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Bia Azevedo

Bia Azevedo

Jornalista pela Universidade de São Paulo (USP). Em 2025, esteve entre os 50 jornalistas mais admirados da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já trabalhou como coordenadora e editora de conteúdo das redes sociais do Seu Dinheiro e Money Times. Além disso, é pós-graduada em Comunicação digital e Business intelligence pela Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM).

BALANÇO

Direcional (DIRR3) tem recorde de rentabilidade no 4T25: “é o nosso maior mérito no resultado”, diz CEO; lucro sobe a R$ 211 milhões

Direcional reportou lucro líquido de R$ 211 milhões em outubro e dezembro, alta de 28% na base anual, e atingiu ROE recorde de 44%; CEO Ricardo Gontijo atribui avanço à demanda resiliente e aos ajustes no Minha Casa Minha Vida

Bia Azevedo
Bia Azevedo
9 de março de 2026
20:07 - atualizado às 11:10
A imagem mostra o CEO da Direcional, Ricardo Gontijo, de terno cinza, posando em frente a uma parede com o logotipo da Direcional visível ao fundo. Ele está com os braços cruzados e tem uma expressão séria e confiante
O CEO da Direcional, Ricardo Gontijo - Imagem: Divulgação

A Direcional (DIRR3) segue surfando o ‘boom’ no Minha Casa Minha Vida (MCMV). Depois de um breve soluço na prévia operacional, a construtora divulgou o balanço do quarto trimestre de 2025, com lucro líquido de R$ 211 milhões, salto de 28% em relação ao mesmo período do ano retrasado.

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“Esse avanço é sustentado por uma demanda resiliente e pela solidez operacional da companhia, que mantém patamares de vendas saudáveis. Sob minha ótica, os ajustes implementados no programa habitacional têm sido excepcionalmente positivos”, afirma o CEO Ricardo Gontijo, em entrevista ao Seu Dinheiro.

No compilado do ano, o lucro foi de R$ 757,8 milhões, o que representa uma aceleração de 31,4% frente a 2024.

A companhia mineira registrou um recorde na linha de rentabilidade, com ROE anualizado de 44% entre outubro e dezembro de 2025, 1.120 pontos-base (bps) superior ao registrado um ano antes.

O CEO destaca essa linha do balanço: “é o maior mérito dos resultados que divulgamos hoje”.

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Segundo o executivo, o desempenho pode ser atribuído ao crescimento consistente dos lucros da companhia aliado ao robusto pagamento de dividendos, que somaram R$ 1,5 bilhão em 2025, com R$ 804 milhões pagos nos últimos três meses.

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“Então quando você soma o lucro com o volume de dividendos que foram pagos no quarto trimestre, chegamos a esse crescimento super expressivo”, afirma Gontijo.

Mais destaques do balanço da Direcional

Entre outubro e dezembro de 2025, a receita líquida total foi de R$ 1,2 bilhão, avanço de 5,9% na base anual e em linha com as expectativas de mercado compiladas pela Bloomberg. No ano, houve avanço de quase 30% frente a 2024, a R$ 4,3 bilhões.

A Direcional registrou geração de caixa de R$ 390 milhões no trimestre. Segundo a companhia, o desempenho foi impulsionado por efeitos não operacionais, com destaque para R$ 184,6 milhões provenientes da cessão de recebíveis e R$ 230,5 milhões obtidos com a venda de empreendimentos (SPEs).

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Em contrapartida, houve impacto negativo de R$ 15,6 milhões relacionado a bloqueios em repasses da Caixa Econômica Federal.

O Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) foi 298% maior na base anual, somando R$ 321,3 milhões no trimestre. A margem Ebitda, por sua vez, caiu 1 ponto percentual, para 26,2%.

Gontijo atribui esse desempenho ao crescimento da base de acionistas minoritários, uma vez que a Direcional vendeu uma participação de 15% em sua subsidiária voltada para média renda, a Riva.

“Quem comprou esses 15% da Riva passou a ter direito a essa fração do lucro da empresa. Como em 2026 essa fatia passou a ser destinada a um sócio que no ano passado não existia, isso acabou pressionando a nossa margem Ebitda, porque essa parte deixa de ficar com a companhia”, afirma Gontijo.

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A empresa também encerrou os últimos três meses do ano com uma dívida de R$ 532,6 milhões, avanço substancial frente ao ano retrasado, já que houve antecipação do pagamento de dividendos por causa da reforma tributária.

“A gente pagou mais dividendos do que tivemos em lucro”, aponta o CEO.

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