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O novo título público está disponível a partir desta segunda-feira (11); Tesouro promete investimento mais barato, seguro e negociado 24 horas
O Tesouro Direto entrou na briga com a poupança e as “caixinhas” dos bancos digitais com a oferta de um novo título público, focado em reserva de emergência. O Tesouro Reserva, disponível a partir desta segunda-feira (11) para alguns investidores, é o primeiro a ser negociado 24 horas por dia, sete dias por semana, com retorno de 100% da taxa Selic.
“Esse investimento tem três pilares principais: simplicidade, segurança e acessibilidade”, defendeu Daniel Leal, atual secretário do Tesouro Nacional, em evento de lançamento na sede da B3 nesta segunda.
O Tesouro Reserva funciona de maneira semelhante ao Tesouro Selic, título indexado à taxa básica de juros já bastante conhecido no mercado. Mas tem alguns benefícios adicionais, destaca Leal:
O investimento já está disponível para aportes, mas só para clientes do Banco do Brasil, diferentemente de outros ativos do Tesouro Direto.
Francisco Lassalvia, vice-presidente de negócios de atacado do banco, acredita que essa exclusividade pode gerar uma base de clientes maior para o BB, além de funcionar como uma forma de fidelização.
“Podemos receber mais atenção daquele cliente que opera no Banco do Brasil e em outro banco, por exemplo. Quando esse investimento vem para o BB, não é só sobre a operação do cliente no Tesouro Reserva, é preciso considerar o benefício da alocação dessa pessoa como um todo”, explicou.
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Porém, essa exclusividade não deve ser permanente. Embora ainda sem informações sobre prazos, o Tesouro Nacional afirma que está em negociação com outras grandes instituições financeiras para o oferecimento do título público.
O secretário do Tesouro Nacional também defende que o objetivo do ativo é a democratização do investimento.
Atualmente, mais de 30% dos brasileiros não possuem nenhum valor como reserva de emergência, considerado como o primeiro investimento que deve ser feito por qualquer pessoa. Trata-se de um colchão de segurança no caso de doenças, desemprego ou outros problemas.
Aportes com essa finalidade devem ser alocados em ativos com liquidez diária, que possam ser resgatados a qualquer momento, e com alta segurança. Ou seja, devem ser ativos com baixo risco de calote e que não sofra grandes variações nos preços de mercado, como as ações negociadas em bolsa, ou mesmo outros tipos de títulos públicos, como o Tesouro IPCA+.
Nesse caso, o Tesouro Reserva se destaca, pois conta com garantia do governo federal — o investidor está emprestando dinheiro para a União — e não tem marcação a mercado, que é justamente a variação diária dos preços.
Com a negociação 24h, a liquidez também é realmente diária. Diferentemente do Tesouro Selic, fundos de renda fixa de baixo risco e CDBs, os resgates não ficam restritos aos dias úteis e horário comercial.
A ideia do Tesouro Reserva é ser um instrumento de reserva de emergência e alcançar a população que ainda não investe. Por ser um título de baixa complexidade, Leal acredita que pode funcionar como a porta de entrada dos brasileiros rumo à educação financeira.
“O Tesouro Direto tem uma base de cerca de 3 milhões de investidores. Nossa expectativa é que, com esse novo título, esse número chegue a 10 milhões em até quatro anos”, afirmou.
Na nomenclatura oficial do Tesouro Direto, o Tesouro Reserva se chama Letra Financeira do Tesouro série TD1, ou LFT-TD1.
A infraestrutura desse investimento foi criada pelo Tesouro Nacional em parceria com a B3, de forma que permita operações em qualquer horário, inclusive de madrugada, fins de semana e feriados.
Na visão de Felipe Paiva, diretor relacionamento com clientes e pessoa física da B3, ele serve para eliminar um entrave de investimento para muitos brasileiros: a marcação a mercado, a oscilação de preço diária desses papéis.
Ou seja, a renda fixa, na maioria das vezes, não é tão fixa assim. Essa classe de ativos garante um retorno no vencimento da aplicação financeira, porém, no meio do caminho, é normal perceber alterações nos preços e taxas.
Essas variações costumam afetar mais títulos públicos que tem parte ou toda a remuneração prefixada, como o Tesouro Prefixado e o Tesouro IPCA+, a depender dos acontecimentos do mercado.
Já no Tesouro Selic, que tem remuneração pós-fixada e atrelada à Selic, a marcação a mercado é menor. O Tesouro Reserva surge como um ativo que não tem oscilação alguma.
Segundo Paiva, essa é uma característica indispensável em um título com foco em reserva de emergência para que o investidor não tenha prejuízos ao resgatá-lo antes do vencimento para honrar alguma emergência.
Quando o assunto é investimento com liquidez diária e facilidade de investimento, dois tipos de ativos surgem à mente com facilidade: a caderneta de poupança e os “cofrinhos” ou “caixinhas” dos bancos digitais.
A poupança é o destino das aplicações de 22% dos brasileiros, sendo ainda o ativo favorito da população.
O retorno mensal da caderneta é de, no máximo, 0,5% ao mês + taxa referencial (TR), o que resulta, em média, em 6,17% ao ano, podendo ser um pouco mais que isso.
Para efeito de comparação, a taxa Selic, que serve como referência do Tesouro Reserva, atualmente está em 14,5% ao ano — cerca de 8 pontos percentuais a mais. Mesmo sendo um investimento tributado, o Tesouro Reserva consegue ser mais rentável que a poupança, que é isenta de imposto de renda.
Já os cofrinhos se popularizaram com o crescimento dos bancos digitais entre os brasileiros. As chamadas caixinhas costumam oferecer rendimento de 100% do CDI (Certificado de Depósito Interbancário) e liquidez diária.
No entanto, cabe ressaltar que são investimentos bancários e estão sujeitos ao risco de cada instituição, embora tenham a segurança do FGC (Fundo Garantidor de Crédito). Ainda assim, o FGC só cobre até R$ 250 mil por CPF, por instituição financeira, incluindo principal e juros.
Além disso, há um limite de cobertura de R$ 1 milhão por CPF, considerando todas as instituições financeiras emissoras e investimentos cobertos (poupança, conta-corrente, CDB, LCI, LCA etc.)
Já o novo título do Tesouro Direto é, como todo título público, emitido pelo governo, considerado o risco mais baixo da economia brasileira.
Ainda assim, o secretário do Tesouro Nacional defende que o ativo não surgiu para “brigar” com esses outros investimentos já conhecidos, mas sim para ser mais uma alternativa e atingir públicos que “acham que não precisam investir. É uma mudança para a sociedade.”
Em relação ao pagamento de impostos, o Tesouro Reserva segue as mesmas regras dos demais títulos do Tesouro Direto.
Há cobrança de Imposto de Renda sobre os rendimentos no momento do resgate ou do vencimento, com alíquotas regressivas: quanto mais tempo o investimento permanecer aplicado, menor o imposto:
Para aplicações resgatadas em até 30 dias, pode haver cobrança de IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), que é também regressiva e zerada após esse período.
Vale lembrar que o imposto é retido na fonte. Ou seja, a cobrança é automática, feita pela instituição financeira, sem necessidade de qualquer pagamento adicional por parte do investidor.
Perceba que, mesmo com a cobrança de IR, o título entrega um retorno maior que a caderneta de poupança — que é isenta —, considerando um aporte de R$ 1 mil pelo prazo de um ano:
| Título | Investimento inicial | Taxa anual* | Prazo (meses) | Valor final |
|---|---|---|---|---|
| Caderneta de poupança | R$ 1.000,00 | 6,17% | 12 | R$ 1.061,70 |
| Tesouro Reserva | R$ 1.000,00 | 14,5% | 12 | R$ 1.119,62 |
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