogueira Pinheiro, que hoje detém pouco mais de 67% do capital do Pine e poderia subscrever até 20% da oferta base prioritária.
Quem é o Banco Pine?
Fundado em 1997 por Norberto Pinheiro, o Banco Pine abriu capital em 2007, tornando-se o primeiro banco médio listado na B3.
A instituição atua tanto no atacado, com foco em empresas, quanto no varejo, com destaque para o crédito consignado — um segmento historicamente associado a menor risco de inadimplência. O banco também tem presença no agronegócio e no setor imobiliário.
Nos últimos trimestres, a entrega consistente de resultados colocou o Pine novamente no radar do mercado. Em 2025, as ações da instituição dispararam cerca de 200% e, só neste início de ano, acumulam alta adicional de 9%.
A virada operacional também se refletiu na avaliação do mercado sobre as ações. Antes praticamente fora do radar das casas de análise, o Pine passou a ser acompanhado por quatro corretoras de uma só vez — todas com recomendação de compra.
O consenso é que o foco em carteiras colateralizadas, com maior previsibilidade de retorno, tem sido decisivo para sustentar crescimento com risco controlado.
*Com informações do Money Times.
Conteúdo Empiricus
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