Telefônica Brasil (VIVT3): lucro salta quase 20% no 1T26, e dona da Vivo entrega seu melhor 1º trimestre em dois anos. O que está por trás da expansão?
Com crescimento equilibrado entre móvel, fibra e digital, Telefônica Brasil entrega lucro de R$ 1,2 bilhão no 1T26; veja os destaques do resultado

A Telefônica Brasil (VIVT3), dona da Vivo, fechou o primeiro trimestre de 2026 (1T26) com um lucro líquido de R$ 1,26 bilhão, avanço de 19,2% na comparação anual e o maior patamar desde o primeiro trimestre de 2024.
Segundo a empresa, a performance foi impulsionada pelo crescimento dos negócios, que sustentou a expansão do lucro antes de impostos.
O Ebitda, principal indicador de geração de caixa operacional, chegou a R$ 6,21 bilhões, alta de 8,9% em relação ao mesmo período do ano anterior. Já a receita líquida avançou 7,4%, para R$ 15,45 bilhões.
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“Neste trimestre, o crescimento de receitas, a expansão do lucro e a forte geração de caixa reforçam nossa capacidade de seguir investindo de forma sustentável”, disse o presidente da Vivo, Christian Gebara, em nota à imprensa.
“Mantemos a liderança em fibra e 5G, ao mesmo tempo em que os serviços digitais e os novos negócios ganham escala e relevância”, acrescentou.
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Os investimentos da dona da Vivo chegaram a R$ 2 bilhões no trimestre, aumento de 9,6%, com a relação de capex sobre receita atingindo a marca de 13,2%.
Segundo a telecom, a maior parte dos recursos foi direcionada à ampliação da rede móvel 5G, além da expansão da operação de fibra.
Por trás da expansão da Telefônica, dona da Vivo
O crescimento da Telefônica segue sendo puxado pelas frentes mais previsíveis e rentáveis: o pós-pago e a fibra, que representam 74,3% de toda a receita de serviços.
No móvel, a receita de serviços avançou 7,8%, para R$ 8,55 bilhões, impulsionada principalmente pelo pós-pago, que continua sendo o principal vetor de valor da companhia.
Do outro lado, o pré-pago — historicamente mais sensível a renda e cancelamentos (churn) — recuou 1%, para R$ 1,32 bilhão, reforçando a transição do mix.
Na operação fixa, o movimento é semelhante. A receita cresceu 5,1% na base anual, para R$ 4,42 bilhões, sustentada principalmente pela expansão da fibra — um dos pilares estratégicos da companhia — e pelo avanço em serviços corporativos, TIC e soluções digitais.
A mudança também aparece na escala da operação da dona da Vivo. A base total de clientes atingiu um novo recorde, com 117,4 milhões de acessos no trimestre.
No móvel, a operadora chegou a 103,7 milhões de linhas ativas. Já na fibra, a companhia alcançou 31,5 milhões de casas passadas, com 8 milhões efetivamente conectadas — um indicador importante de penetração da infraestrutura.
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