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Ricardo Rosanova Garcia deixa os cargos de liderança com menos de quatro meses na função de diretor financeiro. Saiba quem assume as posições agora

Em meio a uma crise financeira ainda sem desfecho, com balanço em atraso e um processo de reconstrução de governança em andamento, a Ambipar (AMBP3) decidiu trocar os diretores financeiro (CFO) e de relações com investidores (DRI). Ricardo Rosanova Garcia, que acumulava os dois cargos, deixou a liderança menos de quatro meses depois de ter assumido o posto de CFO.
Ele chegou ao cargo no fim do ano passado, após a saída conturbada de João Arruda, ex-CFO apontado pela própria empresa como peça central na deterioração financeira da companhia.
Lembrando que, antes de assumir como CFO, Garcia atuava como diretor de RI da Ambipar desde 2023.
A companhia também fez uma mudança mais ampla na sua diretoria, que também envolveu os cargos de diretor operacional e diretora adjunta. Essas alterações não estão no fato relevante enviado à CVM, mas constam da ata da reunião do conselho de administração.
Procurada pelo Seu Dinheiro, a Ambipar não respondeu aos questionamentos da reportagem até a publicação deste texto. O espaço permanece aberto.
Para a cadeira de relações com investidores, a Ambipar escolheu um nome da casa. Renato Ferreira dos Santos, que atua como gerente de RI do grupo desde outubro de 2022, foi promovido a DRI.
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Antes de chegar à Ambipar, Santos acumulou passagens pelas áreas de RI de empresas listadas como Gol (GOLL54) e Blau Farmacêutica (BLAU3).
"A administração da companhia deseja pleno êxito ao diretor no exercício de suas funções, reforçando sua confiança na continuidade do desenvolvimento das atividades de relações com investidores”, disse a Ambipar.
Já a função de diretor financeiro ficará com Thiago da Costa Silva, que se apresenta no LinkedIn como “controller” da Ambipar desde setembro de 2014.
Curiosamente, o comunicado enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) mencionou apenas a mudança na área de RI, sem citar explicitamente a eleição do novo CFO.
Foi apenas na ata da reunião do conselho de administração que a empresa revelou que aprovou, na noite da última segunda-feira (19), uma reconfiguração mais ampla da diretoria.
A ata de reunião do conselho revelou a eleição da nova diretoria da Ambipar, com mandato previsto para o próximo triênio. Com a reorganização, a empresa passa a ter a seguinte estrutura no topo:
Segundo a empresa, a eleição dos executivos “teve em vista o término do mandato relativo ao triênio de 2023 a 2026”.
Os novos diretores terão mandato unificado até a primeira reunião do conselho de administração realizada após a assembleia geral ordinária (AGO) que irá deliberar sobre as contas do exercício encerrado em 31 de dezembro de 2028.
A nova dança das cadeiras acontece pouco mais de um mês após a Ambipar promover uma demissão em massa de 35 diretores e gestores do grupo. À época, a companhia afirmou ter identificado “falhas graves na execução das melhores práticas de governança e gestão de riscos”.
No início de dezembro, a empresa reconheceu publicamente uma falha estrutural de governança e apresentou ao mercado um plano de reconstrução para os meses seguintes.
As demissões atingiram o departamento jurídico, RH, área tributária, financeira, relações com investidores, integração e controladoria corporativa.
Embora não tenha divulgado os nomes dos executivos desligados, a empresa afirmou que a estrutura onde as falhas foram identificadas estava sob responsabilidade direta do então CFO, João Arruda.
Pouco depois do início da crise, a Ambipar passou a apontá-lo como a figura central por trás dos problemas financeiros da companhia. Entenda os detalhes nesta reportagem especial.
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