Santander diz que o mercado minimiza os riscos do Banco do Brasil (BBAS3) e ignora outras boas ações; veja quais
Relatório do Santander destaca ações fora do consenso e aponta onde o mercado pode estar errando na precificação

O Santander revisitou suas principais teses de investimento na bolsa brasileira e selecionou ações que, na avaliação do banco, estão fora do consenso do mercado, tanto para posições compradas quanto vendidas. O objetivo era identificar empresas cujo potencial — positivo ou negativo — estaria sendo subestimado ou superestimado pelos investidores.
A revisão ocorre em um momento em que os analistas do banco avaliam que a rotação global de carteiras de ações de crescimento para papéis de valor pode favorecer o Brasil, frequentemente citado como um mercado de valor.
Nesse contexto, o banco buscou companhias onde distorções de percepção podem criar oportunidades ou riscos pouco refletidos nos preços das ações. Nomes grandes como Banco do Brasil (BBAS3), Suzano (SUZB3) e Lojas Renner (LREN3) aparecem em posições diferentes.
As teses foram organizadas em quatro grandes grupos, de acordo com o tipo de assimetria identificada pelos analistas:
- empresas sub-representadas nas carteiras,
- histórias de geração de caixa mal precificadas,
- casos em que riscos relevantes estariam sendo minimizados, e
- companhias pouco acompanhadas pelo mercado.
Empresas sub-representadas nas carteiras
Nesta categoria estão companhias com fundamentos sólidos, mas pouco presentes nas carteiras de ações dos investidores. Os analistas apontam a possibilidade de uma percepção errônea de valuations “cansados”, que teriam "passado do ponto".
1 – Orizon Valorização de Resíduos (ORVR3)
O Santander acredita que a aquisição da Vital posicionou a Orizon como uma das principais consolidadoras do mercado privado de tratamento de resíduos. Além disso, eles destacam o possível crescimento da empresa em frentes como biometano, biogás e créditos de carbono.
Leia Também
2 – Suzano (SUZB3)
Segundo o Santander, narrativas negativas em torno da celulose — especialmente ligadas à China — ainda pesam sobre o papel. O banco, porém, ressalta que a Suzano adotou medidas relevantes para mitigar esses riscos, como reajustes de preços. Além disso, restrições estruturais de oferta de madeira e preços abaixo do custo marginal tendem a pressionar produtores menos eficientes, o que pode favorecer a companhia. Para os analistas, o mercado trabalha com expectativas “excessivamente conservadoras” para a Suzano.
3 – Totvs (TOTS3)
Na visão do Santander, a Totvs combina crescimento de resultados, forte geração de caixa e eficiência no reinvestimento. O banco também destaca que a aprovação da aquisição da Linx pode destravar revisões positivas nas estimativas de médio e longo prazo.
Histórias de geração de caixa mal precificadas
Essa categoria reúne empresas cuja capacidade consistente de geração de caixa e disciplina de alocação de capital acabam ficando em segundo plano diante de movimentos táticos de curto prazo do mercado.
1 – Lojas Renner (LREN3)
O Santander avalia que as expectativas em torno da Renner estão excessivamente baixas e não refletem sua forte geração de caixa, posição de caixa líquida e potencial de retorno ao acionista via dividendos e recompra de ações. O relatório destaca ainda que a varejista costuma ser uma das principais portas de entrada de investidores estrangeiros no Brasil.
2 – Marcopolo (POMO4)
A Marcopolo desponta como um ativo de alta qualidade, com forte geração de fluxo de caixa livre. Embora a ação tenha sido pressionada por movimentos de realização de lucros, o Santander vê melhora da demanda à frente, impulsionada por cortes de juros e pela expectativa de pagamento de dividendos em 2026.
Riscos subestimados
Nesta última categoria, múltiplos baixos ou um otimismo marginal dos investidores acabam mascarando fragilidades relevantes nos fundamentos.
1 – Banco do Brasil (BBAS3)
O Santander inclui o Banco do Brasil como um caso em que o valuation não reflete adequadamente os riscos. Segundo os analistas, o aumento da inadimplência no agronegócio, a maior necessidade de provisões e a crescente dependência de resultados financeiros pressionam a tese. O banco também destaca que a influência governamental limita a flexibilidade estratégica da instituição e reduz o potencial de reprecificação das ações.
Empresas pouco acompanhadas
Aqui entram companhias menores ou com menor liquidez, que ainda carregam o estigma de problemas de execução no passado, apesar de avanços recentes nos fundamentos.
1 – Brava Energia (BRAV3)
A recente troca de CEO tende a melhorar a relação com acionistas, segundo o Santander. Os analistas esperam crescimento em 2026, sustentado por forte geração de caixa operacional, que pode abrir espaço para recompra de ações.
2 – Cogna (COGN3)
A Cogna é apontada como uma tese pós-reestruturação, com fundamentos mais consolidados a partir de 2026. O Santander destaca o ensino básico, especialmente nos primeiros anos da educação infantil, como principal motor de resultados nos próximos trimestres.
3 – IRB Brasil (IRBR3)
Segundo o banco, a governança do IRB evoluiu, a política de riscos tornou-se mais conservadora e a eliminação de prejuízos fiscais em 2025 pode abrir caminho para a retomada de dividendos em 2026.
4 – Randon (RAPT4)
Apesar da baixa liquidez, o Santander destaca os fundamentos sólidos da Randon. Para os analistas, o mercado subestima a companhia ao desconsiderar o valor da subsidiária Fras-le, além do potencial de forte geração de caixa com cortes de custos e menores investimentos (Capex).
5 – Ser Educacional (SEER3)
A Ser Educacional é vista pelos analistas como uma história bem-sucedida de reestruturação, mesmo diante da baixa liquidez. O relatório aponta forte geração de caixa, bom histórico de pagamento de dividendos e valuation considerado atrativo.
DA PRIMAVERA AO OUTONO?
Dólar a R$ 6, bolsa em queda de até 30% e juros mais altos: o que Wall Street espera do Brasil após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 13:51SANGRIA NA BOLSA
Ibovespa cai 14%, dólar sobe a R$ 5,40, mas nem todo mundo perdeu — entenda o caos nos mercados
26 de outubro de 2026 - 12:29DEPOIS DA BONANÇA, A TEMPESTADE
Ibovespa em choque: várias ações derretem mais de 40% após virada de Lula no segundo turno, apenas 6 sobem
26 de outubro de 2026 - 12:10BOTÃO DE PÂNICO
‘Circuit breaker’: o que é botão do pânico da bolsa, acionado após a reeleição de Lula
26 de outubro de 2026 - 10:48MODO DEFESA
Salve-se quem puder: Ibovespa pode tombar 17% após reeleição de Lula, avalia BTG; quais ações podem escapar?
26 de outubro de 2026 - 10:17NA CONTRAMÃO
Gavekal, importante casa de análise gringa, recomenda compra de ativos no Brasil após vitória de Lula; ações caem 30% lá fora
26 de outubro de 2026 - 10:01REPORTAGEM ESPECIAL
Lula venceu, e a festa da bolsa pode acabar: o que esperar dos investimentos agora?
25 de outubro de 2026 - 22:48MERCADOS
Petrobras despenca 12%, Vale cai 4% e EWZ tomba 19%: a reação imediata à vitória de Lula — e o que vem por aí
25 de outubro de 2026 - 22:28Conteúdo Empiricus
O teto do INSS hoje é de R$ 8.475,55, mas grupo de investidores recebeu o dobro com esse sistema; entenda
25 de outubro de 2026 - 11:00TOUROS E URSOS #293
Eleições podem destravar IPOs e novas emissões de dívida no Brasil? CEO da Nero Capital responde
23 de outubro de 2026 - 18:56O EFEITO DAS URNAS
Depois de lucrar com a alta do Ibovespa, tubarões se protegem no mercado, de olho em eleição mais acirrada
23 de outubro de 2026 - 17:53MERCADO DE FIIs
Fundo imobiliário ALZR11 vai ao mercado em busca de até R$ 530,5 milhões; veja os detalhes
23 de outubro de 2026 - 14:28SMALL CAPS EM ALTA
10 small caps que saltaram mais de 50% em outubro e lideram rali histórico na bolsa
23 de outubro de 2026 - 13:13NOVAS VITRINES
Allos (ALOS3) mira gestão de fundos imobiliários e vende fatias de shoppings à Kinea; confira os detalhes da parceria
23 de outubro de 2026 - 12:30AS 3 ESTAÇÕES
Ganho de até 50% em dólares: as ações que florescem na primavera da bolsa brasileira
22 de outubro de 2026 - 19:45MUDOU A META?
Meta (META) cai mais de 7% após balanço; veja 3 pontos para prestar atenção, segundo o Safra
22 de outubro de 2026 - 14:32PODCAST TOUROS E URSOS
Crescimento à vista? As oportunidades que podem surgir na bolsa e na renda fixa após as eleições
22 de outubro de 2026 - 11:00ENTRE CHIPS E TIJOLOS
A corrida da IA precisa de imóveis para data centers. E isso pode abrir espaço — e riscos — para os FIIs
21 de outubro de 2026 - 15:30ORGANIZANDO A CASA
Gigante à vista: Patria fica a um passo de unir quatro fundos imobiliários (FIIs) em um só
21 de outubro de 2026 - 11:20DECOLOU