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UM NOVO REVÉS

Nelson Tanure perde ações da Light (LIGT3) e da Alliança (AARL3) para credores; entenda o que aconteceu

O montante da dívida em jogo é estimado em R$ 1,2 bilhão, tendo como credores nomes como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander

O empresário Nelson Tanure
O empresário Nelson Tanure - Imagem: Divulgação

O empresário Nelson Tanure, conhecido por suas investidas em empresas em dificuldades, sofreu um revés de peso neste fim de semana. Em um movimento coordenado, credores que financiaram a compra da Ligga Telecom decidiram executar as garantias dadas pelo empresário.

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A operação resultou na perda do controle da Alliança Saúde (AARL3) e em uma redução significativa de sua participação na Light (LIGT3). O montante da dívida em jogo é estimado em R$ 1,2 bilhão, tendo como credores nomes como BTG Pactual, Prisma, Farallon e Santander.

Segundo informações do Pipeline, a dívida havia sido negociada no fim do ano passado, desde que fosse realizada uma quitação parcial. Porém, com a piora da situação do devedor, os credores decidiram executar.

Tanure teria sido previamente informado e não pretende questionar judicialmente o processo, ainda de acordo com informações do veículo.

Vale lembrar que o empresário sofreu um revés semelhante. No fim do ano passado, Tanure perdeu o controle da Emae em outra execução de dívida, mas, dessa vez, pela XP Investimentos. Em janeiro, a companhia foi adquirida pela Sabesp.

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O tombo de Tanure na Alliança: de controlador a acionista minoritário

A mudança mais drástica ocorreu na Alliança Saúde, antiga Alliar. Os fundos Opus FIP e Infratelco notificaram a companhia sobre a execução de garantias ligadas a créditos de adiantamentos para um futuro aumento de capital da empresa.

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Com a operação, o cenário societário mudou da água para o vinho: enquanto a Opus FIP passou a deter 49,11% do capital social da Alliança, os fundos Fonte de Saúde e Lormont — ligados a Tanure — viram sua fatia minguar para apenas 6,96%.

Até então, os fundos do empresário detinham cerca de 66% da empresa. No entanto, após a execução, Tanure deixou oficialmente de ser o controlador da Alliança. Vale lembrar que, atualmente, a componhia de saúde vale R$ 363 milhões em bolsa.

Light: mais uma fatia para a conta dos credores

O tombo de Tanure na Light, que atravessa um complexo processo de recuperação judicial, não foi tão grande, mas ocorreu de forma semelhante.

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A companhia informou que o Opus FIP passou a deter 9,9% das ações ordinárias da distribuidora de energia, equivalente a mais de 36,9 milhões de papéis.

A aquisição também decorreu da execução de garantias sobre as ações que pertenciam aos fundos de Tanure. Antes do movimento, o empresário possuía aproximadamente 18,94% da empresa do setor de energia elétrica.

Saída à vista?

Para quem acompanha o papel, o ponto crucial é o que os novos detentores das ações pretendem fazer com o negócio. No caso da Opus FIP, o fundo declarou que não tem a intenção de se manter como acionista.

Assim, o fundo está tomando providências para promover a venda das participações, informou em fato relevante divulgado. Além disso, destacou que as movimentações não visam alterar a estrutura administrativa das companhias.

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Enquanto os credores buscam reaver o capital, as operações das companhias seguem o curso normal, sem impacto imediato em suas atividades do dia a dia, de acordo com documento divulgado pelas próprias empresas.

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