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Operações de até R$ 1mil representaram 55% do total de transações do Tesouro Direto em abril, com foco no pequeno investidor

O Tesouro Reserva, novo título do Tesouro Direto para reserva de emergência, estreou oficialmente em 11 de maio. Mas muito antes do lançamento oficial, um grupo seleto de investidores teve acesso ao papel e movimentou milhões.
Somente na fase de testes restrita a um grupo seleto de investidores do Banco do Brasil, o Tesouro Reserva movimentou R$ 62,88 milhões. Os dados são do Balanço do Tesouro Direto e indicam que a demanda pelos títulos públicos para reserva de emergência já estava alta.
Abril foi o mês com maior volume de vendas: R$ 60,3 milhões. Março e fevereiro somaram R$ 2,6 milhões em vendas do Tesouro Reserva.
Dois diferenciais no novo título do Tesouro Direto chamam a atenção e atraem os investidores.
Diante de uma taxa de juros de 14,5% ao ano, ter um investimento tão acessível — que permite aportes a partir de R$ 1 —, com a garantia de pagamento do governo federal é extremamente atrativo.
Não por acaso, os dados preliminares de vendas do Tesouro Reserva em maio, até o dia 22, já somam mais de R$ 1 bilhão, conforme dados do Tesouro Nacional.
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Para efeito comparativo, a venda de Tesouro Prefixado em todo o mês de abril não atingiu R$ 1 bilhão, ficou em R$ 971,6 milhões.
O Tesouro Direto registrou um volume total de vendas de R$ 8,55 bilhões em abril de 2026.
A maior parte da demanda dos investidores se concentrou nos títulos indexados à taxa básica de juros. O Tesouro Selic respondeu por 55,4% das vendas totais, somando R$ 4,74 bilhões no período.
Na sequência aparecem os títulos indexados à inflação (Tesouro IPCA+), que registraram 19,2% da procura, enquanto os títulos prefixados ficaram com 11,4%.
Antes do Tesouro Reserva, o Tesouro Selic era o título de renda fixa considerado mais seguro e estável do mercado financeiro. O papel também rende 100% da taxa Selic. Apesar de ter oscilação diária de preço, ela é bem baixa e garante uma boa transparência e previsibilidade de retorno.
O relatório do Tesouro Direto de abril também aponta que o programa segue focado em pequenos poupadores.
Das 938.747 operações de venda realizadas em abril, 55% foram de valores até R$ 1.000. Quando considerada a faixa de até R$ 5.000, o percentual sobe para 78% das operações.
Quanto aos prazos, a concentração maior ocorreu em títulos de curto e médio prazo. Os papéis com vencimento entre 1 e 5 anos representaram 62,6% do total vendido. Já os títulos de longo prazo, com vencimento acima de 10 anos, corresponderam a 18,3% das emissões do mês.
É possível que o Tesouro Reserva se aproxime da demanda do Tesouro Selic nos próximos meses e chegue a superá-lo quando estiver disponível em mais bancos.
O estoque total do Tesouro Direto atingiu R$ 242,3 bilhões em abril, uma elevação de 41,8% em comparação ao mesmo mês do ano anterior.
Embora o Tesouro Selic tenha a maior demanda, são os papéis Tesouro IPCA+ que detêm a maior fatia do estoque acumulado, com 51,3% do volume total. Então vêm os indexados à Selic (36,7%) e os prefixados (12,1%).
MENOS RETORNO
MAIS SEGURANÇA
CRÉDITO PRIVADO
CRÉDITO PRIVADO
CRÉDITO PRIVADO
CRÉDITO PRIVADO
RENDA FIXA
CREDOR X ACIONISTA
CARTEIRA RECOMENDADA
RENDA FIXA
CRÉDITO (IN)SEGURO
RENDA FIXA
RENDA FIXA + ETFS
BALANÇO DO MÊS
DEBÊNTURES E BONDS
NÃO FORAM SÓ AS AÇÕES
RENDA FIXA
MEDO NO AR
SIMULAÇÃO