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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

AMBIÇÃO GLOBAL

Revolut quer virar “banco de verdade” em 100 países — e acaba de destravar a licença em casa

Fintech recebe licença bancária no Reino Unido e lança oficialmente o Revolut Bank UK, acelerando o plano de se tornar uma plataforma financeira global

Camille Lima
Camille Lima
11 de março de 2026
12:48 - atualizado às 12:55
Revolut.
Revolut. - Imagem: Divulgação

A jornada da Revolut para se transformar em um banco global acaba de atingir um novo marco. A fintech britânica recebeu nesta quarta-feira (11) a tão esperada licença bancária no Reino Unido, seu mercado de origem.  

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A autorização foi concedida pelo Prudential Regulation Authority (PRA), regulador do sistema bancário britânico, e permite à fintech concluir a fase final de autorização para operar como banco pleno no país. 

A aprovação permite consolidar a operação bancária no país e ampliar significativamente a oferta de produtos financeiros. 

Com o aval no Reino Unido, nasce oficialmente o Revolut Bank UK Ltd. O banco já começa com uma base relevante: 13 milhões de clientes no Reino Unido, além de um plano ambicioso de investimento.  

A companhia promete aportar 3 bilhões de euros — cerca de R$ 18 bilhões no câmbio atual — e criar mil novos empregos de alta qualificação no país. 

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Segundo Francesca Carlesi, CEO da Revolut no Reino Unido, a companhia passou anos estruturando a operação nos bastidores para enfim conquistar a licença bancária. 

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“Trabalhamos intensamente para construir uma instituição que realmente agregue valor aos clientes. Agora, nosso foco é acelerar a inovação e ampliar a oferta de produtos e serviços para quem confia suas finanças à Revolut.” 

O cofundador e CEO global da fintechNik Storonsky, também classificou o movimento como um marco estratégico. “A consolidação da nossa operação bancária no Reino Unido era uma prioridade de longo prazo e representa um momento histórico na nossa jornada”, afirmou. 

De fintech à banco no Reino Unio 

Com o sinal verde do regulador, a Revolut passa a operar com licença bancária completa, atendendo tanto clientes pessoa física quanto empresas. 

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Entre as principais mudanças está a possibilidade de oferecer contas de depósito protegidas pelo FSCS, o sistema britânico de garantia de depósitos — equivalente ao FGC no Brasil. 

Além disso, a licença abre caminho para a expansão de produtos financeiros mais complexos, como empréstimos, crédito e outros serviços bancários tradicionais. 

Apesar da autorização, a migração para o novo banco acontecerá de forma gradual. A Revolut começará oferecendo contas correntes para um grupo inicial de novos clientes, com expansão progressiva nas próximas semanas. 

Para quem já usa a plataforma, a transição será mais lenta ao longo de alguns meses. Segundo a empresa, o aplicativo e os cartões continuarão funcionando normalmente, enquanto os clientes atuais serão gradualmente convidados a migrar suas contas para o novo banco.  

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A ambição da Revolut: virar banco em 100 países 

A licença britânica faz parte de um plano muito mais amplo de expansão global da fintech. Hoje, a Revolut soma mais de 70 milhões de clientes em mais de 40 países e segue em ritmo acelerado de crescimento. 

Mas a meta vai muito além. O objetivo declarado da fintech é alcançar 100 milhões de clientes ativos em 100 países, consolidando-se como uma plataforma financeira global. 

Dentro dessa estratégia, a empresa pretende gradualmente obter licenças bancárias locais em todos os seus mercados de atuação, transformando sua operação digital em uma rede de bancos plenamente regulados ao redor do mundo. 

De acordo com a companhia, o aval no Reino Unido ajuda a pavimentar esse caminho. A expectativa é que isso facilite a obtenção de autorizações semelhantes em mercados estratégicos, incluindo Américas, Ásia-Pacífico e Oriente Médio. 

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A Revolut também planeja entrar em 30 novos mercados até meados de 2027. 

Para sustentar essa expansão, a fintech anunciou um plano de investimento de 10 bilhões de euros (aproximadamente R$ 60 bilhões) ao longo dos próximos cinco anos.  

A aposta da Revolut nos EUA 

Enquanto consolida sua operação bancária no Reino Unido, a Revolut também tenta avançar em outro mercado estratégico: os Estados Unidos. 

Na semana passada, fintech entrou com um pedido para obter uma licença bancária nacional no país

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O movimento segue a estratégia adotada por outras fintechs brasileiras e internacionais, como Nubank e Inter, que também vêm tentando ampliar sua presença no mercado financeiro norte-americano. 

Caso a autorização seja concedida, a empresa pretende lançar o Revolut Bank US, N.A. 

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