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PRÉVIA DOS RESULTADOS

Com petróleo na casa dos US$ 100, analistas calculam se Petrobras (PETR4) vai ou não vai liberar dividendos do 1T26

Mercado espera crescimento da receita, Ebitda bilionário e mais uma rodada de proventos para os acionistas da estatal; confira as projeções

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Petrobras - Imagem: CanvaPro

O mercado já fez as contas para o próximo balanço da Petrobras (PETR4) — e os números apontam para mais um trimestre bilionário da estatal. A companhia divulga os resultados do primeiro trimestre de 2026 nesta segunda-feira (11), após o fechamento dos mercados, embalada pela disparada do petróleo no período e pelo avanço da produção.

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A guerra entre Estados Unidos e Irã, iniciada no fim de fevereiro, levou os preços do petróleo a uma forte alta. O barril do Brent chegou a se aproximar dos US$ 120 em março e, apesar da recente acomodação, segue orbitando a faixa dos US$ 100 — um nível ainda considerado elevado pelo mercado.

O cenário impulsionou as ações da Petrobras, levou o valor de mercado da estatal a novos patamares e reforçou as apostas em lucros mais robustos, ampliando também as expectativas por dividendos extraordinários.

Segundo projeções compiladas pela Bloomberg, a estatal deve reportar crescimento em receita, lucro e Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) em reais no primeiro trimestre. Confira abaixo as estimativas:

 Em reais (R$)Variação anualVariação trimestralEm dólares (US$)Variação anualVariação trimestral
Lucro líquido30,684 bilhões-12,85%+96,16%6,158 bilhões+3,08%+113,52%
Receita122,589 bilhões-0,45%-3,75%24,604 bilhões+16,76%+4,25%
Ebitda60,215 bilhões-1,42%+0,49%12,085 bilhões+15,69%+8,84%

Produção da Petrobras no 1T26

As projeções seguem o desempenho operacional da Petrobras no primeiro trimestre do ano. Entre janeiro e março, a companhia elevou a oferta em 16,1% na comparação anual, alcançando uma média diária de 3,225 milhões de barris de óleo equivalente (boed), que inclui petróleo e gás natural.

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Em relação ao quarto trimestre de 2025, houve alta de 3,7%.

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Olhando apenas para o petróleo, a produção média da estatal avançou 16,3% na comparação anual, para 2,58 milhões de barris por dia (bpd). Em relação ao trimestre anterior, houve alta de 3,2%.

No pré-sal, a Petrobras extraiu, em média, 2,19 milhões de bpd entre janeiro e março, um avanço de 17,8% em relação ao primeiro trimestre de 2025 e de 3,5% na comparação com o trimestre anterior.

Depois da produção, o que esperar do balanço?

A leitura predominante entre bancos e casas de análise é de que a companhia deve apresentar um trimestre robusto, com Ebitda entre US$ 11,5 bilhões e US$ 13,3 bilhões, além de mais uma rodada bilionária de dividendos.

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Mesmo com diferenças nas projeções, analistas convergem na expectativa de distribuição próxima de US$ 2,4 bilhões aos acionistas, sustentada por forte geração de caixa, menor nível de investimentos e efeitos cambiais favoráveis.

O BTG Pactual trabalha com uma das estimativas mais otimistas para a estatal e prevê Ebitda de aproximadamente US$ 13 bilhões no primeiro trimestre.

Segundo o banco, o desempenho deve ser impulsionado principalmente pela alta de 23% do Brent em relação ao trimestre anterior e pelo crescimento de 3,2% da produção doméstica de petróleo.

A instituição também projeta uma pequena redução no custo de extração, para US$ 8,9 por barril, contra US$ 9,1 no quarto trimestre de 2025.

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Apesar disso, o BTG vê compressão das margens do segmento de refino ao longo do trimestre, em meio a spreads mais fracos em março. Ainda assim, calcula fluxo de caixa livre de US$ 4,8 bilhões e dividendos de cerca de US$ 2,1 bilhões, equivalente a um rendimento trimestral de 1,5%.

Dividendos seguem no radar dos investidores

A distribuição de proventos continua sendo um dos principais atrativos da Petrobras para o mercado.

O Goldman Sachs estima Ebitda ajustado de US$ 11,5 bilhões e espera anúncio de US$ 2,4 bilhões em dividendos ordinários, seguindo estritamente a política atual de remuneração aos acionistas.

Já a XP Investimentos projeta Ebitda de US$ 12,6 bilhões, beneficiado pelo petróleo mais caro e pelo aumento da produção. Para o lucro líquido, a corretora estima US$ 6,4 bilhões, com ajuda adicional de ganhos cambiais.

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Do lado da geração de caixa, a XP calcula fluxo de caixa de US$ 2,5 bilhões e dividendos também na casa de US$ 2,4 bilhões, o que representaria retorno de 1,7%.

O Itaú BBA segue linha semelhante e prevê Ebitda de US$ 12,5 bilhões, alta de 14% frente ao trimestre anterior. O banco estima investimentos de US$ 4,1 bilhões no período, o que deve abrir espaço para dividendos ordinários de US$ 2,4 bilhões, com rendimento (dividend yield) de 2%.

Entre as projeções mais otimistas está a do Morgan Stanley, que calcula Ebitda consolidado de US$ 13,3 bilhões, com possibilidade de revisão para cima diante dos preços elevados do petróleo e dos prêmios do pré-sal no mercado internacional.

O banco norte-americano também estima dividendos de R$ 0,97 por ação, ou US$ 0,37 por ADR, com rendimento de 1,8%.

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Além disso, o Morgan Stanley projeta fluxo de caixa livre de US$ 1,95 bilhão após arrendamentos, cerca de quatro vezes acima do observado no quarto trimestre de 2025. A melhora seria explicada principalmente pela redução dos investimentos.

Para a Monte Bravo, os números não devem trazer grandes surpresas ao mercado, já que a evolução da produção pode ser acompanhada ao longo do trimestre pelos dados mensais da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP).

A corretora estima dividend yield entre 1,5% e 2% no primeiro trimestre.

Analistas seguem majoritariamente otimistas com PETR4

Mesmo após a forte valorização recente das ações, os bancos continuam vendo espaço para alta nos papéis da Petrobras.

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O Goldman Sachs manteve recomendação de compra para a estatal, com preço-alvo de R$ 53,20 para as ações ordinárias e R$ 49,70 para as preferenciais.

O banco destaca o dividend yield projetado de 16% para 2026 e de 13% para 2027, considerando preços médios do petróleo de US$ 87 e US$ 75 por barril, respectivamente, além da expectativa de forte crescimento da produção.

O JP Morgan e o Itaú BBA também reiteraram recomendação de compra, ambos com preço-alvo de R$ 64 para as ações da companhia.

O Morgan Stanley, por sua vez, manteve recomendação equivalente à compra para os ADRs da Petrobras, com preço-alvo de US$ 29.

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A exceção fica com a Monte Bravo, que segue com recomendação neutra para a estatal, embora tenha elevado o preço-alvo para R$ 48,50.

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