Recurso Exclusivo para
membros SD Select.

Gratuito

O SD Select é uma área de conteúdos extras selecionados pelo Seu Dinheiro para seus leitores.

Esse espaço é um complemento às notícias do site.

Você terá acesso DE GRAÇA a:

  • Reportagens especiais
  • Relatórios e conteúdos cortesia
  • Recurso de favoritar notícias
  • eBooks
  • Cursos
Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

CRISE FINANCEIRA

Cosan (CSAN3) trava queda de braço com Shell sobre capitalização da Raízen (RAIZ4): “Formato atual não resolve”, diz CEO

Cosan diz que modelo proposto não ataca o nó estrutural da Raízen e defende mudanças mais profundas na companhia de energia e combustíveis

Camille Lima
Camille Lima
10 de março de 2026
11:58
Logo da Cosan CSAN3 com gráfico de ações
Imagem: Shutterstock

A tentativa de reforçar o caixa da Raízen (RAIZ4) acabou escancarando um impasse entre suas duas controladoras. De um lado, a Shell defende um aumento de capital para fortalecer a estrutura financeira da companhia. Do outro, a Cosan (CSAN3) avalia que o modelo colocado sobre a mesa não enfrenta o verdadeiro problema da empresa. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Em teleconferência de resultados nesta manhã, o CEO da Cosan, Marcelo Martins, afirmou que a holding decidiu não acompanhar a capitalização da Raízen nos termos atuais. 

Na avaliação da companhia, a proposta não resolve uma questão estrutural que, segundo o executivo, continua no centro das dificuldades da empresa. 

“Não estamos participando do aumento de capital na Raízen, por entendermos que não resolve”, disse o executivo. 

A divergência surge após meses de negociações entre as duas sócias, que controlam a empresa em partes iguais.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo Martins, as discussões sobre o futuro da Raízen chegaram a consumir entre 60% e 80% de sua agenda nos últimos meses — mas ainda não resultaram em um consenso sobre o caminho para reorganizar a estrutura financeira da companhia. 

Leia Também

As ações da Cosan operam em alta nesta terça-feira (10). Por volta das 11h35, CSAN3 subia 4,53%, cotada a R$ 6,00. No mesmo horário, os papéis da Raízen lideravam a ponta negativa do Ibovespa, com RAIZ4 caindo 5,45% no mesmo horário, a R$ 0,52. 

O nó da estrutura da Raízen 

Para a Cosan, o principal entrave não está apenas na necessidade de capital, mas na forma como a própria empresa está organizada.  

Hoje, a Raízen reúne dentro do mesmo grupo operações bastante diferentes, que vão da produção de energia renovável à distribuição de combustíveis. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Na visão de Martins, essa combinação torna mais difícil encontrar soluções financeiras duradouras.  

“A não separação dos negócios de energia e distribuição na Raízen é um problema”, disse, durante a teleconferência. 

Durante as negociações com a Shell, a Cosan chegou a apresentar propostas que incluíam o desmembramento dessas duas frentes de negócio.  

A ideia seria separar as operações para abrir espaço para alternativas estratégicas — entre elas, a venda eventual de um dos ativos. O plano, no entanto, não avançou nas discussões com a Shell. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Por que a Cosan não pode colocar mais dinheiro na Raízen 

Outro fator que pesou na decisão da Cosan é a própria situação financeira da holding. Quando a empresa anunciou seu próprio aumento de capital, que trouxe BTG Pactual e Perfin como novos sócios, já havia sinalizado ao mercado que os recursos captados não seriam direcionados para a Raízen. 

A prioridade da companhia continua sendo reduzir o endividamento da própria holding. “Desde o início deixamos claro que havia limitações para utilizar esses recursos na Raízen”, afirmou. 

Com essas restrições, a empresa não conseguiu acompanhar o formato de capitalização defendido pela Shell. 

“A estrutura do aumento de capital não poderia contemplar a contribuição da Cosan”, disse o executivo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Meses de negociação com a Shell — e nenhum acordo 

As conversas entre as duas controladoras se intensificaram especialmente nos últimos dois meses, mas o tema vem sendo discutido há mais tempo. 

Segundo Martins, a busca por uma solução para a Raízen consumiu grande parte do tempo da gestão. “Gastamos os últimos seis meses nas discussões de Raízen”, afirmou. 

Apesar da intensidade das negociações, as empresas não conseguiram alinhar um modelo que permitisse uma contribuição proporcional das duas sócias.. 

Enquanto o debate entre as controladoras continua, as negociações com os credores da Raízen avançam. Segundo Martins, essas conversas têm evoluído com participação cada vez menor da Cosan.  

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Porém, a capitalização proposta não deve ser vista como uma solução definitiva para a estrutura da empresa. 

Rafael Bergman, que ocupava o cargo de diretor financeiro da Raízen e assumiu como CFO da Cosan, destacou que a operação representa apenas o início de uma reformulação mais ampla da companhia — e não o capítulo final desse processo. 

A conta da crise da Raízen chega ao balanço da Cosan 

As dificuldades da Raízen já começaram a aparecer com força nos números da Cosan. A holding de Rubens Ometto encerrou o quarto trimestre de 2025 com prejuízo líquido de R$ 5,8 bilhões. 

Apesar de expressivo, o número representa uma melhora de 38% em relação ao mesmo período de 2024, mas deterioração de quase 390% na comparação com o trimestre anterior. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

Segundo a empresa, o resultado negativo foi provocado principalmente por efeitos contábeis ligados à Raízen. 

No acumulado do ano, a Cosan registrou prejuízo de R$ 9,7 bilhões, também puxado principalmente pelos efeitos relacionados à subsidiária em crise. 

Sem esses ajustes contábeis, a companhia afirma que o resultado teria sido prejuízo de R$ 713 milhões no trimestre e R$ 4 bilhões no ano. 

Enquanto tenta lidar com a situação da Raízen, a Cosan também segue executando um plano mais amplo de reorganização financeira. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

A estratégia da Cosan para reduzir dívida 

Segundo Martins, o objetivo da holding continua sendo reduzir significativamente seu nível de endividamento. Esse processo deve envolver desinvestimentos em alguns ativos, mas sem a obrigação de vender empresas específicas. 

“Não existe determinação para vender um ativo específico para zerar dívida”, disse o executivo. 

Martins também negou que a companhia esteja sendo pressionada por acionistas a realizar vendas rápidas. “Nenhum acionista da companhia nos pressiona a vender ativos a qualquer preço.” 

A desalavancagem, segundo ele, deve acontecer gradualmente, à medida que o portfólio da holding for sendo reorganizado. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“Nosso objetivo é zerar a dívida da holding”, afirmou.  “Mas isso deve acontecer ao longo do tempo, com desinvestimentos seletivos.” 

Ao final do trimestre, a dívida líquida expandida da Cosan somou R$ 9,76 bilhões no período, queda de 58% na comparação anual e de 46% na comparação com o 3T25. 

Rumo entra no radar — mas Cosan nega negociações 

Entre os ativos do grupo que frequentemente aparecem em especulações de mercado está a Rumo, operadora logística controlada pela Cosan. 

Porém, Martins afirmou que não há negociações em andamento envolvendo a empresa. Segundo ele, os rumores recentes refletem apenas movimentos de mercado em torno da avaliação do ativo. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

“O que acontece na Rumo hoje é especulação por preço que não nos interessa”, disse. 

Ele afirmou que a companhia não descarta eventual venda de participação nessa investida, mas que não está definida uma fatia específica. 

O executivo também afirmou que a participação da Cosan na companhia não está definida como um ativo prioritário para venda. 

*Com informações do Estadão. 

CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE
CONTINUA DEPOIS DA PUBLICIDADE

COMPARTILHAR

Whatsapp Linkedin Telegram
FIM DA NOVELA?

Petrobras (PETR4) e IG4 selam acordo pela Braskem (BRKM5); XP diz que movimento pode “destravar” reestruturação

24 de abril de 2026 - 19:50

Novo acordo prevê paridade no conselho e decisões conjuntas; analistas destacam maior influência da estatal em meio à fragilidade financeira da Braskem

A CERVEJA ESQUENTOU

Nem a Copa do Mundo salva a Ambev (ABEV3): Safra rebaixa ação e aumenta preço-alvo

24 de abril de 2026 - 16:15

Banco eleva preço-alvo de ABEV3 para R$ 16, mas avalia que mercado ignora pressão de margens e já precifica cenário positivo

VALE A PENA?

Brava (BRAV3) pode ter novo dono: colombiana compra 26% da junior oil e propõe OPA; o que muda para o investidor?

24 de abril de 2026 - 9:54

A estatal colombiana pretende, ainda, lançar uma OPA (oferta pública de ações) para comprar mais 25% das ações, com preço de R$ 23, prêmio de 27,8%

O ÚLTIMO A SAIR...

Sem CEO e sem CFO? Alliança Saúde (AALR3) vive onda de renúncias no comando; presidente sai após menos de um ano no cargo

24 de abril de 2026 - 9:26

Renúncia de Ricardo Sartim amplia incertezas enquanto empresa negocia dívidas e tenta reorganizar o caixa

SINAL AMARELO

Adeus, compra: JP Morgan rebaixa Klabin (KLBN11) e elege única favorita em papel e celulose; veja qual

23 de abril de 2026 - 19:45

Banco vê falta de gatilhos para a Klabin no curto prazo e cenário mais desafiador para a fibra longa e reforça aposta em concorrente

PONTO DE VIRADA

Depois de cortar 80% da dívida, Ocyan mira novos contratos da Petrobras (PETR4); estratégia pode até gerar dividendos

23 de abril de 2026 - 16:32

Ocyan entra em nova fase após reestruturação, com foco em contratos da Petrobras e crescimento sustentável no setor de óleo e gás

PRESSÃO MADE IN CHINA

Localiza (RENT3) sofre com invasão de carros chineses, mas há esperanças; ação pode subir até 25%, segundo o BTG

23 de abril de 2026 - 16:03

O banco mantém a recomendação de compra para a ação, além de ser a ação preferida do setor — ela é negociada a 13 vezes o preço da ação sobre o lucro estimado

O ‘PLANO GALÁXIA’

‘Não vai ser fácil’: o recado da CEO do Banco do Brasil (BBAS3) sobre 2026 — e o que vem depois da crise

23 de abril de 2026 - 14:25

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

O CONTRA-ATAQUE DO BB

O “novo Banco do Brasil” (BBAS3): como o banco tenta virar a página da inadimplência no agro — e saltar no crédito privado

23 de abril de 2026 - 12:34

Após forte pressão nos balanços, o BB reformula a estratégia de crédito rural — e quer destravar crescimento em um mercado ainda pouco explorado; veja o que dizem os executivos

EM RECUPERAÇÃO

Indefinido: veja o que a Raízen (RAIZ4) disse à CVM sobre as negociações com credores

23 de abril de 2026 - 10:31

Entre as propostas apresentadas também estaria a saída de Rubens Ometto, fundador da controladora Cosan (CSAN3), da presidência do conselho da Raízen

OI SOLUÇÕES

Última joia da coroa? Oi (OIBR3) coloca ativo bilionário à venda e movimenta gigantes das telecom; veja detalhes

23 de abril de 2026 - 10:01

Unidade de tecnologia e conectividade da Oi pode valer até R$ 1,6 bilhão, atrai interesse de grandes teles e marca nova etapa na reestruturação da companhia, que ainda prepara a venda de outros ativos bilionários

NÚMEROS INCERTOS

Investidores no escuro? Veja por que a Oncoclínicas (ONCO3) descontinuou a divulgação das projeções de lucro e Ebitda

23 de abril de 2026 - 9:33

A decisão tem em vista fatores macroeconômicos que o setor de saúde vem enfrentando ao longo dos últimos anos, associado ao desempenho financeiro da companhia

REORGANIZANDO A CASA

Após saída de Tanure, Light S.A. (LIGT3) troca CEO em subsidiária e nomeia novo diretor de RI

22 de abril de 2026 - 19:46

A mudança acontece em meio a uma sequência de ajustes na governança da elétrica, que tenta se reequilibrar após a recuperação judicial da controladora

PROVA DE RESISTÊNCIA

O grande teste das incorporadoras: quem aguenta mais um ano de crédito caro no setor? Itaú BBA responde

22 de abril de 2026 - 18:32

Ambiente mais restritivo favorece empresas com balanços mais sólidos e expõe incorporadoras mais alavancadas

DE PATINHO FEIO A PROTAGONISTA

Após apanhar na bolsa, distribuidoras de energia podem dar a volta por cima. XP diz o que você deve colocar na carteira

22 de abril de 2026 - 18:05

Depois da compressão de retornos e desempenho abaixo do mercado, setor pode se beneficiar de agenda regulatória e queda da Selic

ENTENDA

A estreia deste banco na bolsa foi um balde de água fria, mas o futuro pode guardar alta de 80%, segundo o BTG

22 de abril de 2026 - 17:06

Após a estreia na bolsa, Agibank acumula queda superior a 30%; apesar da revisão para baixo nas projeções, analistas ainda veem potencial de alta, em meio a pressões externas e impactos no crédito consignado

LUZ NO FIM DO TÚNEL?

Gestora resgatou o BRB: conheça a Quadra Capital, que comprou R$ 15 bilhões em ativos do Banco Master

22 de abril de 2026 - 16:32

A operação inclui participações societárias em empresas listadas, como Oncoclínicas e Ambipar

HORA DE ABANDONAR OS PAPÉIS

Ação da Braskem (BRKM5) ainda pode cair pela metade: Bradesco BBI faz alerta para ‘situação insustentável’

22 de abril de 2026 - 15:11

Banco projeta queima de caixa bilionária e alerta para risco na estrutura de capital mesmo com melhora dos spreads petroquímicos

VAREJO FARMACÊUTICO

A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual

22 de abril de 2026 - 14:31

Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

NOVA ESTRUTURA

Sai um, entram dois: Azzas 2154 (AZZA3) reorganiza a casa após baixas no alto escalão; veja como fica agora

22 de abril de 2026 - 13:01

Após saída de executivo-chave e sequência de baixas no alto escalão, companhia reestrutura área de Fashion & Lifestyle e retoma divisão entre masculino e feminino

Menu

Usamos cookies para guardar estatísticas de visitas, personalizar anúncios e melhorar sua experiência de navegação. Ao continuar, você concorda com nossas políticas de cookies

Fechar
Jul.ia
Jul.ia
Jul.ia

Olá, Eu sou a Jul.ia, Posso te ajudar com seu IR 2026?

FAÇA SUA PERGUNTA
Dúvidas sobre IR 2026?
FAÇA SUA PERGUNTA
Jul.ia
Jul.ia