A virada da Pague Menos (PGMN3): o que está por trás da recomendação de compra do BTG Pactual
Banco vê espaço para crescimento consistente, ganho de produtividade e impacto relevante dos medicamentos GLP-1

A rede de farmácias Pague Menos (PGMN3) pode estar, de fato, virando a página — e o mercado começa a embarcar nessa leitura.
Após anos de expansão acelerada, integração conturbada da Extrafarma e pressão no balanço, a companhia entra em um novo ciclo, agora com o aval do BTG Pactual, que vê espaço relevante de valorização para a ação.
Em relatório, o banco aponta que a empresa inicia uma nova fase após reforçar sua estrutura de capital, abrindo caminho para um crescimento mais disciplinado e uma melhora operacional mais consistente.
Pague Menos volta à cobertura com recomendação de compra
O novo momento já se reflete na recomendação: o BTG retomou a cobertura da Pague Menos com indicação de compra e preço-alvo de R$ 9 para PGMN3 — o que implica um potencial de alta superior a 50% frente aos níveis atuais.
Mesmo com a recente recuperação dos papéis, a avaliação ainda é considerada atrativa. A ação negocia abaixo dos múltiplos históricos, enquanto as perspectivas apontam para avanço de margens e geração de caixa.
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“Vemos uma empresa com capacidade de entregar crescimento consistente e melhora de rentabilidade, ainda negociando a múltiplos atrativos”, dizem os analistas.
Novo ciclo combina crescimento e disciplina
Na leitura do banco, a trajetória recente da Pague Menos pode ser dividida em três fases: expansão acelerada, desafios na integração da Extrafarma e, mais recentemente, um turnaround com foco em disciplina financeira.
“A companhia entra em um novo ciclo, com melhora do balanço e capacidade de buscar maior produtividade e expansão gradual”, destaca o BTG.
Parte desse reposicionamento veio com um follow-on de cerca de R$ 459 milhões, que ajudou a reduzir a alavancagem e melhorar a liquidez das ações.
Crescimento forte e ainda com espaço para avançar
Os sinais de recuperação já são visíveis. A Pague Menos acumula oito trimestres consecutivos de crescimento de receita em dois dígitos, impulsionada por melhorias operacionais e maior eficiência nas lojas.
Ainda assim, há espaço relevante para evolução: a produtividade por loja segue cerca de 35% abaixo de concorrentes como a Raia Drogasil, o que indica potencial adicional de ganhos.
O BTG projeta crescimento médio de Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 15% ao ano entre 2025 e 2028 e aumento de 32% no lucro por ação (EPS) no mesmo período.
GLP-1 ganha protagonismo
Outro destaque do relatório é o avanço dos medicamentos da classe GLP-1, usados no tratamento de diabetes e obesidade, que vêm ganhando espaço no varejo farmacêutico.
Esses produtos já representam cerca de 9% da receita da Pague Menos e devem seguir contribuindo para o crescimento, mesmo sem expansão adicional de participação.
“A categoria de GLP-1, sozinha, pode explicar cerca de 3 pontos percentuais do crescimento da receita”, aponta o BTG.
RESULTADO
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