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O balanço do BTG trouxe lucro em expansão e rentabilidade em alta; confira os principais números do trimestre
O BTG Pactual (BPAC11) decidiu começar 2026 do mesmo jeito que encerrou o ano passado: acelerando e subindo a régua outra vez. Logo na largada do ano, o banco entregou um lucro líquido ajustado recorde de R$ 4,8 bilhões no primeiro trimestre (1T26), um salto de 42,3% em relação ao mesmo período do ano anterior.
O resultado também veio acima do que o mercado esperava. As estimativas compiladas pela Bloomberg apontavam para algo em torno de R$ 4,58 bilhões.
“Entregamos mais um trimestre de resultados recordes, mesmo diante de um cenário mais desafiador ao longo do período, marcado por maior volatilidade nos mercados e tensões geopolíticas", afirmou o CEO, Roberto Sallouti, em nota à imprensa. "Seguimos focados em crescer com gestão rigorosa de riscos e geração sustentável de valor para clientes e acionistas."
Do lado da rentabilidade, o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE, na sigla em inglês) chegou a 26,6% no trimestre, avanço de 3,4 pontos percentuais (p.p) em relação ao ano anterior — um nível que continua a colocar o banco em um patamar acima dos principais concorrentes privados, incluindo o Itaú Unibanco (ITUB4).
Um pilar recorrente de sustentação dos resultados do BTG Pactual é a diversificação. Mais uma vez, o desempenho do banco não ficou concentrado em uma única frente de negócios, mas distribuído entre várias avenidas de crescimento.
"Mesmo em um trimestre tipicamente impactado pela sazonalidade e diante de um ambiente macroeconômico e geopolítico desafiador, seguimos nos beneficiando da escala e diversificação da nossa plataforma, sustentando elevados níveis de rentabilidade", diz o banco, em nota no balanço.
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A receita total do BTG atingiu um novo recorde de R$ 9,96 bilhões, alta de 34% em relação ao mesmo período de 2025 e leve avanço de 1% frente ao trimestre anterior.
Na divisão de Corporate Lending & Business Banking, o banco também cravou uma nova máxima histórica: R$ 2,33 bilhões em receita, crescimento de 21% em um ano. Segundo o BTG, a performance reflete a disciplina na originação de crédito e menor competição nos mercados de capitais.
Já a área de Sales & Trading, que reflete as operações da Tesouraria, surfou bem a volatilidade dos mercados. As receitas avançaram 43% na base anual, para R$ 1,87 bilhão.
"O resultado foi impulsionado principalmente pela forte atividade de clientes e pela nossa oferta diversificada de produtos, mesmo em um ambiente de maior volatilidade ao longo do trimestre", diz o banco.
Enquanto isso, o Investment Banking registrou um dos avanços mais expressivos. As receitas saltaram 65% em 12 meses, chegando a R$ 628 milhões.
O banco avalia que o mercado de dívidas (DCM) continuou sendo a área com a maior contribuição para o total de receitas, com melhora da atividade de mercado no início do trimestre.
Já as receitas de Consumer Finance & Banking chegaram a R$ 1,12 bilhão no 1T26, expansão de 40,1% na comparação anual. O crescimento reflete o crescimento da carteira de crédito e a consolidação integral do Banco Pan no trimestre.
No crédito, o banco manteve o ritmo de crescimento na largada de 2026. A carteira total atingiu R$ 281,06 bilhões no 1T26, alta de 7,1% na comparação trimestral e de 21,8% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Desta vez, o destaque ficou por conta do segmento de grandes empresas. A carteira de Corporate Lending chegou a R$ 248,1 bilhões, com expansão de 7,8% no trimestre e de 22,6% em 12 meses.
Já no segmento de pequenas e médias empresas (PMEs), houve uma desaceleração no ritmo de crescimento visto nos últimos trimestres. A carteira avançou 2,3% no trimestre e 16,1% na base anual, totalizando R$ 32,9 bilhões.
O portfólio crédito de Consumer Finance chegou a R$ 73,6 bilhões no trimestre, crescimento de 14,1% na base anual. Segundo o BTG, a expansão foi impulsionada principalmente pela carteira de crédito consignado e pelo financiamento de veículos.
O BTG manteve o ritmo de expansão das franquias de clientes, com uma captação líquida (NNM) de R$ 82,8 bilhões nas plataformas de Asset & Wealth Management durante o trimestre.
Com isso, o total de ativos sob administração (AuM/WuM) chegou a R$ 2,6 trilhões, expansão de 28% em relação ao 1T25.
A área de gestão de fortunas (Wealth Management & Personal Banking) também entregou mais um trimestre recorde, com uma receita de R$ 1,51 bilhão e um total de R$ 1,27 trilhão em ativos (WuM) no trimestre.
Por sua vez, a plataforma de gestão de recursos (Asset Management) do BTG somou R$ 783,4 milhões em faturamento no trimestre. Já o total de ativos sob gestão (AuM) chegou a R$ 1,31 trilhão no período.
O Seu Dinheiro pertence ao mesmo grupo empresarial do BTG.
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