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Acordo com a PGFN corta passivo de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões e dá novo fôlego à reestruturação da companhia

A Sequoia Logística e Transportes (SEQL3) anunciou nesta segunda-feira (20) a conclusão de um acordo com a Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional (PGFN) que representa um marco no processo de reestruturação financeira.
O Termo de Transação firmado prevê o pagamento parcelado do passivo tributário, que caiu de R$ 631,7 milhões para R$ 112,7 milhões — uma redução de 84%.
Segundo comunicado da companhia, os efeitos contábeis já haviam sido refletidos nas demonstrações do 3º trimestre de 2025, divulgadas em março deste ano.
O acordo abre portas para benefícios operacionais relevantes, como a obtenção de certidões negativas, participação em licitações, renovação de contratos e acesso a linhas de crédito mais competitivas, segundo a Sequoia.
O mercado recebeu bem a notícia, o que fez com que as ações da companhia disparassem nesta segunda-feira (20).
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Por volta das 12h30 (de Brasília), SEQL3 saltava 21,43%, cotada a R$ 0,17. Na máxima do dia, os papéis chegaram a subir 42%, cotados a R$ 0,20. No mesmo horário, o Ibovespa subiu 0,40%, aos 196.515,26 pontos.
Vale lembrar que a ação tem preço unitário muito baixo, o que faz com que qualquer variação percentual se traduza em saltos expressivos — característica típica de penny stocks.
A administração da Sequoia destacou que o movimento reforça o compromisso “com a execução rigorosa de seu plano de reestruturação” e pavimenta o caminho para “um crescimento sustentável e para a entrega de valor aos seus acionistas e parceiros”.
A redução do passivo tributário é apenas mais um capítulo de uma trajetória marcada por excesso de otimismo e uma virada radical de cenário.
A Sequoia estreou na B3 em 2020, ainda durante a pandemia de covid-19, surfando o crescimento acelerado do comércio eletrônico.
O que parecia uma avenida de crescimento, porém, se transformou em um labirinto: a crise das varejistas online, a desaceleração do consumo e uma estratégia de expansão agressiva não resistiram ao ciclo de alta de juros.
O impacto foi devastador na bolsa. Em 2023, os papéis da companhia chegaram a despencar quase 90% no ano, forçando a negociação de um acordo de dívidas com bancos e investidores de debêntures em dezembro daquele ano.
A tentativa de recuperação ganhou corpo em outubro de 2024, com um novo processo de reestruturação focado em dívidas não financeiras.
Em março de 2025, credores que representavam 53,9% dos R$ 295 milhões em créditos reestruturados aderiram ao plano — a maioria formada por ex-fornecedores de linhas de negócio descontinuadas por falta de rentabilidade.
Com a aprovação judicial, a companhia conseguiu reperfilar esses compromissos, resultando em um desembolso total de R$ 31,17 milhões ao longo de 2025.
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