O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Recurso Exclusivo para
membros SD Select.
Gratuito
O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.
Esse espaço é um complemento às notícias do site.
Você terá acesso DE GRAÇA a:
Sem a venda para o BRB, mercado exige prêmio maior para o risco aumentado das dívidas do banco e investidores aceitam vender com descontos de até 40% no preço
O prêmio de risco para comprar dívidas do Banco Master aumentou: de IPCA + 19% verificado na véspera (4), os Certificados de Depósito Bancário (CDBs) do banco apresentam nesta sexta-feira (5) retornos de até IPCA + 31,75%.
De queridinhos do mercado pela alta rentabilidade, os CDBs do Master agora são ‘non gratos’. Investidores não querem esperar um mês sequer para se desfazer dos papéis. Títulos com vencimento para outubro de 2025 aparecem com retornos de 177,5% do CDI, 30,75% ao ano ou IPCA + 26% na plataforma da XP.
A tentativa de venda acontece no mercado secundário, onde investidores negociam entre si a compra e venda de ativos.
Mas esses prêmios não são sem razão. As taxas dos CDBs do Banco Master e suas subsidiárias, como Will Bank e Banco Master de Investimentos, dispararam em uma nova onda de resgates antecipados — similar a que houve em abril deste ano.
Investidores estão se desfazendo dos seus papéis após a notícia de que o Banco Central indeferiu a compra do Banco Master pelo Banco de Brasília (BRB). Sem a aquisição, a percepção de risco sobre a dívida do banco aumentou.
A expectativa do mercado era que, com a compra pelo BRB, a liquidez do Master melhoraria, assim como o perfil de risco do banco. Sem o negócio, os problemas de caixa de curto prazo da instituição de Daniel Vorcaro voltam a preocupar.
Leia Também
Na quinta-feira (4), o levantamento do Seu Dinheiro registrou mais de 230 ofertas de CDBs do Banco Master nas prateleiras da XP e BTG. Um dia depois, a quantidade de títulos mais do que dobrou, chegando a quase 600 ofertas. E cada uma delas ainda tem uma quantidade em estoque desses papéis.
O principal motivo da tentativa de venda de uma fatia do Banco Master para o BRB é justamente a dificuldade de liquidez do banco. Grande parte do dinheiro do Master está travado em ativos de baixa liquidez, de modo que a instituição ficou sem caixa para arcar com os compromissos de curto prazo.
“O indeferimento reforça que algo está fora da linha. O Banco Central recusou o acordo, e a CVM apontou possíveis irregularidades financeiras. Investir agora em CDBs do Master, mesmo com taxas altas, é aceitar exposição a risco elevado. O risco de crédito, de o banco não honrar os compromissos, está turbinado”, diz Jeff Patzlaff, planejador financeiro e especialista em investimentos.
O BRB deve insistir na compra. Em fato relevante, o banco estatal do Distrito Federal afirma que apresentou solicitação de acesso à íntegra da decisão do BC, “com o objetivo de avaliar seus fundamentos e examinar as alternativas cabíveis”. Ou seja, por hora, o negócio está encerrado, sem garantia em relação ao futuro.
Se comprar os ativos significa lidar com um grande risco, vender não necessariamente é a melhor opção também.
“Vender no mercado secundário agora significa aceitar um desconto alto, porque o mercado vai exigir um prêmio maior para financiar o Master”, diz Enrico Gazola, economista e sócio-fundador da Nero Consultoria.
É justamente essa exigência de prêmio maior que fez as taxas dispararem nos últimos dois dias. As taxas têm uma correlação negativa com os preços dos CDBs. Quanto maior a taxa, menor é o preço. E é neste deságio de preço que os investidores estão absorvendo prejuízos que podem chegar a 40% do valor inicial do papel.
Debêntures e bonds da companhia de saneamento estão sendo penalizados em meio ao aumento da percepção de risco
Levantamento da Quantum Finance mostra que a reprecificação da renda fixa também chegou aos títulos de emissão bancária em março
Troca de CFO e possível venda de ativos animou os acionistas, mas repercussão nos títulos de dívida foi mais comedida
A guerra no Oriente Médio mexeu com a renda fixa em março; analistas indicam cautela e confiança no longo prazo para investir em meio às incertezas
Aumento nos casos de recuperações judiciais e extrajudiciais mexeu na precificação dos títulos de dívida
Os casos de recuperações judiciais e extrajudiciais se avolumam a cada dia e trazem à tona o papel das agências de classificação de risco, que ficaram atrás de alguns eventos, como Raízen e Banco Master
Em evento do Bradesco BBI, executivo defendeu uma lei de falência mais pró-credor, ante tantas recuperações judiciais e extrajudiciais
O AREA11, do BTG Pactual, estreou faz pouco tempo e traz duas novidades para o investidor que gosta de dividendos, mas quer se manter na renda fixa
Bitcoin e dólar também fecharam o mês no azul, mas com um caminho bem mais tortuoso do que o rentismo garantido de um juro em 15% ao ano
É hora de ser cauteloso em relação ao crédito privado de maior risco no mercado local, mas no exterior há boas oportunidades, dizem gestores
Excesso de dívida e queima de caixa preocupam investidores, que exigem prêmio maior para manter papéis na carteira
Tesouro fez recompras de títulos públicos ao longo da semana para diminuir a pressão vendedora, mas volatilidade deve continuar com escala da guerra no Oriente Médio
Preocupação com inflação levou o principal título da Inglaterra a oferecer 5% de juro, maior nível desde 2008; nos EUA, o Treasury de 30 anos chegou a 4,95%
O Copom reduziu a taxa Selic, mas o retorno da renda fixa continua o mais atrativo do mercado; confira as rentabilidades
Iniciativa do Tesouro acalmou o mercado de títulos públicos e tende a diminuir preços e taxas diante da crise com a guerra no Oriente Médio
Fundos de crédito começam a registrar resgates pelos investidores, mas volume ainda é pequeno — o risco é aumentar nos próximos meses
Alterações em prazos, juros ou conversões para ações podem afetar os títulos de dívida que têm a Raízen como devedora
As emissões com taxas prefixadas ofereceram 11,59% de juro ao ano — quase 1% ao mês isento de IR
Incerteza global mexeu nas taxas dos títulos públicos e interrompeu os ajustes na precificação dos títulos de renda fixa pela perspectiva de corte nos juros
Ciclo de queda da taxa básica de juros tende a aumentar a volatilidade no mercado secundário de crédito privado e lembrar ao investidor que renda fixa não é proxy de CDI