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TOUROS E URSOS #271

Renda fixa sob pressão: o crédito privado ainda é uma oportunidade diante das recuperações judiciais?

No Touros e Ursos desta semana, Ulisses Nehmi, CEO da Sparta, fala sobre o panorama das empresas e as oportunidades nos títulos de dívida

O cenário de juros elevados por um período prolongado no Brasil começou a cobrar seu preço sobre o setor de crédito corporativo. Apenas neste ano, nomes grandes como Raízen, Pão de Açúcar e Grupo Toky (dona da Tok&Stok e Mobly) entraram com pedidos de recuperação judicial ou extrajudicial, gerando um clima de desconfiança nos investidores.

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Apesar da repercussão das manchetes, Ulisses Nehmi, CEO da Sparta, descarta a existência de uma crise sistêmica ou de uma "onda de quebradeira" no país. Em entrevista ao podcast Touros e Ursos, do Seu Dinheiro, ele afirma que foram casos isolados de empresas que já apresentavam níveis de endividamento elevados.

Segundo o gestor, casos de empresas muito conhecidas transmitem uma sensação de instabilidade generalizada, mas que não se sustenta tecnicamente.

“A gente não vê tanto o risco de quebradeira. Principalmente nas empresas de melhor qualidade, com mais musculatura financeira. De modo geral, o ambiente é saudável", afirma Nehmi.

O gestor afirma que é preciso separar o desempenho operacional das empresas da percepção de risco gerada pelo noticiário político e econômico. Para ele, o mercado brasileiro está em um processo de ajuste monetário, em que a cautela deve prevalecer na seleção de ativos.

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Comprar ou vender crédito corporativo?

Um dos principais pontos de atenção destacados por Nehmi é a distorção de preços no mercado de crédito.

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Devido à alta demanda por renda fixa, os spreads de crédito — diferença na taxa paga pelas empresas em relação às taxas dos títulos públicos, que remuneram o risco corporativo — ficaram excessivamente baixos nos últimos meses.

Recentemente, os investidores passaram a exigir mais taxa. Esse ajuste diminuiu o preço dos títulos e pode resultar em rendimentos negativos temporários para os investidores de fundos de debêntures. E esse retorno negativo, mesmo que pontual, costuma gerar uma onda de pedidos de resgate por parte dos investidores que buscam segurança absoluta na renda fixa.

Nehmi descreve esse movimento como um ciclo vicioso: o aumento dos resgates força os gestores a vender títulos para honrar os pagamentos, o que pressiona ainda mais os preços para baixo. O gestor avalia que o mercado ainda não concluiu esse processo de ajuste de preços, sugerindo que os spreads podem sofrer novas oscilações antes de atingirem uma taxa atrativa para novas entradas.

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Acontece que essa oscilação de preços e taxas, com retornos negativos, é ruim para o investidor de renda fixa, que não espera volatilidade em seus investimentos.

Nehmi aponta que, em momentos de estresse, muitos investidores abandonam posições justamente quando os ativos começam a oferecer melhores taxas de retorno futuro e perdem boas oportunidades.

Estratégias de alocação e a isenção de IR

Para Nehmi, o momento atual ainda não é uma janela de entrada definitiva no crédito privado. O gestor acredita ser melhor aguardar uma estabilização dos preços das debêntures.

O CEO da Sparta recomenda atenção às oportunidades em títulos isentos. Com os juros em patamares elevados, o benefício da isenção de imposto de renda em ativos como debêntures incentivadas e LCI/LCA torna-se um diferencial matemático relevante — o ganho adicional pode chegar a 2,5% ao ano frente as alternativas tributadas.

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Além disso, o gestor vê valor em posições indexadas à inflação (IPCA+) e prefixadas para quem possui um horizonte de investimento de longo prazo.

Segundo ele, as taxas reais estão elevadas ao ponto de a relação entre risco e retorno estar assimétrica a favor do investidor. A estratégia sugerida é "travar" esses retornos altos em títulos que não exijam liquidez imediata, permitindo que o investidor mantenha rentabilidades extraordinárias quando o juro se normalizar.

Destaques da semana

No encerramento, o episódio apresenta o quadro "Touros e Ursos", uma analogia tradicional do mercado financeiro em que o Touro simboliza a alta e o Urso representa a queda.

O Urso da semana ficou para o Banco do Brasil (BBAS3), que decepcionou ao revisar suas projeções de lucro no ano para baixo, depois de meses de deterioração dos resultados financeiros.

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Outro destaque negativo foi o senador Flávio Bolsonaro (PL/RJ), pré-candidato à presidência da República. Nesta semana, a imprensa revelou conexões entre o político e o ex-banqueiro investigado por fraudes contra o sistema financeiro Daniel Vorcaro.

Do lado positivo, os Touros da semana destacaram a resiliência de ativos sólidos. A renda fixa foi o principal destaque positivo, sendo classificada por Nehmi como uma oportunidade imperdível no patamar atual de juros. A Petrobras (PETR4) também brilhou após ser apontada como a petroleira mais lucrativa do mundo no primeiro trimestre, beneficiada pela eficiência operacional e pelo cenário cambial.

Confira o episódio completo do Touros e Ursos

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31 de março de 2026 - 19:40
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