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Copom reduziu a taxa básica em mais 0,25 ponto percentual nesta quarta (29), diminuindo retorno das aplicações pós-fixadas
O Comitê de Política Monetária do Banco Central (Copom) fez um novo corte de 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros nesta quarta-feira (29). Com isso, a Selic passa de 14,75% para 14,50% ao ano, conforme já era amplamente esperado pelo mercado.
O segundo ajuste do atual ciclo de afrouxamento monetário reduz um pouco mais o retorno das aplicações financeiras indexadas aos juros, seja à taxa Selic ou ao CDI.
É o caso daquelas aplicações usadas para reserva de emergência, como os títulos públicos Tesouro Selic; dos títulos bancários CDBs, LCIs e LCAs, quando indexados ao CDI; os títulos de crédito privado como debêntures, CRIs e CRAs indexados ao CDI; e os fundos que investem nesses tipos de papéis.
A rentabilidade da chamada renda fixa pós-fixada, porém, continua bastante elevada, dado que a taxa de 14,50% é alta não apenas em termos nominais, como também em termos reais, isto é, frente à inflação esperada.
Com isso, mesmo os investimentos mais conservadoras mantêm retornos acima da inflação, mesmo com a pressão sobre os preços pela alta do preço do petróleo com a guerra no Irã.
Entre eles se incluem aqueles usados para a reserva de emergência: o título pós-fixado do Tesouro Direto (Tesouro Selic), os fundos de taxa zero que investem em Tesouro Selic, do tipo Selic Simples; e os CDBs de grandes bancos com liquidez diária.
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A mudança na Selic não altera a regra de remuneração da poupança, que continua pagando seu tradicional 0,50% ao mês mais Taxa Referencial (TR).
Com a Selic em 14,50% ao ano (e supondo um CDI um pouco inferior, de 14,40%, como costuma acontecer), as rentabilidades mensais e anuais líquidas das principais aplicações financeiras conservadoras ficam assim:
| Investimento | Retorno líquido em 1 mês* | Retorno líquido em 1 ano** |
|---|---|---|
| Poupança | 0,67% | 8,39% |
| Tesouro Selic 2031 (via Tesouro Direto) | 0,83% | 11,79% |
| CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero | 0,87% | 11,88% |
| CDI bruto | 1,13% | 14,40% |
A expectativa, porém, é de que a Selic ainda caia mais até o fim do ano, terminando 2026 na casa dos 13%. Isso significa que, para prazos um pouco maiores, a rentabilidade das aplicações conservadoras pode ser menor que a projetada na tabela.
Assim, para dar uma ideia melhor de como ficará a rentabilidade dos investimentos conservadores daqui para frente, vamos simular a aplicação para os prazos de um e dois anos utilizando as estimativas do mercado para a Selic e o CDI (DI futuro) para junho de 2027 (14,10%) e abril de 2028 (13,91%), respectivamente.
Repare que ambas as previsões já precificam uma Selic menor que a atual, estimando que o BC vai cortar a taxa básica de juros.
Vale frisar, no entanto, que essas projeções podem mudar a partir da decisão do Copom de hoje, bem como das sinalizações do Banco Central para as próximas reuniões. Além disso, as projeções para a poupança continuam considerando a TR de março, que também pode mudar daqui para a frente.
| Investimento | Retorno líquido em 1 ano* | Retorno líquido em 2 anos** |
|---|---|---|
| Poupança | 8,39% | 17,48% |
| Tesouro Selic 2031 (via Tesouro Direto) | 11,54% | 25,16% |
| CDB 100% do CDI ou fundo Tesouro Selic de taxa zero | 11,63% | 25,29% |
| LCI 90% do CDI | 12,61% | 26,42% |
Veja, na tabela a seguir, quanto você teria ao final de cada período caso aplicasse R$ 100 mil em cada um desses investimentos, nas circunstâncias da simulação anterior:
| Investimento | Quanto você teria após 1 ano | Quanto você teria após 2 anos |
|---|---|---|
| Caderneta de poupança | R$ 108.388,20 | R$ 117.480,02 |
| Tesouro Selic 2031 | R$ 111.543,24 | R$ 125.157,19 |
| CDB ou fundo Tesouro Selic 100% do CDI | R$ 111.632,50 | R$ 125.291,65 |
| LCI 90% do CDI | R$ 112.605,20 | R$ 126.419,47 |
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