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Camille Lima

Camille Lima

Jornalista formada pela Universidade Municipal de São Caetano do Sul (USCS), em 2025 foi eleita como uma das 50 jornalistas mais admiradas da imprensa de Economia, Negócios e Finanças do Brasil. Já passou pela redação do TradeMap. Hoje, é repórter de bancos e empresas no Seu Dinheiro. A cobertura atual é majoritariamente centrada no setor financeiro (bancos, instituições financeiras e gestoras), em companhias maiores listadas na B3 e no mercado de ações.

BRIGA ACALORADA

A guerra entre Nubank e Febraban esquenta. Com juros e impostos no centro da briga, quais os argumentos de cada um?

Juros, inadimplência, tributação e independência regulatória dividem fintechs e grandes instituições financeiras. Veja o que dizem

Camille Lima
Camille Lima
5 de dezembro de 2025
13:50 - atualizado às 18:40
Fachada do prédio do Nubank
Imagem: Divulgação

Os investidores estão acostumados a acompanhar tensões entre bancos tradicionais fintechs. Mas poucas vezes esses embates ganharam um tom tão explícito quanto a troca de farpas pública entre a Febraban, federação que representa os grandes bancos, e David Vélez, fundador do Nubank

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O duelo começou após publicações de Vélez nas redes sociais no fim de novembro. Segundo ele, a fintech do cartão roxinho teria sido responsável por ampliar a inclusão, reduzir tarifas, estimular concorrência e contribuir mais para o público do que qualquer grande banco no Brasil. 

Não demorou para que a Febraban reagisse. A associação acusou Vélez de omitir informações essenciais, sustentar “narrativas incompletas” e pintar um retrato que, segundo ela, não bate com os números da instituição.  

A avaliação é que a realidade do Nubank seria menos romântica do que o discurso sugere, com “realidades que precisam ser enfrentadas”, segundo a entidade — com juros mais altos, inadimplência elevada e forte foco em operações de curto prazo, mais caras ao consumidor. 

Ao Seu Dinheiro, o Nubank afirmou que “não responderá a ataques”. 

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Mas o que de fato está em discussão e qual o pano de fundo dessa disputa acalorada? 

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A chegada do Nubank e outras fintechs ao setor financeiro  

A ascensão do Nubank e de outras fintechs redefiniu a lógica bancária no Brasil nos últimos anos.  

O banco digital roxinho chegou ao mercado com uma proposta simples: cartão de crédito sem anuidade, aplicativo intuitivo, atendimento rápido e zero fila – uma ruptura importante em um universo dominado por tarifas, burocracia e atendimento presencial. 

O público abraçou a ideia. Hoje, o Nubank ultrapassa a marca de 120 milhões de clientes globalmente, de acordo com dados do terceiro trimestre de 2025.  

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A escala tornou a fintech uma das maiores instituições financeiras do país, hoje com cerca de 110 milhões de clientes (equivalente a mais de 60% da população adulta do país), desafiando a hegemonia dos bancões e pressionando o setor a acelerar a digitalização. 

Esse avanço forçou os bancos incumbentes a reverem modelos, investir em tecnologia e rever a estrutura de custos.  

Mas também abriu tensão regulatória e tributária: os grandes bancos afirmam que fintechs operam com menos custos físicos, carga tributária mais leve e exigências regulatórias proporcionais – o que permitiria margens mais altas e modelos de crédito mais agressivos.  

As fintechs questionam, afirmando que os bancões se beneficiaram por décadas de concentração, tarifas elevadas, pouca competição e margens extraordinárias com estruturas caras.  

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A fagulha para a discussão: o que disse o fundador do Nubank 

Na publicação que desencadeou a polêmica, Vélez apresentou, há cerca de uma semana, um conjunto de números que, segundo ele, evidenciam o impacto competitivo do Nubank sobre o setor financeiro nos últimos oito anos.  

O executivo destaca que: 

  • 28 milhões de brasileiros abriram sua primeira conta corrente com o Nubank; 
  • 29 milhões tiveram seu primeiro cartão de crédito; 
  • A concentração bancária caiu de 81% para 71%;
  • A maior competição teria reduzido 2,9 pontos percentuais nos juros médios. 

Além disso, o ganho para os consumidores com tarifas não cobradas teria chegado a R$ 111 bilhões, de acordo com o executivo. 

“Em 2025, o Nubank tem sido o MAIOR pagador de imposto de renda entre as instituições financeiras brasileiras, considerando valores brutos e relativos (taxa efetiva)”, escreveu Vélez. 

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Na visão do fundador do Nubank, os grandes bancos estariam incomodados com o reposicionamento estrutural do setor, em que o digital, a escala e a eficiência passam a ser mais relevantes do que agências, tarifas ou estruturas convencionais. 

“Estamos apenas começando”, escreveu. “Desde o nascimento no Brasil, vamos levar o roxinho para o mundo inteiro.” 

O que diz a Febraban 

A Febraban, no entanto, diz que a leitura apresentada pelo Nubank era “totalmente enviesada” e ignorava pontos centrais do modelo de negócio da fintech.  

A entidade afirma que o portfólio do Nubank está concentrado em operações mais caras e de curtíssimo prazo, com impacto direto sobre o endividamento e a inadimplência de parte da clientela. 

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“Realmente, são números impactantes, mas inclusão financeira vai para muitíssimo além da só abertura de conta e da oferta de um produto”, escreveu a Febraban. 

Segundo a federação, 97,7% da carteira de pessoa física do Nubank é composta por linhas de crédito consideradas mais caras, como cartão de crédito (64,8%) e crédito pessoal não consignado (32,8%). Não há participação em financiamentos imobiliários, de veículos ou agronegócio – que tradicionalmente minimizam a média de juros cobradas dos grandes bancos. 

A Febraban também alega que as taxas médias de crédito pessoal no Nubank chegam a 110,9% ao ano, contra 50,5% no conjunto de quatro grandes bancos. Já a inadimplência do Nubank seria de três a sete vezes maior que a dos bancões. 

Segundo dados do Banco Central, porém, as taxas do Nubank no rotativo do cartão de crédito (362,68% ao ano) são inferiores à da maioria dos quatro grandes bancos brasileiros, com exceção do Banco do Brasil (325,84% a.a). Vale lembrar que, dada a nova regra, os juros e encargos acumulados do rotativo no ano não podem passar de 100% do valor original da dívida.  

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Já ao considerar o crédito pessoal não consignado, as taxas do Nu, de 112,24% ao ano, são maiores que os quatro maiores bancos — Santander tem juros de 38,67% ao ano, Banco do Brasil, 61,85%, Itaú tem 63,90% e Bradesco cobra 85,95% ao ano. 

A federação sugere que o Nubank adota um modelo “rentista”: margens altas, inadimplência elevada, crédito arriscado e estrutura mais leve do que a dos bancos tradicionais.  

Esse cenário seria facilitado por assimetrias regulatórias e tributárias — um tipo de “meia-entrada”, nas palavras da Febraban, que permitiria maior retorno sem os mesmos custos estruturais suportados pelos grandes bancos. 

Impostos no centro da discussão  

É por isso que outro ponto de atrito são justamente os impostos. A Febraban diz que, embora o Nubank declare ser o maior pagador de imposto de renda do setor, a proporção entre lucro e impostos devidos seria a menor entre as instituições analisadas.  

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A entidade também questiona o fato de a companhia ter sede fiscal nas Ilhas Cayman e ter listado ações no exterior. 

Vale destacar que o Nubank não opera como banco no Brasil, mas solicitou nesta semana uma licença bancária ao Banco Central, a fim de não mudar de nome depois de uma nova regra do BC.

"A inclusão de uma instituição bancária no conglomerado atende à Resolução Conjunta nº 17, editada pelo Banco Central e pelo Conselho Monetário Nacional, que disciplinou a nomenclatura das instituições reguladas", explicou o Nubank.

O posicionamento oficial da empresa é de que atualmente "cumpre todas as exigências regulatórias e opera com todas as licenças necessárias como Instituição de Pagamento, Sociedade de Crédito, Financiamento e Investimento e Corretora de Títulos e Valores Mobiliários. A inclusão de uma instituição bancária no conglomerado não implica em alterações materiais nas exigências adicionais de capital e liquidez — a solidez e resiliência financeira permanecem inalteradas."

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Com base em tudo isso, a Febraban elencou dúvidas que pensava “ser do interesse do Vélez esclarecer algumas questões sem respostas”. Veja a seguir: 

  • Por que abrir capital fora do Brasil? 
  • Por que a sede fiscal no exterior, e não no Brasil? 
  • Qual a justificativa para escolher as Ilhas Cayman como sede fiscal? 
  • Por que solicitar licença bancária primeiro nos EUA, e não no Brasil? 
  • Por que não comparar a base tributável de impostos como o IR/CSLL e a rentabilidade em sua publicação? 

“Seria uma empresa estrangeira, com sede fiscal nas Ilhas Cayman, foco em extrair lucro no Brasil para investir no exterior, cobrando juros altos, tolerando elevada inadimplência e pagando poucos impostos?”, questiona a Febraban. 

“A reflexão que deixamos aqui é se os seguintes dados retratariam um ‘campeão de inclusão financeira’. Ou se revelariam que a fintech, que tem nome expresso de bank e porte de grande banco, na realidade, tem sido campeã de um modelo de assimetrias regulatórias, beneficiada por uma política da meia entrada”, acrescentou. 

O contra-ataque do Nubank 

Procurado pelo Seu Dinheiro, o Nubank enviou nota formal nesta sexta-feira (5): 

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“O Nubank já apresentou sua posição e dados, baseados em sua trajetória de sucesso e na satisfação de mais de 110 milhões de clientes [no Brasil]. Não vamos ficar respondendo aos ataques. Queremos agora focar nossa energia no que mais gostamos: continuar oferecendo os melhores produtos e serviços financeiros no mercado”, escreveu o banco digital. 

*Matéria atualizada às 18h38 para atualizar posicionamento do Nubank.

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