Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Monique Lima

Monique Lima

Monique Lima é jornalista com atuação em renda fixa, finanças pessoais, investimentos e economia, com passagem por veículos como VOCÊ S/A, Forbes, InfoMoney e Suno Notícias. Formada em Jornalismo em 2020, atualmente, integra a equipe do Seu Dinheiro como repórter, produzindo conteúdos sobre renda fixa, crédito privado, Tesouro Direto, previdência privada e movimentos relevantes do mercado de capitais.

NEM PAPAI NOEL RESOLVE

Raízen (RAIZ4) precisa de quase uma “Cosan” para voltar a um nível de endividamento “aceitável”, dizem analistas

JP Morgan rebaixou a recomendação das ações de Raízen e manteve a Cosan em Neutra, enquanto aguarda próximos passos das empresas

Monique Lima
Monique Lima
22 de dezembro de 2025
10:42 - atualizado às 10:05
Raízen cosan
Cosan e Raízen - Imagem: CanvaPro/Divulgação

Falta pouco mais de uma semana para a estreia de 2026 e o momento é de sonhar com a Mega-Sena da Virada: R$ 1 bilhão na conta para iniciar um ano novo é o ápice do milagre natalino. Não no caso da Raízen (RAIZ4). R$ 1 bilhão na conta da empresa não faz nem cócegas.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O milagre natalino que a Raízen precisa equivale a quase uma Cosan inteira, se considerarmos o valor de mercado da holding que controla a distribuidora de combustíveis. Nada menos que R$ 18 bilhões.  

Esse valor foi apresentado pelo JP Morgan em relatório desta segunda-feira (22). De acordo com o banco norte-americano, com esse montante em caixa, a empresa conseguiria voltar para um nível de alavancagem (cálculo da dívida líquida em relação ao lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 2,5 vezes.  

O valor é uma estimativa para aumento de capital e não considera possíveis vendas de ativos. Controladora da Raízen, a Cosan vale hoje aproximadamente R$ 20 bilhões na B3. 

A Raízen enfrenta desafios financeiros há alguns trimestres. Com um modelo de negócio que exige muito capital, a empresa aumentou o endividamento, ao mesmo tempo em que as margens de lucro do setor de combustíveis diminuíram. Em paralelo, as altas taxas de juros deixaram o ambiente de crédito ainda mais caro.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

O momento é de alavancagem elevada, dificuldade de geração de caixa e lucro bastante comprimido (na verdade, prejuízo no último trimestre).  

Leia Também

Ações da Raízen rebaixadas  

“Embora não enfrente problemas de liquidez no curto prazo, acreditamos que a necessidade de aumento de capital prejudicará o otimismo dos investidores”, diz o relatório do JP Morgan.  

O banco rebaixou a recomendação para as ações da Raízen de overweight (equivalente a compra) para neutro. Atualmente, os papéis RAIZ4 valem menos de R$ 1 na bolsa e o banco não estabeleceu um preço-alvo.  

Os analistas veem uma série de desafios para a empresa pela frente e preferem se manter cautelosos em relação à tese de investimento. “A alta alavancagem (4x no quarto trimestre de 2026) e a queima de caixa nos próximos dois exercícios fiscais continuam sendo as principais preocupações para o caso de investimento da Raizen”, diz o relatório.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o cenário esperado para o setor de açúcar e etanol não é dos melhores. Analistas apontam excesso de oferta em ambos os mercados e preços do petróleo em queda — o que deixa a gasolina mais competitiva em relação ao etanol.  

JP Morgan prefere a Cosan  

O JP Morgan também possui recomendação neutra para as ações da Cosan (CSAN3). Entretanto, os analistas afirmam que os papéis da holding são preferíveis frente aos da Raízen.  

“Trata-se de uma estratégia alavancada para aproveitar as taxas de juros mais baixas do Brasil e um cenário de mercado mais favorável antes das eleições”, diz o relatório.  

Os analistas acreditam que o gatinho de queda da taxa Selic deve favorecer a empresa e veem como positivo a entrada do BTG Pactual e da Perfin como parceiros para fortalecer a governança da holding.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Entretanto, a capitalização da Raízen e a venda de ativos não essenciais ainda fazem sombra à empresa.  

O preço-alvo estabelecido para a Cosan foi de R$ 6,00, com pouco potencial de valorização frente os R$ 5,27 atuais.  

“Considerando um desconto de 25% em relação ao valor presente líquido, consistente com uma série de holdings da América Latina, não vemos potencial de valorização significativo para as ações”, diz o relatório.  

Pitadas de otimismo  

Apesar das restrições, os analistas reconhecem que a Raízen tem feito o dever de casa. O JP Morgan estima R$ 500 milhões em economia anual com despesas e foco no programa de desinvestimento, que poderá render até R$ 10 bilhões para ajudar a reduzir a dívida bruta total.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Além disso, o banco vê um ambiente melhor para o negócio de distribuição de combustíveis em 2026, com recuperação das margens e dos volumes, “à medida que o governo busca atingir os distribuidores ligados à sonegação fiscal, que prejudicam a concorrência leal”, diz o relatório. 

Na sexta-feira (19), a empresa anunciou a venda da divisão de comercialização de energia no mercado livre para a Tria Energia, empresa controlada pela gestora Pátria Investimentos. O valor da transação não foi divulgado. 

No mesmo dia, a Bloomberg veiculou que Shell e Cosan — acionistas controladoras da Raízen — avaliam, junto com o BTG Pactual, uma possível injeção de capital que pode chegar a R$ 10 bilhões. O BNDES também é um dos possíveis interessados em entrar com dinheiro novo na companhia.

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
TEMPORADA DE BALANÇOS

Com frete grátis no Brasil, Mercado Livre (MELI34) bota o pé no acelerador em vendas, mas lucro cai e margens seguem pressionadas no 1T26

7 de maio de 2026 - 17:32

Mesmo com receita acima do esperado e forte aceleração das vendas, o Mercado Livre registrou queda no lucro líquido e pressão nas margens no primeiro trimestre de 2026

REAÇÃO AO BALANÇO

Banco Inter desaba em NY após balanço do 1T26: ação chega a cair mais de 14% — o que assustou o mercado?

7 de maio de 2026 - 16:46

Lucro recorde e avanço no ROE não foram suficientes para segurar as ações nesta sessão; veja o que pressiona os papéis hoje

É SÓ O COMEÇO

JP Morgan deu veredito de compra para a Natura (NATU3) após alta de quase 50% em 2026. Quanto é possível lucrar agora?

7 de maio de 2026 - 16:06

Ação saltou mais que o triplo do Ibovespa desde o início de 2026, mas os analistas do JP Morgan calculam que o papel ainda tem espaço para subir

TECNOLOGIA NA BOLSA

Nem o medo da IA segurou: Totvs (TOTS3) sobe na bolsa após balanço forte; veja o que dizem os analistas

7 de maio de 2026 - 14:33

Companhia entregou margem recorde, crescimento da receita recorrente e primeiros sinais positivos da aquisição da Linx

NO SHAPE

Smart Fit (SMFT3) puxa ferro no 1T26: lucro salta 47%, e ações sobem forte na bolsa — veja se ainda dá tempo de entrar

7 de maio de 2026 - 12:14

Parte do resultado da rede de academias foi impulsionado pelo desempenho do peso-pesado TotalPass Brasil

COM ENERGIA RENOVADA

Axia (AXIA3) prepara sucessão do CEO Ivan Monteiro; e agora, quais serão os desafios do novo líder da elétrica?

7 de maio de 2026 - 12:03

O executivo é o único brasileiro a comandar as duas maiores empresas de energia do Brasil: Petrobras e Axia, ex-Eletrobras

REAÇÃO AO RESULTADO

Nem o lucro acima do esperado salva o Bradesco (BBDC4) na bolsa hoje, e ação cai forte na B3. Mercado ainda não comprou a virada?  

7 de maio de 2026 - 11:30

Balanço do 1T26 veio sólido, mas dúvidas sobre crédito, provisões e consistência da recuperação continuam no radar; veja o que dizem os analistas

1T26 À PROVA

“Isso não é piora de risco”, diz CEO do Bradesco (BBDC4) após salto nas provisões do 1T26; desafio agora é convencer o mercado

7 de maio de 2026 - 10:55

Alta de 26,5% nas provisões chama atenção no trimestre, mas Marcelo Noronha muda o foco e revela aposta para o motor da rentabilidade em cenário mais desafiador

PRÉVIA DO BALANÇO

Mercado Livre (MELI34) segue movendo céus e terra para crescer: no 1T26, vendas devem subir forte, enquanto lucro não acompanha

7 de maio de 2026 - 10:33

Por aqui, o desafio é a competição com outras plataformas de e-commerce, lá fora o objetivo é impulsionar o Mercado Pago; veja as projeções para o balanço do 1T26

ENTREVISTA EXCLUSIVA

‘30% de ROE é atingível’: CFO do Inter afirma estar ‘mais convencido do que nunca’ no plano 60-30-30 — mas relógio da rentabilidade segue correndo

7 de maio de 2026 - 8:07

Banco entrega lucro recorde, cresce acima do mercado; Santiago Stel revela estar ainda mais confiante com relação à meta ambiciosa para 2027

QUAL O FOCO AGORA

“2026 ainda é um ano muito incerto”, diz CFO da Espaçolaser; veja como foi o resultado no 1T26, e como empresa trará retorno ao acionista

6 de maio de 2026 - 20:47

“A companhia vem em uma trajetória de melhora em todos os indicadores. Então não é só crescer, mas com rentabilidade”, disse o diretor em entrevista ao Seu Dinheiro

SD ENTREVISTA

Nem o “trimestre mais fraco” segurou a Mater Dei (MATD3): lucro salta quase 80% no 1T26 e CEO aposta em virada das ações

6 de maio de 2026 - 20:07

Mesmo com menos dias úteis, companhia inicia o ano com lucro líquido ajustado de R$ 36,3 milhões nos três primeiros meses de 2026; veja outros destaques do balanço

BALANÇO 1T26

Ânima (ANIM3) sente as dores e delícias das novas regras do EaD, mas CEO crava: ‘mais positivo do que negativo’; veja destaques do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:10

A CEO Paula Harraca e o CFO Átila Simões da Cunha disseram ao Seu Dinheiro que o novo marco regulatório impulsionou os resultado, mas a adaptação às novas modalidades pressionou a evasão de alunos no período

BALANÇO

Moura Dubeux (MDNE3) tem lucro recorde de R$ 156 milhões e VGV sobe 255%; CEO revela o motor dos números do 1T26

6 de maio de 2026 - 18:03

Em um cenário pressionado pela inflação, a Moura Dubeux utilizou o modelo de condomínio fechado para se blindar, conta o Diego Villar, CEO da empresa

RESULTADO

Bradesco (BBDC4): lucro de R$ 6,8 bilhões no 1T26 mostra que a recuperação está de pé — dá para acelerar?

6 de maio de 2026 - 18:03

Lucro cresce pelo nono trimestre seguido e ROE continua a superar o custo de capital; confira os destaques do balanço

DE VOLTA À VITRINE

O pior ficou para trás? Lucro da C&A (CEAB3) dispara mais de 200% no 1T26, e ação lidera altas do Ibovespa

6 de maio de 2026 - 14:07

Resultado do primeiro trimestre do ano sinaliza retomada no vestuário e afasta dúvidas sobre problemas estruturais na operação

PRÉVIA DOS RESULTADOS

O duelo dos bancos digitais ficou mais difícil: Inter e Nubank encaram novo teste em 2026; veja o que esperar dos balanços do 1T26

6 de maio de 2026 - 13:12

Expansão continua forte, mas avanço do crédito e aumento de provisões colocam qualidade dos resultados em xeque; o que dizem os analistas agora?

REAÇÃO AO BALANÇO

O ‘efeito Itaú’: o que fez um bom balanço virar gatilho de queda para as ações ITUB4 no 1T26

6 de maio de 2026 - 12:07

Lucro vem em linha, ROE segue elevado, mas ações caem após balanço; entenda se “fazer o básico” já não basta para o mercado

A FÓRMULA DO ITAÚ

Itaú (ITUB4) dribla inadimplência outra vez — e CEO revela o ‘segredo’ para crescer sem perder a mão no crédito em 2026

6 de maio de 2026 - 11:08

Milton Maluhy Filho afirma que aposta em ajuste fino no crédito e foco em clientes “certos”; veja a estratégia do CEO do banco

RECUPERAÇÃO EXTRAJUDICIAL

GPA (PCAR3) pode respirar aliviado: varejista aprova renegociação de dívidas, mas há um risco para os acionistas no futuro

6 de maio de 2026 - 9:46

Com o acordo, a maior parte da dívida renegociada será paga apenas a partir de 2031, o que ajuda o caixa da empresa, mas há risco de diluição da participação no futuro

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia