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Após fraude bilionária e quase desaparecer da B3, o IRB tenta se reconstruir e começa a voltar ao radar dos analistas
Já se passaram mais de cinco anos desde a descoberta de fraudes nos balanços do grupo ressegurador IRB(Re) (IRBR3), em um dos episódios mais comentados do mercado de capitais brasileiro.
O estopim veio em fevereiro de 2020, quando a gestora Squadra divulgou uma carta questionando os resultados da companhia. A repercussão ganhou escala internacional ao envolver Warren Buffett.
O bilionário e lendário investidor da Berkshire Hathaway tratou de desmentir publicamente os executivos do IRB, em uma frase que entrou para os anais do mercado:
“Não tenho [ações do IRB], nunca tive e nem quero ter.”
Após uma devassa nos números, a nova administração identificou um conluio entre altos executivos e funcionários, que omitiram mais de R$ 1,3 bilhão em sinistros pagos, além de outras inconsistências contábeis.
No mês passado, o IRB(Re) informou que venceu a arbitragem contra os antigos executivos e deverá receber uma indenização. A empresa cobra cerca de R$ 650 milhões, segundo reportagem do Valor Econômico.
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Desde então, o IRB tenta virar a página, num processo de reorganização sob o comando de Marcos Falcão, presidente há três anos.
A faxina nos números começa a dar resultado. A ação voltou a entrar no radar — e até nas recomendações — de alguns gestores e analistas. Mas com um consenso: o novo IRB não será nem sombra da potência que dizia ser antes do “efeito Squadra”.
Na carta de 2020, a Squadra apontava que a rentabilidade do IRB era fora da curva. Enquanto a mediana de ROE das resseguradoras globais era de 5% em 2018, o IRB reportava 34% — com projeções de até 45% para 2020.
Agora, com os números “limpos”, o mercado começa a enxergar os resultados reais da companhia. “O IRB vai ser um negócio de resseguros como outro qualquer”, resume um gestor.
O preço das ações, aliás, reflete a desconfiança: os papéis acumulam queda de 96% desde a revelação das fraudes e seguem próximos das mínimas históricas. A empresa vale hoje R$ 3,8 bilhões na B3.

No segundo trimestre deste ano, os prêmios emitidos pelo IRB caíram 6% em relação ao mesmo período de 2024 — uma melhora frente ao primeiro trimestre, quando o recuo foi de 13%.
A empresa encerrou ou deixou expirar contratos não lucrativos e vem repetindo o mantra: só crescerá se encontrar contratos rentáveis. Também espera retomar participação no segmento de seguros de vida.
O maior gatilho para a ação, porém, pode estar nos dividendos. Suspensos desde o escândalo, eles devem voltar em 2026. Na teleconferência do 2º trimestre, Falcão afirmou que o IRB pretende ser novamente um pagador relevante, e uma nova política de dividendos pode ser apresentada já no próximo trimestre.
A reportagem do Seu Dinheiro procurou o IRB, mas a companhia não quis dar entrevista.
A estratégia de 2024 foi concentrar operações no Brasil — “um mercado onde somos líderes e que conhecemos profundamente”, segundo a companhia.
Agora, o IRB volta a mirar o mercado internacional, em busca de margens semelhantes às conquistadas localmente. Para isso, investe em treinamento de equipes, melhoria de processos e práticas de governança globais.
Mas o movimento não é consenso no mercado. Isso porque o escândalo encolheu a operação e o quadro de pessoal, e ainda há dúvidas sobre a capacidade de execução.
A empresa diminuiu de tamanho, perdeu pessoas. Agora ainda está em processo de normalização. Quanto a investir, depende do valuation. Hoje temos uma posição pequena nos portfólios, mas isso pode mudar de um dia para o outro”, disse um gestor.
Em um relatório recente, os analistas do J.P. Morgan também se mostraram cautelosos com o IRB:
“Estamos vendo o mercado interno encolher (-15%) versus uma expansão internacional (+36%), uma combinação mais arriscada. Na nossa visão, o potencial de lucro dos negócios no exterior ainda não está claro.”
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