Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

SINAL VERMELHO?

Alliança Saúde (AALR3) em xeque: Fitch rebaixa rating para nível pré-calote, enquanto empresa tenta segurar pressão dos credores

Liminar judicial dá 60 dias de fôlego à antiga Alliar, enquanto empresa tenta negociar dívidas e evitar um desfecho mais duro

Camille Lima
Camille Lima
23 de março de 2026
14:04 - atualizado às 13:09
Alliança Saúde (AALR3), antiga Alliar.
Alliança Saúde (AALR3), antiga Alliar. - Imagem: Canva PRO/Aflo /Montagem Seu Dinheiro

Os últimos dias foram particularmente movimentados para a Alliança Saúde (AALR3), antiga Alliar — e a reestruturação passou a ser acompanhada com maior cautela pelo mercado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em um intervalo de poucos dias, a companhia combinou mudanças relevantes no conselho de administração, a escalada de tensões com credores e novos rebaixamentos de rating que a colocaram a um passo do nível de calote.  

Para o investidor, o cenário também segue apertado. As ações AALR3 acumulam queda superior a 30% desde o início de março e mais de 70% na B3 em 12 meses. 

A dança das cadeiras no conselho da Alliança Saúde (AALR3)

O primeiro movimento visível dessa nova fase ocorreu no topo da governança: o andar de cima da Alliança vem passando por uma grande reformulação.  

Após a saída do empresário Nelson Tanure do controle, a empresa passou por uma verdadeira dança das cadeiras no conselho de administração.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Nos últimos dias, nomes relevantes ligados ao investidor também deixaram suas posições como conselheiros, como o ex-ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta, Pedro de Moraes Borba

Leia Também

Com as renúncias, José Luiz Mendes Ramos Júnior assumiu a presidência do conselho, passando a acumular a função de chairman junto às diretorias Jurídica, de Compliance e de Relações com Investidores.  

Ao mesmo tempo, Ricardo de Magalhães Sartim assume duplo papel na estrutura da empresa, atuando como conselheiro e, simultaneamente, como CEO e diretor financeiro (CFO) interino. 

Veja como fica a nova composição do conselho: 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
  • Presidente do conselho: José Luiz Mendes Ramos Júnior;  
  • Conselheiro independente: Marcos del Corona Marcos; e  
  • Conselheiro: Ricardo de Magalhães Sartim. 

A “nota C” da Fitch e o alerta de crédito 

O diagnóstico das agências de risco ainda sinaliza um cenário difícil para a Alliança Saúde (AALR3). 

A Fitch Ratings decidiu rebaixar o rating nacional de longo prazo nesta segunda-feira, de ‘CCC+(bra)’ para ‘C(bra)’ — apenas um degrau acima da inadimplência restrita (RD), nível de calote. Foi o segundo corte em poucos dias. 

Para os analistas, a atual nota de crédito da empresa reflete um “risco de crédito excepcionalmente alto em comparação com o dos pares”. 

O principal gatilho para o rebaixamento foi a decisão da empresa de recorrer à Justiça para suspender, por 60 dias, cobranças de dívidas enquanto negocia com credores.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Para a Fitch, a medida funciona como um “standstill” informal — uma pausa para reorganização financeira que, em muitos casos, antecede reestruturações mais profundas. 

Os analistas avaliam que "a capacidade da Alliança de honrar o pagamento de suas obrigações financeiras está comprometida" e a medida cautelar é vista como o "início de um processo semelhante a inadimplência restrita". 

A Fitch avalia que a Alliança Saúde “apresenta risco de insolvência iminente" — e os números ajudam a explicar essa percepção.  

A companhia tem vencimentos de R$ 155 milhões ainda em 2026, enquanto seu caixa, ao final de setembro de 2025, era de apenas R$ 124 milhões — insuficiente para cobrir os R$ 295 milhões em dívidas de curto prazo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, a agência não projeta geração de caixa livre neste ano e aponta incertezas adicionais, como a falta de clareza sobre R$ 532 milhões em mútuos registrados no balanço, que podem se transformar em passivos adicionais. 

Outro ponto de atenção é a “baixa visibilidade” sobre os planos do novo controlador, o fundo Tessai FIP, da gestora Geribá Investimentos, que passou a deter 59,8% de participação na Alliança em fevereiro

Segundo a Fitch, ainda não está claro qual será a estratégia do fundo para liquidez, capitalização e condução dos negócios — o que aumenta o risco percebido. 

Há espaço para novos cortes na Alliança Saúde (AALR3)? 

Na avaliação da Fitch, o cenário ainda pode se deteriorar para a Alliança Saúde (AALR3). A agência já avisou que novos rebaixamentos estão no radar caso a reestruturação não avance.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entre os caminhos possíveis, está a classificação em ‘RD(bra)’ — que caracteriza inadimplência restrita — caso a companhia formalize um processo de renegociação mais amplo ou não consiga retomar os pagamentos após o período de proteção judicial. 

Em um cenário mais extremo, um eventual pedido de recuperação judicial levaria o rating para ‘D(bra)’, o nível de default, ou calote. 

A briga com a Siemens

A decisão da Alliança Saúde de recorrer à Justiça não veio por acaso. Segundo a empresa, o estopim foi a escalada de tensões com a Siemens, um de seus principais credores.  

O conflito escalou quando a gigante alemã reteve mais de R$ 10 milhões das contas da companhia e ameaçou declarar o vencimento antecipado de dívidas por conta das mudanças no controle societário. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A situação, segundo a empresa, comprometeu diretamente seu fôlego financeiro, com a postura da Siemens "travando todo o fluxo financeiro" do grupo.

Além disso, o risco não era isolado. Segundo a Alliança, a chance de credores começarem a cobrar vencimento antecipado de contratos financeiros, que somam R$ 1,1 bilhão, cresceu. 

Outros credores também já se movimentavam, como o Itaú Unibanco (ITUB4), que tentava bloquear cerca de R$ 4 milhões.  

Nesse contexto, a liminar obtida pela companhia passou a funcionar como um verdadeiro “balão de oxigênio”. Por 60 dias, credores ficam impedidos de executar garantias, interromper serviços essenciais ou retirar bens fundamentais para a operação.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O objetivo é ganhar tempo para negociar uma solução mais estruturada — sem comprometer o funcionamento do negócio. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TROCA NO ALTO ESCALÃO

Cemig (CMIG4) anuncia novo CEO e lucra R$ 979 milhões no 1T26, queda anual de 6%; conheça a empresa de energia criada por JK

8 de maio de 2026 - 11:31

De acordo com a empresa, a gestão de Reynaldo Passanezi Filho, que deixa o cargo, foi marcada por um ciclo de crescimento da companhia, avanços em eficiência operacional e investimentos em níveis recordes

E FORA 'DO STORIES' TU ESTÁ BEM?

O preço do sucesso da Cimed: enquanto bomba nas redes, empresa sofreu ‘no off’. E agora?

8 de maio de 2026 - 6:45

Fenômeno com a Carmed e cada vez mais pop nas redes, a farmacêutica viu margens pressionadas, estoques travados e queima de caixa em 2025. Agora, tenta equilibrar crescimento acelerado com disciplina financeira

BALANÇO

Magazine Luiza (MGLU3) ainda sente o peso dos juros e reverte lucro em prejuízo acima do esperado no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

A varejista teve prejuízo líquido de R$ 55,2 milhões no primeiro trimestre de 2026, revertendo o lucro de R$ 12,8 milhões registrado no mesmo período do ano passado, em meio à pressão da Selic elevada sobre as despesas financeiras

SD ENTREVISTA

“Temos que estar com a guarda alta”, diz diretor do ABC Brasil (ABCB4) após queda no ROE do 1T26

7 de maio de 2026 - 19:55

Após um 1T26 pressionado, Ricardo Moura aposta em melhora gradual da rentabilidade — sem abrir mão do conservadorismo

PROVENTOS NO RADAR

PetroReconcavo (RECV3) anuncia JCP de R$ 100 milhões após lucro mais que dobrar no 1T26

7 de maio de 2026 - 19:51

Petroleira pagará R$ 0,34 por ação em juros sobre capital próprio e também informou avanço nas negociações com a Brava Energia

POR QUE TROCAR DE CEO AGORA?

Após 15 anos, Rodrigo Osmo dará adeus ao cargo de CEO da Tenda (TEND3); veja quem entra no lugar e o que está por trás da mudança

7 de maio de 2026 - 19:06

Marcos Cruz será o novo CEO da Tenda a partir de junho de 2027. O executivo comandou a Nitro Química na última década e acumula passagens pela McKinsey e Secretaria Municipal da Fazenda de São Paulo

TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia